segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O tal ano novo

Lá diz o ditado "Ano Novo Vida Nova", mas será que é mesmo assim?? Porque razão comemoramos que nem uns tolinhos a passagem de mais um ano?
Pela esperança da renovação, porque o novo parece ser sempre bem vindo... 
Na realidade e para a maioria de nós a vida é a mesma, as alterações são temporais e os traços que nos vão toldando a tela do nosso corpo são a única coisa que indiscutivelmente muda a par com o custo de vida, que tendencialmente aumenta sempre no inicio de mais um ano. Mas o facto de haver a renovação desta esperança é bom sinal, é sinal que acreditamos em alguma coisa, que depositamos na vida alguma fé onde crer e sonhar.... é ser e fazer parte dessa renovação.

Feliz 2014

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

VIVER

Agora que mais um Natal passou e a correria acabou... ou talvez não... pois os saldos ainda mexem com os instintos mais consumistas do ser humano que não resiste a uma boa promoção. É tempo de pensar um pouco no ano que ai vem, ou talvez seja melhor nem pensar, talvez viver um dia de cada vez com o que se tem, com os "nadas" que nos enchem de felicidade, porque raramente damos valor aquilo que apesar de não nos pertencer verdadeiramente é durante alguns anos o que de melhor temos... a nossa vida.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Que o vosso Natal seja realmente Natal.

É quase Natal... a correria às lojas, as iluminações e as festividades características, não deixam dúvidas.
Mas afina o que é isto do Natal para além do significado religioso da data.? 
Muito se ouve falar da união da família, da solidariedade e de todos esses valores que esta festa parece fazer despertar... mas por vezes o que parece sobressair é a "obrigação" de marcar encontro com os amigos, com a família, com nós próprios. Toda a ansiedade de oferecer uma prenda, com receio de receber sem ter nada para dar. Valores que valem o que valem, com mais ou menos sentimentos, mas que muitas vezes me fazem questionar aquilo em que realmente tornámos o Natal.

Que o vosso Natal seja realmente Natal.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Humor de Natal

Enquanto no resto do mundo, muitos são aqueles que contam já ansiosamente os dias que faltam para o Natal. Existem locais em Portugal em que se contam os dias para a passagem de ano, ou não fosse essa uma das principais imagens de marca da Nazaré, antes mesmo da chegada da onda.



Imagem: Catirolas. Nazarena com placa a alugar apartamentos para a passagem de ano

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Desigualdades

Por vezes somos confrontados com pessoas e situações que vão para além daquilo que a nossa visão consegue alcançar. Entristece-me sentir que uma grande maioria se liga e interliga em função daquilo que não(tem) e daquilo que é e representa para a sociedade, num mundo onde o que parece importar, não é aquilo que és, como ser humano, mas todo o estatuto que conseguiste criar à tua volta, onde o grau académico parece sobressair no meio social, independentemente da competência, ou do valor. Tratamos as pessoas conforme o seu estatuto, ou o seu ego social conseguiu vingar e esquecemos tudo o resto,  o que faz realmente dar significado aquilo que o tem, a simplicidade, a humildade, a honestidade e a capacidade humana de cada um. 
Ao contrário do que se poderia pensar, aqui na "santa terrinha", existem grandes desigualdades entre ricos e pobres, mas as desigualdades com maior expressão, não são as económicas,  são as desigualdades psicológicas. Uma pobreza de espírito inigualável, onde aqueles que "ganham" e aqueles que "perdem"  não são quem imaginamos... 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

As meias de Natal de Passos Coelho

Talvez seja da época em que estamos, ou de uma gripe por falta de vacina, mas a realidade é que parece que o nosso Primeiro Ministro, o Dr. Passos Coelho, contou finalmente a verdade ontem em entrevista à TVI/TSF. 
Subitamente as palavras sinceras e verdadeiras ecoaram pelas colunas do sistema de som, sem qualquer ruído ou deturpação comunicativa. 

Então palavra aqui, palavra ali, lá foi dizendo com naturalidade que os portugueses só recuperarão os salários e as pensões, daqui a alguns anos, se a economia portuguesa o permitir e as contas do estado também. 
Sem se comprometer com uma descida de impostos em 2015, ano de eleições, lá foi deixando escapar :«O que eu posso dizer é que não é pelo facto de haver eleições que não deixaremos de aliviar a carga fiscal seja no IRS seja no IVA se as condições o permitirem. Isto significa que nós precisaremos de ter um resultado orçamental e um crescimento da economia compatíveis com esse objetivo», que é o mesmo que dizer que, se em 2015 houver alguma ínfima possibilidade disso, coincidindo com o facto de ser ano de eleições, claro que o governo irá aproveitar para dar umas meias aos portugueses... ou será que não?



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Neste Natal sejam diferentes...ofereçam a vossa presença.

Os novos tempos mudaram e a forma como vemos e interagirmos com o mundo está mais presente. 
Antigamente os pais sabiam o que acontecia na escola onde estudavam os filhos, aqueles que tinham a possibilidade de a frequentar, quando estes se comportavam mal e eram chamados à direcção da escola. 
Actualmente os pais, na sua maioria com formação, estão cada mais atentos e interessados, ainda que por vezes até de uma forma excessiva, sobre o que se passa na escola onde andam os seus filhos, chegando mesmo a interferir de uma forma errada em áreas que não são da sua competência, sobrepondo aquilo que acham ser o mais correcto, ao que realmente o é,  esquecendo-se que a educação começa em casa, e que aquilo que fazem e a forma como agem vai interferir e influenciar o comportamento das crianças e não é uma consola de video jogos, ou outro brinquedo qualquer que irá fazer a diferença ou que vai substituir alguém, nessas quatro paredes onde muitas vezes "as tecnologias", assumem de uma forma aparentemente eficiente o papel paternal.

Neste Natal sejam diferentes...ofereçam a vossa presença.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Abraços de Natal

Nunca percebi muito bem esses dramas de quem tem que se levantar cedo para ir trabalhar. 
Mais do que isso, o que custa é aceitar um papel para entrar numa peça que nada nos diz, encarnar uma personagem que nada tem a ver com aquilo que somos ou com o que gostaríamos de ser, e vivê-la e revivê-la intensamente todos os dias, sabendo exactamente que aquilo que queremos para o resto da nossa vida, e que de nós depende e a nós nos apela, está ao alcance dos nossos abraços, e ainda assim sem saber exactamente porquê, permanecemos inertes e sós, perdidos num mesmo lugar sem a capacidade de expressar um carinho ou de dar um abraço.

Feliz Natal com muitos abraços.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Reflexões de Natal

Dezembro tem sido um mês frio.
Pelas ruas da cidade já cheira a Natal, as montras enfeitadas, a música a animação de rua, procuram de alguma forma lembrar que estamos naquela época do ano onde a palavra de ordem não é só a amizade, a partilha, a família e a confraternização mas sim a compra, o consumo, a troca de prendas. Numa hora em que parece que estamos todos contagiados por uma doença que nos faz entrar no "espírito consumista",  e oferecer coisas só por oferecer, sem qualquer significado ou rigor, mesmo em alturas de aperto e onde acabamos por esquecer os verdadeiros valores da vida, que nada têm a ver com o materialismo, no qual nos habituámos a viver e será que é preciso tudo isso para que exista Natal? 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Postal de Natal

As tecnologias já se tornaram um bem essencial com as quais não conseguimos viver, são elas que nos permitem gerir de uma forma mais fácil e com menos tempo, tudo aquilo que temos que fazer no dia a dia. 
Mas nem tudo o que é tecnologicamente avançado é sinónimo de qualidade de vida. 
Se tudo o que fazemos com o tempo livre que as tecnologias nos proporcionam, é passar mais tempo no mundo virtual do que no mundo real, então a única coisa que estamos a fazer com esse tempo, é viver uma relação intensa, apaixonada, com o teclado.
Este ano saiam de casa e mandem um postal de Natal... vão ver que não existe tecnologia que supere isso.




quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O comando da televisão tem um botão que diz OFF.

Hoje é o dia mundial a televisão, aquela a que muitos chamam "a caixinha que mudou o mundo", ou se quiserem numa reflexão mais selectiva, a caixa que mudou a forma como vemos o mundo.
 Hoje em dia, a televisão já não tem o protagonismo que tinha noutros tempos, mas é nela que muitos se continuam a apoiar, como se fosse uma amiga ou uma família, neste mundo cada vez mais próximo em relações virtuais, mas cada vez mais distante nas relações físicas. E se é verdade que existe muita manipulação na liberdade de dizer as coisas seja em forma de entretenimento ou na forma de noticia, a verdade é que nós enquanto público, somos os principais culpados, pois normalmente o que gostamos de ver (ainda que por vezes e porque é politicamente correcto fazer, não sejamos capaz de o admitir), é tudo aquilo que na sua maioria a televisão nos dá, o tal entretenimento degradante da vida real alheia, o qual não nos identificamos mas que não conseguimos deixar de ver. Quantos de vós tem uma televisão no quarto? Já pensaram nisso?

terça-feira, 19 de novembro de 2013

(Des)Encontros de Natal

Saber para onde se quer ir e chegar lá é uma quimera que poucos conseguem alcançar.

Tem dias que não me apetece ouvir falar de Dezembro, que me chateiam os encontros e os jantares de Natal, que parece que só têm que ser feitos nesta época e que me ocupam o calendário apertado de tantos eventos, sem tempo e paciência para desfrutar da companhia dessa gente, amiga, querida, familiar que gostaria de poder abraçar, vários dias por ano e não apenas nesta época, só porque assim é.



Os militares portugueses

Por vezes existe uma ideia na opinião pública, sobre as funções que os militares portugueses desempenham que não corresponde totalmente à realidade.
Não podemos nem devemos rotular pessoas por terem escolhido determinada carreira profissional.o
O problema é que a maioria dos contribuintes não está devidamente informado sobre o trabalho operacional que estes profissionais desempenham, que vai muito para além dos cenários de guerra.  Eles são os que estão na linha da frente no combate aos incêndios, são os primeiros a cuidar do património que é de todos, a ajudar instituições de solidariedade com tarefas rotineiras e banais, a dar apoio a populações carenciadas, a dar formação gratuita de qualidade, a limpar o que a maioria de nós suja, entre muitas outras coisas que se os contribuintes tivessem que pagar a profissionais particulares para o fazerem, não haveria dinheiro suficiente e não haveria sequer quem o quisesse fazer, a única questão é que a invisibilidade da sua utilidade tem um preço grande e a esse preço chama-se injustiça.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pessoas pobres / Pobres pessoas

Por vezes, naqueles dias em que dedico algumas horas ao empreendedorismo social, como este fim de semana, dá para perceber tanta coisa.
Há pessoas que são por si só, aquilo que por vezes não esperamos delas, umas vezes pela positiva, outras pela negativa, pois mais triste que a pobreza física, a fome e a falta de condições de vida humana, é a pobreza espiritual e a falta de capacidade de estender uma mão, independentemente dos motivos, pois todos temos o direito e a capacidade de escolher o nosso caminho.

sábado, 9 de novembro de 2013

Trabalho gratuíto

Há dias em que a nostalgia toma conta desses dias. A força que existe em cada um de nós manifesta-se de diversas maneiras e assume várias personagens, nem sempre as mais correctas, por vezes até muito controversas. Por mais que se o negue, qualquer pessoa, sabe do que é, mais ou menos capaz, para onde e até quer ir, o que não quer dizer que o faça. O valor de cada um nem sempre se traduz num factor remuneratório justo, aliás muito se apregoa por aí que não há trabalho, mas o problema não é haver trabalho, quem o habitualmente o faz, sobre diversas formas sendo o mais usual, o estágio ou o voluntariado, que por estes dias parece que serve e se enquadra em tudo e mais alguma coisa, sabe que nunca falta trabalho, normalmente falta é tempo para o fazer, é requisitado por tudo e por todos, para fazer uma "perninha" aqui e ali, o que me leva a concluir que o que não falta é trabalho, o que falta é quem queira pagar esse trabalho pois quem trabalha sem receber nunca tem falta de trabalho. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A essência do Natal.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro emitiu um comunicado declarando a chegada do Natal, a 1 de Novembro, o que implica que os trabalhadores venezuelanos vão receber dois terços dos abonos e das pensões nos próximos dias. Em Portugal o governo através de medidas de incentivo de combate ao consumo interno e de empobrecimento das famílias, dizer a todos os portugueses que o Natal foi definitivamente adiado. Resta-nos a vontade de todos aqueles que acreditam que o Natal, é essencialmente isso mesmo, uma vontade que vem de dentro de cada um.   

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma Onda Humana

Definitivamente a Nazaré, passou de terra de pescadores, a terra de surfistas de ondas gigantes. Subitamente começou a haver um roteiro turístico que leva milhares de pessoas, ao forte de São Miguel Arcanjo para ver as ondas gigantes que nem sempre aparecem quando devem. Mas a verdade é que as arribas ao pé do forte e as que se estendem até à praia do Norte, não oferecem qualquer tipo de condições, são instáveis e não estão preparadas para receber uma multidão que quer a todo o custo, captar aquela imagem... um verdadeiro perigo em terra perfeitamente ignorado por essa onda humana que parece só ter olhos para o mar.
Imagen: Internet

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Pão por Deus

No primeiro fim de semana de Novembro, muitos foram os meninos que vieram bater à minha porta a pedir "bolinhos" ou o Pão-por-Deus, apesar de muitos poucos saberem o que realmente este significa. Celebrado  a 1 de Novembro, este era o dia em que se repartia pelos pobres, pão e bolinhos.
Apesar de ter sofrido algumas transformações ao longo dos tempos, esta é uma tradição que com o esforço dos pais dos educadores, das autoridades locais e das próprias crianças, tem conseguido resistir ao caminhar dos tempos.




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A crise do pós 30 pré 38.

E se subitamente começassem a surgir ideias, propostas, projectos de vida que não dessem mais espaço para se ter espaço? E se subitamente aquilo que começou por ser um passatempo de vida, um escape, uma fuga aos dias menos bons e às noites menos quentes, se tornasse em algo impossível de controlar?
Num corpo e numa mente habituados a saciar com imagens, sons e cheiros gostos de um mundo que é de cada um e em que cada um faz parte desse todo, que é o mundo, é muito difícil satisfazer e não serão as migalhas de dias felizes a ter a capacidade de encher o pote de bolachas chocolate, principalmente se não houver alguém que as vá fazer no fogão a lenha, com mais de 60 anos, da "noventona" querida, Avó Maria. 
Se subitamente o improvável acontecesse, provavelmente alguém estaria a ter uma crise de "sonhite" aguda, ou um claro ataque de crise pós 30 a caminho dos 40. Provavelmente o Improvável.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O fenómeno da reprodução das vacinas.

A Direcção Geral de Saúde, veio hoje em comunicado dizer que não há falta de vacinas nos centros de saúde, apenas momentâneas e pontuais rupturas de stock . 
Ora, nestes últimos anos tenho tido o privilégio, para o o bom e para o mal, de acompanhar as dificuldades que existem ao nível das regiões, longe dos grandes centros de (in)decisões, onde nada se faz mas tudo acontece. 
No centro de saúde da minha área de residência, as vacinas para a gripe não existem em número suficiente para satisfazer as necessidades da população. Faz quase um mês, que as poucas que haviam já foram dadas. Mas como diz a sub-directora geral de saúde Graça Freitas: a população não tem que ficar alarmada, nem ansiosa, pois existe uma grande janela de oportunidade para levar a vacina. O problema é que as doenças não esperam e no caso da população mais idosa, a tal janela, facilmente se torna uma porta aberta à enfermidade. O que não deixa de ser curioso é que a escassez das vacinas no centro de saúde, parecem contrastar com a sua abundância, na farmácia mesmo ao lado, onde estas parecem reproduzir-se sem qualquer problema o que não deixa de ser no mínimo estranhamente fenomenal. 

Imagem: Internet



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Nostalgias

O tempo é algo que é inevitável e que não dá para contornar, pois quando damos por isso, já é mais um aniversário, já é Natal, já é um novo ano.  E a vida será que é a mesma? Apesar das notórias diferenças próprias de quem vai envelhecendo, cada vez com menos dignidade. Provavelmente!
Mas a vida não é só crises e maus dias,  a vida é feita daqueles insignificantes significados, que são como as linhas do Oeste, onde vai passando um comboio de tempos a tempos, mas que se o soubermos apanhar no momento certo, conseguimos finalmente chegar a algum lugar. 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Portugal Outlet com cidadãos Low Cost.

Dizem os entendidos na matéria que em épocas de crise, surgem oportunidades de negócio... e é realmente verdade, mas não são só novas oportunidades que aparecem, aliás, o que muda por vezes é apenas a forma como vemos as coisas, a perspectiva com que nos colocam determinada necessidade. Mas no meio de todo este "marketing psicológico", existem duas palavras que se destacam: Low Cost e Outlet. Por onde quer que se caminhe existem negócios, bens, viagens, casas, carros,... low cost, e campanhas de outlet...todo o ano em qualquer lugar. De tal forma que até o governo, parece ter adoptado estes conceitos aquando da aplicação das medidas de austeridade. Um olhar mais atento mostra que os serviços prestados pelo estado, estão cada vez mais outlet, e a mão de obra, as pessoas, os cidadão de Portugal são cada vez menos pessoas e mais "coisas transaccionadas" a preços low cost.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A pobreza

Ontem foi o dia internacional para a erradicação da pobreza, em Portugal, existem cada vez mais diferenças entre aqueles que deitam comida para o caixote do lixo e aqueles que a procuram lá dentro, sendo que alguns dos que a deitaram fora, são também aqueles que agora a procuram. 
As famílias que vivem no limite, em que pagar todas as contas ao final do mês é uma batalha dura de conseguir, são cada vez mais, e muitos dos filhos com 30 e 40 anos, regressam agora às origens, ao quarto vazio na casa dos pais, com a adjuvante de levarem também eles a família deles às costas, à procura de um "abrigo", que vai muito para além da fome de comida e isso é algo que se torna difícil de alimentar. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A ausência da Catirolas

Não sei se por estes dias notaram a ausência da Catirolas, talvez não muito.
Bem a verdade é que não, não fui trabalhar para outro país e não entrei em enriquecimento técnico, aliás duvido que o meu vencimento nas próximas 100 vidas, tenha sequer capacidade de atingir qualquer patamar digno desse nome. Muitos dirão pelo menos Catirolas ainda tens vencimento, ainda tens trabalho, ainda vais fazendo um pouco do que gostas, ainda não te cortas nas compras do supermercado e ainda consegues com o pouco, que na verdade até é muito comparado com muitas famílias, ser feliz.
Então e afinal o que aconteceu para esta ausência? A única certeza, é que algo se passou, informaticamente falando, que me impediu de conseguir escrever, depois disto existe um ínfimo número de possibilidades, ou o blogue foi vitima de censura autárquica pós-eleições, ou provavelmente o "ministro dos negócios estrangeiros", resolveu provocar-me para que a nossa relação fosse quebrada. 
Seja qual for a razão, estamos de novo de volta ao activo.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Lugares perdidos a precisarem de ser achados

Por vezes, nos passeios que fazemos de Bike, ao fim de semana, com mais ou menos pedalada persistente acabamos por descobrir este ou aquele lugar, que de outra forma, nos passaria completamente despercebido. Locais completamente perdidos, no meio das povoações, também elas cada vez mais perdidas e isoladas, deslocadas dos meios administrativos, onde curiosamente se tomam decisões sobre as suas vidas, muitas vezes por quem nunca sequer lá esteve.
Esses lugares a precisarem de ser urgentemente achados por outras pessoas, encerram pequenos recantos, dignos de qualquer roteiro. Um verdadeiro postal ilustrado, de um Portugal, meio perdido, mas que existe e que é real.

Fonte Santa: Castanheira, Alcobaça 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Para a minha bisavó Luísa

Quem me conhece e acompanha o meu blogue desde o inicio, sabe que não gosto de dias instituídos. Mas às vezes é preciso lembrar.

Hoje é o dia internacional do idoso. Em Portugal, os mais velhos, assumem cada vez mais um papel preponderante na nossa sociedade, não só pelos valores ou experiência de vida, mas porque também são cada vez mais aqueles que tomam conta dos mais novos, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. 
Por vezes não lhes damos o devido valor, por vezes estamos tão ocupados, em viver a nossa vida, egoísta, que nos esquecemos que para quebrar a solidão, basta uma palavra, um acenar, ou um sorriso. E a solidão não tem que ser apenas uma ausência física, aliás na maioria das vezes, o que ela realmente significa, é uma total ausência de afectos, porque afinal "velhos" somos todos nós um dia, se lá chegarmos.

Foto: Catirolas o irmão da Catirolas, a Bisavó Luísa e o Bisavô Gargaludo 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Rescaldo das eleições

As eleições correram conforme o habitual. 
Nos locais de votação, os candidatos aderiram em catadupa, para mostrar o seu empenho, logo desde a primeira hora, em estar próximo das populações. 
A comunicação social deu o habitual destaque: a Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, esquecendo as outras terrinhas, onde também vivem pessoas interessadas no que acontece na sua região e que fazem parte deste país. Felizmente que existe alguma imprensa local, de qualidade, ou a esta hora ainda estaríamos sem saber os resultados.
Para finalizar, esperamos que os cartazes, panfletos e toda a publicidade que serviu de apoio às diversas campanhas, não fique por aí perdida por muito tempo, quem sabe aguardando pela próxima tempestade do século, ou pelas próximas eleições, que analisando ao detalhe parece ser a mesma coisa.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ao ritmo do pré-esquecimento

É curioso como a vida corre a um ritmo frenético, ontem estava sol... hoje temos chuviscos de Outono.
Por estes dias, só se houve, vê e respira autárquicas, nunca as "terrinhas", tiveram tanta movimentação, tanta música e notoriedade. Nunca estas, tiveram tanta importância, nem as pessoas que nela habitam, tiveram tanta atenção, afinal é nestes dias que as pessoas contam, até que os votos sejam apurados, e voltem de novo a ser números, de preferência contribuintes.
É curioso como a vida corre a um passo alucinante, depois de Domingo tudo voltará mais ou menos, durante algum tempo ao ritmo do calendário, onde predominará em muitos lugares, novamente o esquecimento. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Boa vizinhança

Quer se viva no campo ou na cidade, quer se viva na horizontal, na vertical, ou até na diagonal, o mais certo é termos vizinhos. 
Ser bom vizinho e criar laços de cordialidade e simpatia é: empurrar o lixo da nossa porta, para a porta do outro, depositar nos contentores do lixo, todo o tipo de lixo, sem qualquer escolha ou ponderação, sem qualquer noção de civismos ou preocupação ambiental e no fim para rematar, deixar os caixotes abertos, para perfumar o bairro. Ser bom vizinho é fazer barulho à noite e silêncio de dia, para que saiba que está sempre alguém do lado de lá; é não contribuir com as contribuições do condomínio, não ir às reuniões e passar a vida a reclamar por tudo e por nada; é queimar sistematicamente lixo no quintal, ou na varanda, sempre que possível quando existe roupa estendida nos outros quintais, para que esta fique perfumada e livre de qualquer tipo de praga; ser bom vizinho é tudo isto e muito mais, mas é sobretudo não ter a mínima noção de que a nossa liberdade, acaba onde começa a liberdade do outro.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Criaturas, mais ou menos livres

Já repararam?
Por vezes o que exigimos, aos outros, enquanto clientes, não é o mesmo que exigimos a nós próprios enquanto "profissionais", do outro lado da barreira. 
Se enquanto profissionais, tivéssemos o mesmo grau de exigência, que temos como consumidores, provavelmente cometeríamos menos injustiças e menos erros no nosso trabalho.
Como cidadãos deveríamos também ter semelhante postura, porque apontar o dedo ao que está mal, não é exactamente o mesmo que fazer o que está bem, e nesta altura de eleições é fácil fazê-lo o difícil é chegar lá e exercer um direito, com mais ou menos vontade, que muitos lutaram para conquistar, e que faz de nós umas "criaturas, mais ou menos livres".

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As cores das eleições

Oficialmente arrancou a campanha para as eleições autárquicas. 
Temo que para muitos a dúvida maior seja mesmo a escolha. 
Nas vilas e aldeolas, fora dos grandes centros urbanos, o voto, centra-se com a questão de proximidade e com a afinidade que se tem, em relação a este ou aquele candidato, que vive ali mesmo ao lado, com o seu quintal cheio de patos e galinhas.
Nestas questões eleitorais, onde muito se fala das limitações das juntas de freguesia e da escolaridade dos seus presidentes, acho que esse assunto é pouco relevante, uma vez que  ter um presidente com a quarta classe não é sinónimo de um mau desempenho, por vezes vale mais uma quarta classe de antigamente do que um licenciatura de hoje, tirada, não por mérito próprio, mas através de créditos e de bonificações atribuídos pelos amigos do amigo. O que me choca é não haver muitas ideias e projectos concretos que tragam benefícios à populações, e que tudo dependa muitas vezes, do dinheiro disponibilizado pelas Câmaras Municipais, que depende da cor da camisola que o presidente da Junta de Freguesia veste e se faz ou não, "pandãn" com a do presidente da Câmara Municipal. 




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nos tempos da escola...

No tempo das nossas avós, ir à escola era um privilégio que poucos podiam usufruir.
Nos tempos dos nossos pais, a ida à escola, era feita entre os intervalos das tarefas do campo e da casa, os professores eram considerados "uns seres superiores a respeitar" e a roupa e o calçado, que passava de irmão para irmão, era o único e maior bem a preservar.
Nos nossos tempos a escola também era diferente, não tínhamos que levar uma mochila com o dobro do nosso peso, não havia cacifos, nem telemóveis, nem consolas para jogos. Tínhamos as bolas, as fisgas e a imaginação para brincar e os intervalos eram passados com actividades físicas e ao ar livre. Levávamos a roupa escolhida pelos nossos pais (com mais ou menos gosto), e as marcas era apenas uma coisa de "betinhos". Já nesse tempo existiam "tablets", mas daquelas que eram feitas ou de chocolate, para comer, ou de ardósia, para escrever e o único perigo real, era perdemos as moedas que levávamos nos bolsos para comprar a senha para o almoço.
Nos dias de hoje não existe nada disso.... os professores são os que menos importam na "cadeia hierárquica escolar", não existe aluno que não leve telemóvel, que não passe os intervalos e às vezes as aulas nas redes sociais, que não tenha portátil, "tablet", "ipad" e outras tecnologias, que não tenha conta bancária e cartão multibanco, onde é depositada a mesada. Para grande maioria, a escola é apenas mais um encontro e desencontro de massas, cada vez mais pesadas, viciadas em desportos virtuais, onde o gosto pelo estudo, pela leitura e investigação dos livros, se perde muitas vezes na busca fácil que a Internet proporciona.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O falso funeral

Um dos piores reflexos da nossa sociedade, é o abandono e a ausência de valores. Por vezes, num espaço onde tudo corre à velocidade, dos nossos interesses, os mais velhos são esquecidos, muitos são deixados ao abandono, numa espécie de "Câmaras de Morte", a que graciosamente se chamam de lares... esquecidos pelos familiares e pela própria sociedade, demasiado interessada em assuntos materialistas, e pouco incomodada com o que realmente tem valor, as pessoas.
Na Albânia, um homem de 70 anos, resolveu simular a sua morte para ver quem da família realmente se interessava por ele, dado que desde que tinha deixado de enviar dinheiro aos familiares, mais ninguém se preocupou com ele. A verdade é que a realidade deste feito apenas veio comprovar o pior dos cenários, apenas a sua filha mais velha compareceu "ao falso funeral".
Felizmente que no meio deste drama que envolve os mais velhos, existe também muito boa gente que se preocupa, que gosta, e que aprecia esta classe etária que tem tanto para ensinar e tanta de vontade de aprender. Porque quer se goste ou não, todos nós, no seu tempo e a seu tempo, no curso natural da vida,  na nossa vida, seremos um dia também, mais velhos que alguém.







terça-feira, 10 de setembro de 2013

O regresso às aulas dos candidatos autarcas

Este mês de Setembro está uma verdadeira confusão. Um dia são as reportagens sobre os autarcas e os seus "castelos", municipais, outro dia é a avalanche do "regresso às aulas".  Mas na essência é tudo a mesma coisa, ou não fossem os candidatos o reflexo dos nossos estudantes.
De idades e ideologias diversificadas, uns alunos repetentes, outros novos nestas andanças e agora existem também aqueles repetentes, que por já ali andarem há tanto tempo, foram forçados a mudar de escola. A única diferença, deste alunos para os outros, é que uma vez colocados, tudo fazem para não sair de lá.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sabias que... locais que passam despercebidos


Sabias que.... na Nazaré, local de veraneio (considerado o Algarve do Centro por muitos), não existe só praia, diversão e mulheres de pescadores a oferecerem "chambres" e mais recentemente a onda gigante todos querem ver e fotografar?
Nesta terra, com um enorme potencial turístico por explorar, existem locais que passam despercebidos, não só, à maioria dos turistas, mas também a muita gente que lá mora. Pequenos recantos que por não virem normalmente referenciados nos roteiros turísticos de ocasião, acabam por cair no desconhecido e no esquecimento. Pois hoje a Catirolas "atira uma rede".
Existe na Nazaré, uma casa pequenina, mas muito bonita. É uma Casa-Museu dedicada ao pescador da Nazaré que foi recuperada e restaurada por um particular, um nazareno amante e orgulhoso das tradições da sua terra, Manuel Àgueda Limpinho.
Inaugurada a 11 de Dezembro de 1999, esta casa foi minuciosamente restaurada, de forma a representar o mais fiel retrato, exterior e interior de uma típica casa, de uma família de pescadores, ligada à venda de peixe nas décadas de 1930 a 1950. Aqui nada foi esquecido, para além dos utensílios domésticos e de mobiliário, também podem ser admirados as artes de pescas e algumas miniaturas de embarcações nazarenas da época. 
Para os amantes de Geocaching, este é também um local para coleccionar.




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tirar o pé do chão

Por vezes, existem momentos em que nos apercebemos e nos questionamos sobre determinadas coisas que fazemos e que vão de contra a tudo, o que seria normal para a maioria das atletas amadoras, do desporto diário,  mas há razões que a razão desconhece, e por vezes o que nos apetece fazer, é mesmo aquilo que nos dá prazer. A adrenalina a emoção, independentemente dos "rótulos", ou das criticas que isso nos cause. Mesmo que por vezes seja apenas mais um desporto solitário, que fazemos todos os dias ao final da tarde, para desanuviar a mente, porque não conseguimos convencer "as amigas", a tirar o pé do chão. 

I Ride Because... from Passagens ao Acaso on Vimeo.

Vídeo: Enviado por um amigo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Os bons e os maus da fita.

O mês de Setembro é considerado pelos psicólogos um mês nostálgico. Para muitos é o fim das férias, e o recomeço do trabalho.
Começam as aulas, as vindimas, os dias são notoriamente mais curtos e as noites mais longas, é o mês onde acaba um ciclo e recomeça outro.
É também nesta altura que saem as "famosas listas de colocação dos professores" e outras tantas listas que engrossam a lista no centro de empregos. Afinal e cada vez mais, parece, que  aquilo que somos, a isso se resume, números e listas, porque de pessoas e de sentimentos estão as entidades (in)competentes portuguesas e europeias, fartas. 
E não são apenas os professores, os bons e os maus da fita, porque eles existem em todas as profissões. Neste momento, a lei que prevalece, não é bem a do salve-se quem puder, é a do politicamente correcto, aquela lei que consegue fazer "amigos", em qualquer parte, com um custo beneficio largamente sobrevalorizado, ainda que a formação real, (não a forjada curricular-mente) a experiência e a competência, pouco ou nada signifiquem.





sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Pura amizade / Amizade pura

Neste tempo de férias, tenho-me cruzado com pessoas, umas que acabei de conhecer, pelo que não tenho qualquer opinião consolidada sobre elas, e outras que já conheço a alguns anos, com as quais criei laços fortes de amizade, mas que curiosamente mudaram tanto, a maneira de ser e de pensar, que a sensação que tenho é que as voltei a conhecer de novo. 
Os momentos de crise e de aperto, tem destas coisas, e se as dificuldades por vezes fazem sobressair o que de pior existe no ser humano, acho que é essencialmente o melhor que acaba por prevalecer, e subitamente o que era desinteressante e banal, passa a ter outro valor, os pequenos momentos ganham outra dimensão e as amizades, sobrevalorizadas, são agora um bem imaterial a guardar como um tesouro para o resto da vida. A única coisa que vale o que vale, sem corantes nem conservantes. 
Sejam amigos, boa sexta-feira. 


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Politica para quem não percebe nada de culinária

Agora que já se conhecem quase todas as listas autárquicas, de todos os partidos, o difícil vai ser escolher. 
"Uma ementa demasiado longa e extensa, com muitos pratos para optar, é sinal, de uma cozinha baralhada". Assim anda a politica em Portugal.
Normalmente e neste tipo de eleições, os eleitores, acabam por escolher as pessoas e não os partidos a onde elas pertencem, por uma questão de afinidade e proximidade, muitas vezes sem conhecer os programas eleitorais, ou os principais problemas da terra... um pouco como tentar fazer-se um prato elaborado, sem nunca sequer se ter ligado o fogão, ou posto os pés na cozinha, para além de se sentar à mesa e comer.
Seja como for, por estes tempos e até para aqueles eleitores que nada percebem de culinária, conta muito, o dinheiro que se tem no bolso e as expectativas em relação ao trabalho, e se houver no "Marketing Politico", quem trabalhe bem esta questão, então, certamente vai ter uma casa cheia para servir refeições, mais ou menos indigestas.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

As traças dos livros das bibliotecas de praia

É curioso, mas um detalhe que reparei em algumas praias que visitei este ano, algumas repetentes outras não, foi o aumento do número de bibliotecas de praia. Existem cada vez mais pontos, onde é possível "levar um livro emprestado", e entre um mergulho e uma dentada numa Bola de Berlim, degustar um mar de letras.
Muito se fala e com razão, da importância de fomentar os hábitos de leitura, mas por vezes, pouco se faz nesse sentido. Algumas das bibliotecas de praia, não têm qualquer apoio das entidades locais, vivendo muitas vezes da vontade e do voluntariado, daqueles que vêem a leitura muito mais que uma propaganda ou um clichê de ocasião, como um alimento intelectual, um bem essencial para "as traças e aspirantes a traças" dos livros.  

Imagem: Biblioteca de praia, da praia das Paredes da Vitória, foto tirada da Internet.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O perfil do incendiário

O perfil do incendiário em Portugal está a mudar. Agora já não é apenas, aquele individuo, mais ou menos lunático ou com problemas mentais entre os 20 e 50 anos. Não. Os incendiário da era moderna agora são: Os herdeiros na disputa de um terreno, que enquanto não é de ninguém permanece abandonado; o cidadão comum "amigo das ervas daninhas", que as deixa crescer quintal fora até quase tapar a janela de sua casa, o vizinho do cidadão comum, que não o deixa cortar as ervas porque que estão no seu terreno, e no que é dele, ninguém toca. As autoridades administrativas, que com as suas burocracias infinitas, não deixam avançar projectos agrícolas em terrenos baldios, o pequeno e grande empresário, que continua a despejar lixo na floresta, por "aparentemente" ter menos custos e por estar já ali; as autoridades fiscais e a justiça, por continuarem a ser demasiado lentas e brandas, no fazer cumprir a lei; o próprio estado, por não dar o exemplo, naquilo que lhe pertence e por negligenciar património florestal. E por fim, cada um de nós, por acharmos que o que não é nosso, não nos interessa, porque a preservação do ambiente, não deveria ser apenas uma prioridade, "no nosso quintal" deveria ser para todos, individual e colectivamente um modo de vida, todos os dias. 

Imagem: Internet

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os forasteiros na santa terrinha

Os lugares pequenos, longe dos centros urbanos, encerram determinadas peculiaridades que a muitos passam despercebidos, 
Tenho a certeza que foi num destes lugares, ainda que de uma forma inconsciente, que nasceu o  termo "politicamente correcto", pois é aqui que ele é aplicado de uma forma metódica e consistente. 
É na "santa terrinha" que, mais visivelmente, todos querem "aparecer" nos dias de festa e todos querem "desaparecer", nos dias em que é preciso dar a cara e lutar para melhorar o que está menos bem.
Mesmo nas mentalidades mais jovens, as aparências são muito importantes e o ser "qualquer coisa na vida", ainda implica ir para a faculdade, para conseguir ter qualquer coisa antes do nome...ainda que isso nada signifique, ou pelo contrário, signifique tudo.
Este tipo de comportamentos, é sem dúvida uma desvantagem à adaptação daqueles que "aparentemente chegaram agora e parece que já querem mudar tudo", mesmo que "estes forasteiros", sejam na verdade aqueles que lá moram, que lá trabalhem e que estão lá, desde que nasceram. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pensamento de sexta-feira

Na maioria das vezes os julgamentos que fazemos, em relação à vida e aos outros, depende apenas daquilo que somos e da forma como encaramos cada momento. Porque aquilo que vimos ou que queremos ver,  nem sempre é aquilo que realmente lá está e muitas vezes o caminho mais sinuoso, é na verdade aquele que apresenta menos obstáculos, haja coragem para o conseguir alcançar e haja sobretudo alguém que nos abrace na meta, porque nada se conquista na solidão e nada se partilha se não houver com quem partilhar.
Bons mergulhos!




quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O arranha-céus sem elevador

Em Portugal, e ao que parece em Espanha também, quando determinado funcionário, de categoria profissional baixa, (abaixo da cadeia alimentar), comete um erro grave, é prontamente sancionado e despedido, mas quando esse profissional está no (topo da cadeia alimentar), a solução é sair para outro lugar ainda melhor, sem qualquer penalização ou responsabilização.

Em Benidorm, um arranha-céus, que começou a ser construído e que tinha como objectivo servir de símbolo de esperança e prosperidade, está parado porque os engenheiros e arquitectos esqueceram-se de introduzir os elevadores. 
Inicialmente o edifício era para ter apenas 20 andares, mas a meio da obra resolveram aumentar o número de pisos, para 47 e a altura, para 200 metros, esquecendo-se que devido a este aumento, o novo projecto, iria precisar de uma estrutura maior para os elevadores, assim, o novo arranha-céus só tem elevador até ao 20º piso e até agora não houve qualquer responsabilização nem foi encontrada solução para o esquecimento.
Deveria haver um juiz que obrigasse, para o resto da vida, os responsáveis, a comprar os últimos pisos e a fazê-los diariamente a pé.





terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cheira bem.... cheira a eleições

E subitamente... o fenómeno acontece. 
Tapam-se os buracos naquelas estradiolas, que por lá estarem há tanto tempo, faziam-nos crer que já faziam parte delas; arranjam-se passeios, limpam-se ruas, plantam-se Oliveiras em rotundas baldias, que "desde que nasceram", nunca tinham tido outros inquilinos para além de lixo e de ervas daninhas.
Inexplicavelmente, o dinheiro que tantos reclamavam não haver, parece agora nascer de alguma fonte perdida, e iniciam-se obras, ainda que meio estaparfúdias e sem utilidade prática, porque o importante é mostrar trabalho; e obviamente acabam-se outras, que pareciam não ter fim à vista, nem tão pouco prazo de execução, para que, com um nicho de sorte, cheguem a ser concluídas, mesmo a tempo de se cortar uma fita, ou de destapar uma placa, um pouco antes do desferir, com a caneta, a cruz, na tão odiada mas tão desejada cadeira do poder. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Piadas de Verão

É impressão minha, ou a recente praga de mosquitos e melgas no Algarve, coincidiu com as férias de alguns dos nossos políticos, também por paragens Algarvias?
A questão pertinente e preponderante: "Será que existe algum tipo de repelente suficientemente eficaz para por fim a essa praga? A experiência eleitoral diz-me que por mais que mudem a cor dos mosquitos e das melgas, eles hão de arranjar sempre maneira de deixar a sua marca ( que é como quem diz, de nos picar).



segunda-feira, 29 de julho de 2013

O melhor do Verão...é fazer de cada momento único e intrínseco

O melhor do Verão é estar de férias... mas afinal o que significa a palavra férias? 
O seu significado vai muito para além daquilo que os médicos e os demais instruídos falam: do repouso e da mudança da vida quotidiana, que de certa forma ajuda a restaurar o corpo e a mente. O que não deixa de ser verdade,  mas na sua essência, as férias, como em tudo na vida, dependem apenas de cada um, isto é, da vontade de ser e estar de cada pessoa, daquilo que faz restaurar o "tal equilíbrio, do corpo e da mente" seja num simples passeio de bicicleta, na esplanada com os amigos, numa sesta no quintal, ou numa praia paradisíaca...o fazer de cada momento único e intrínseco.

Até breve... boas férias.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O melhor do Verão é... fazer piadas com a politica!

O melhor do Verão é... viver num país onde os Coelhos governantes, se sentem pouco Seguros. Um dia são as Portas que se abrem, conseguindo-se deslumbrar um rasgo de luz, noutro, são as Portas que se fecham e o GPS politico deixa de funcionar.
O melhor do Verão é... saber que finalmente o nosso Presidente da República, (de visita às ilhas selvagens ao largo dos Açores, que segundo ele, "não fazem parte de Portugal",) encontrou um lugar onde as suas declarações e acções como Presidente de Portugal, fazem realmente todo o sentido.
No mundo animal selvagem, com um claro domínio para os peixes e as aves. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O melhor do Verão é .... desligar

Por estes dias, as férias avizinham-se e tudo o que queremos por vezes é esquecer. Esquecer o trabalho, a rotina, a crise, os problemas....
Mas se na maioria é isso que queremos, é também isso que na sua maioria não fazemos.
Vamos de férias mas continuamos conectados, continuamos religiosamente a visitar o facebook, o blogue, a olhar para o telemóvel, e não conseguimos viver sem ver os emails, e a televisão. Será possível? Será assim tão difícil quebrar a rede, mesmo naqueles lugares mais recônditos onde ela, espantosamente, já existe?
Aparentemente assim parece, mas se neste Verão conseguirmos efectivamente desligar-nos, então podemos dizer que estivemos realmente de férias.


sábado, 13 de julho de 2013

Uma alfacinha na terra das cenouras

A vida segue na sua maioria das vezes o percurso que talhamos para ela...
Os passos que percorremos, como as histórias ou estórias que vamos ouvindo e contando, são na verdade pedaços que nos toldam o ser e que nos caracterizam. 
Errar e saber aprender com os erros, é uma virtude que poucos admitem, com humildade e nostalgia. 
Viver longe das nossas raízes e tentar criar novas raízes, não é fácil! Aliás é extremamente difícil. 
Nas vilas e aldeias, longe dos grandes centros urbanos, ninguém passa despercebido, a história de vida de cada habitante, é extremamente "bairrista e familiar". A comunidade é muito reservada e fechada em si própria. Os registos da evolução das famílias, o seu natural envelhecimento e amadurecimento, é do conhecimento de todos, e quem não sabe a história é como se dela não fizesse parte. 
Por mais que se negue, existe sempre uma barreira, mais ou menos evidente, essencialmente cultural e social, que dificultam a integração, daqueles que chegaram agora, vindos de outras paragens, e que vieram fazer parte dessa comunidade. 
Naquilo que tenho vivido, das pessoas que tenho vindo a conhecer, algumas absolutamente maravilhosas e extraordinárias, o sentimento que tenho, com toda a sinceridade e humildade. É que no fundo não passo de uma alfacinha*, perdida na terra de cenouras. E a questão que se coloca a seguir é:
Será que a alface vinga, tal como é? Será que se converte em cenoura? Ou será é arrancada da terra à força, como erva daninha, para nunca mais voltar a nascer?


*Segundo uma explicação, o termo advém do facto de na região da cidade de Lisboa a alface ser uma planta abundante, e dada a origem árabe da palavra, ter sido cultivada em larga escala durante o período muçulmano
Esta abundância de alfaces, está também ligada a outra explicação, que atribui a origem do termo ao facto de esta ter sido o único alimento disponível aos habitantes durante um prolongado cerco, mas certezas absolutas sobre o termo parecem não existir.



quinta-feira, 11 de julho de 2013

Casos de policia- por onde andam os carteiros?

A chegada do carteiro para entregar o correio, sempre foi dos momentos mais desejados pelas populações, no campo ou na cidade, ainda que ao longo dos tempos e com os avanços tecnológicos, essa  expectativa tenha vindo a diminuir, tal como o volume de correspondência. A correspondência em papel, ainda é, em muitos casos, o único contacto entre algumas pessoas e o resto do mundo e um dos meios de comunicação mais usados pelas pessoas e pelas empresas.

Passado alguns dias, meses, ou semanas, daquilo a que os "gestores dos CTT", chamaram de reorganização dos serviços, o caos está instalado. Na terra onde resido, a correspondência deixou de ser certa e regular. Os carteiros, são uma miragem e quando aparecem, a correspondência aparece claramente fora dos prazos normais e razoáveis, denotando largos períodos de ausência e com atrasos significativos. Não há nada que o justifique, nem o momento que se vive actualmente, nem a conjuntura económica, nem a crise, nem os tais avanços tecnológicas, mas a continuar assim, este serviço tão antigo, estará condenado à extinção.
A única explicação para este problema, e ignorando a "gestão zelosa" dos Administradores dos CTT, só pode ter haver com algum caso de policia:. Alguém anda a raptar os carteiros e a ficar com as nossas cartas... assim quero acreditar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O melhor do Verão

O melhor do Verão, com humor, é sem dúvida ver pessoas (homens e mulheres) que naturalmente vestem o tamanho XXL, tentarem vestir um bikini, de tamanho "S". 
É não poder ir de férias, não por causa da questão do trabalho, mas pela falta dele, e ver os "nossos amigos", publicarem as fotos das suas férias, no Facebook, ainda que em alguns casos, sejam apenas fachada para meter inveja de uma vida "aparentemente perfeita", mas muito distante da realidade.
Mas o melhor do Verão mesmo, é conseguir tirar proveito das coisas boas e positivas, e conseguir com pouco orçamento, umas férias de sonho em Portugal, pois caso ainda não tenham reparado, o nosso país cheio de pessoas extraordinárias é um lugar único e maravilhoso, haja talento e vontade para descobrir, desfrutar e preservar.

Boas férias.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Amizades coloridas por colorir.

Por vezes são nos pequenos momentos, nas pequenas coisas do dia a dia, que se vê, que se sente, quem verdadeiramente faz parte da nossa vida, ou quem pelo contrário, é apenas mais uma passagem nesse curto caminho, onde os interesses pessoais prevalecem sempre, e onde a amizade é uma simples palavra,  com significados tão diversos e complexos que todos acham que conseguem dizer e compreender, mas onde a verdadeira essência e o suco do seu significado,poucos conseguem atingir e saborear verdadeiramente.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Uma tela viva - Cortejo Etnográfico de Valado dos Frades

É tempo de férias, como se percebe pela diminuição de intensidade de frequências dos Blogueiros e de outros "agarrados", da Net, mas é nestas alturas que os eventos culturais das terras mais distantes, e menos conhecidas no mapa, ganham relevo.
Os Cortejos Etnográficos, são uma forma interessante de dar a conhecer os trajes os usos e costumes das populações e de aproximar culturalmente gerações.
Em Valado dos Frades realizou-se, no dia 30 de Junho, um desses cortejos, mas com a particularidade de o último ter-se realizado em 1991, o que permitiu um renovar de gerações, onde os pais que desfilaram no cortejo em 1991, viram agora os seus filhos e netos, desfilarem, muitos com os fatos que eles próprios tinham usado nesse primeiro desfile. 
Com raízes fortemente ligadas à terra e à agricultura, esta pequena Vila, com a ajuda de voluntários, das colectividades e de 200 figurantes, provou que com pouco se consegue fazer muito, haja vontade e determinação. 
Esta é sem dúvida a melhor forma de se aprender a história cultural e social de um povo e de uma região, uma tela viva de sons, cores, cheiros e emoções, longe dos grandes centros de protagonismo e que faz parte desse Portugal, que tantas vezes desprezamos e desvalorizamos.





Imagens: Gentilmente cedidas por Ana Cristina Santos

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Força Portugal

Por vezes queremos tanto uma coisa, lutamos por ela, e quando a tal oportunidade finalmente surge fruto do nossa trabalho, por momentos, parece que ficamos confusos, desorientados, e até de certa forma preocupados, pondo em causa tudo aquilo que somos e a capacidade que temos, quando o que deveríamos fazer era unir esforços e energia para justificar a aposta, a que fizeram em nós, mas mais importante ainda, a aposta e confiança que nós fizemos, em nós próprios.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Lifting politico - " O Mal Amado"

Vítor Gaspar, o Ministro das Finanças saiu hoje do governo. Se existisse um cognome para os ministros, como existia para os Reis de Portugal, creio que o seu seria  "O mal amado".
Este é um ministro que fica para a história, como alguém que entrou até com alguma simpatia, provavelmente por não ser politico activo, mas que depressa revelou ter, um discurso pouco fluido, muito monocórdico e com  grandes lacunas ao nível da comunicação. 
Dotado de uma inteligência acima da média, demonstrou ser um excelente teórico, mas simultaneamente pouco eficiente nas medidas que foi implementando e persistindo em acções que demonstraram, por diversas vezes  na sua aplicação prática, não serem as mais adequadas, ao país e ao momento. 
Esta saída não significa que irá existir alguma alteração de estratégia governamental, nesta pasta tão complicada, temo que alteração seja apenas mesmo mais uma estratégia de "lifting politico", porque afinal o que "é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma".*

*do escritor Giuseppe Tomasi, príncipe de Lampedusa 

sábado, 29 de junho de 2013

Brincadeira com o tempo

Antigamente, as únicas festas de Verão que existiam, eram  Festas  da Vila, dos Santos Populares, ou dos Santos Padroeiros da "Santa Terrinha", agora o difícil é escolher, com tantos summer fest, open summer ou festivais de Verão, não admira que até o tempo meteorológico, fique baralhado com o que fazer com seu tempo espacial, para poder agradar meteorológicamente a tudo e a todos, enquanto ainda é tempo, de tempo bom, cheio de bom tempo no calendário.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Para os amigos especiais lá de casa.

Eles estão connosco em todos momentos, sempre. Para nos dar carinho, amor, mostrar toda a dedicação com um olhar, um abanar de cauda ou com uma lambidela. 
São como se fossem parte da família, fazendo efectivamente parte dela, e estando até mais presentes que muitos membros dessa família.
Não existe melhor terapia... que o carinho e o conforto destes nossos amigos.
Quem tem um amigo de 4 patas, jamais se sentirá só e infeliz... e tudo o que eles pedem é apenas um bocadinho de cada um de nós... não é o nosso egocentrismo, egoísmo, comodismo, ou qualquer outra palavra capaz de descrever o que existe de pior no ser humano, em oposição com o que existe de melhor no mundo animal... e amam-nos como jamais algum dia seremos capazes de efectivamente amar alguém, para além de nós próprios, com toda a ingenuidade e sinceridade do mundo...do deles e do nosso.



Vídeo: do Baú lá de casa. Protagonista: Pipo

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Quando fazer desporto se torna uma obsessão

Adoro fazer desporto. Qualquer actividade praticada, especialmente ao ar livre, me faz sentir nova, fresca e vigorante...
 Toda a vida fiz desporto,  natação, hidroginástica, aeróbica, "brincar na rua", entre outras. 
Desde que me mudei para a "santa terrinha", a minha actividade desportiva de eleição, tem sido o BTT, ainda que praticado de forma light, e muito amadora, mesmo assim, com algum mérito e sucesso nos escalões femininos nas provas onde ousei participar, tendo ficado quase sempre bem classificada (acima do meio da tabela), ... mas para além do BTT, cá por casa temos feito também Geocatching  e mais recentemente experimentamos a Orientação. 
Mas existe uma grande diferença, entre fazer desporto, de uma forma regular e saudável e fazer disso um trauma para a vida inteira, vivendo obcecado, com aquilo que se pode ou não fazer.
Neste mundo em que vivemos existem extremos para tudo, existem aqueles que passam a vida no sofá,  e  existem outros que só pensam em queimar calorias, que vivem a vida obcecados pela magreza, pela vontade de fazer exercício a qualquer custo, esquecendo que tão ou mais importante que manter a forma física é manter a forma psíquica, que no amadorismo e no senso comum, só pode resultar se o fizermos como lazer e com prazer.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Valado Sounds - Welcome Summer Fest

É nas pequenas terriolas e principalmente nestas, que as colectividades assumem um papel preponderante, como pólo de, aproximação e de dinamização cultural.
São as colectividades, que com grande esforço financeiro e muita imaginação, conseguem trazer às populações, actividades, que de outra forma não conseguiriam  ter acesso, uma vez que a distância, não só geográfica, mas muitas vezes discriminatória, assim ditam as regras.
Um bom exemplo disso é a colectividade da BIR, (Biblioteca de Instrução e Recreio), de Valado dos Frades, que tem, entre outras coisas, trazido alguma diversidade cultural, à terriola. É o caso do Festival de Jazz de Valado dos Frades, que é já uma referência nacional e internacional, ou as famosas tasquinhas da BIR, em Agosto, com uma tenda de petiscos, que promove o convívio entre os habitantes locais e o "regresso dos filhos da terra" que se encontram a trabalhar por outras paragens.

Este fim-de-semana dia 22 de Junho, o programa promete cativar um público diferente, "Valado Sounds", no parque das merendas, (junto à saída da IC9 e da A8) com abertura às 23h30 e incorporado no cartaz das festas da Vila, vai certamente pôr o Verão a mexer, onde quer que ele esteja. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

A classe etária do quase quase.

Numa perspectiva de combater o desemprego jovem que se encontrava nos 40,7%, no primeiro trimestre do ano. O Governo decidiu simplificar o programa impulso jovem, pela via de Estágios, de incentivos à criação do próprio trabalho, ou pela qualificação profissional. De forma a integrar e envolver 120 mil jovens no programa de emprego no próximo ano.
Apesar de ser importante, existirem medidas de incentivo à empregabilidade. Estas e especificamente estas, nada garantem, nem levam ao estimulo económico, que tanto o país precisa.
Para além disso, existe um pormenor que me preocupa. Num país, onde tudo o que interessa são números e estatísticas, o que irá acontecer a estes jovens no final do programa?  Ou quando acabarem os incentivos, onde alguns destes jovens já não serão, mais jovens?
Face as previsões da lenta retoma económica, o mais provável é voltarem para o desemprego,  onde passarão a constar nas outras listas, daquelas listas de pessoas que ninguém quer saber, uma classe "especial" que fica ali no limbo, do quase quase, "onde são novos demais para se reformarem, e demasiado velhos para trabalharem".



segunda-feira, 17 de junho de 2013

O mito da barriga de cerveja

Segundo um estudo da revista Time, a barriga de cerveja não passa de um mito urbano. 
Apesar de se ter criado na sociedade, de uma forma errada, que a cerveja tem mais calorias que outro tipo de bebidas alcoólicas, isso não é verdade. Pelo contrário, existem estudos que dizem, que em certos casos e quando consumida com moderação, a cerveja ajuda até a emagrecer.
Nas bebidas alcoólicas, o que engorda é o álcool, e como a cerveja está na lista das bebidas com menor teor de álcool, logo com menos calorias em si, não é a responsável por essa barriga que, com o passar do tempo, com maior incidência no sexo masculino, começa a aparecer de forma incontrolável. 
O pior é que agora e depois de desmistificado o mito, "o estatuto de barriga de cerveja", vai deixar de ter todo o sucesso e credibilidade nesse rol de ícones que compõem a masculinidade. 

Imagem: Tirada daqui: http://cartunistaedra.blogspot.pt/2011/09/cerveja-nao-da-barriga.html
Fonte da Noticía: revista «Time

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Relações Perfeitas

As relações, sejam elas de que índole forem, são um pouco como a fruta, que se colhe da árvore, que quando é apanhada verde só vai amadurecendo e adquirindo sabor ao longo do tempo. 
Mas as relações, sejam elas de que índole forem, não são cálculos precisos, nem receitas pré-confeccionadas... cada caso é um caso, às  vezes, tal como a fruta, parece muito sã e bonita por fora, mas quando a vamos saborear, está podre e cheia de bichos, porque nunca se sabe o que acontece exactamente dentro de 4 paredes.
Dar o melhor a cada dia, aprender a conviver com as qualidades e os defeitos de todos, os nossos e os dos outros, dedicar algum tempo, paciência e amor, aprender a apreciar os momentos e deixar a vida seguir o seu percurso natural, na realidade tudo depende da capacidade de cada um, de saber amar e de saber viver, porque se é verdade que não existem pessoas nem relações perfeitas, também é igualmente verdade que do pior se destaca sempre o melhor e isso é que importante reter. 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

A maior festa de rua do mundo

Não é por ser em Portugal, mas Lisboa é uma das cidades mais bonitas do mundo! 
A luz, a cor, as peculiaridades, as gentes, as tradições e toda uma panóplia de pormenores e de características, que me levariam páginas e páginas de blogue, não fosse tamanha dimensão e sentimento... 
Hoje é uma noite especial em Lisboa, é a noite de Santo António, o padroeiro da cidade.
Noite em que todos os bairros se juntam numa dança conjunta, perfumada pelos manjericos, pela sangria e pelo cheiro a sardinha assada. Gente genuína e animada, que recebe com alegria um banho de multidão, que se atulha e se fixa, bairro aqui, bairro ali, num verdadeiro bailarico gigante, até se acabarem as forças, ou os euros na carteira.
Que saudades da Noite de Santo António...
Na verdade, como em tudo na vida, parece que só quando estamos longe, distante, ou menos presente, é que damos o real valor, aquilo que realmente o tem.

terça-feira, 11 de junho de 2013

«Cansado de votar em coelhos? Vote num gato»

Aqui em Portugal também os há um pouco por toda a parte, políticos excêntricos, mediáticos, habituados ao protagonismo e que fazem tudo para conseguir "brilhar", no palco da sociedade, ainda que da pior maneira. Mas, Portugal ainda está muito longe de outros países, onde essa "diferença", vai mais longe: 
Todos se recordam certamente da "Cicciolina", a famosa actriz porno eleita para o Parlamento Italiano em 1987, ou mais recente o palhaço Tirica, eleito deputado federal por São Paulo.
Mas se ter no governo, pessoas com profissões mais ou menos excêntricas, já não é novidade. Então o que dizer de um Gato, para candidato. 
Na capital do estado mexicano de Veracruz, existe um gato "O Candidato Morris",  que foi lançado como candidato a presidente da Câmara da cidade de Xalapa., e ao que parece com grande sucesso, uma vez que mais de 80 mil pessoas já são suas "amigas", no Facebook. 
Slogan  e um dos vídeos da campanha, vale a pena ver.
«Cansado de votar em ratos? Vote num gato»


Com tudo isto seria impossível não nos inspirarmos para uma próxima campanha em Portugal, até porque estamos fartos de políticos sem tempero, desinteressantes e sem ideias para o país. 
Depois temos ainda a vantagem de os gatos, pelo menos o Pipo lá de casa, gostarem de caçar e de comer coelhos, quanto maiores melhores.
Slogan da Campanha...
«Cansado de votar em coelhos? Vote num gato»

Fonte e vídeo da noticia: TVI 24










quinta-feira, 6 de junho de 2013

E se subitamente começassem a chover cartas?

Enganam-se aqueles que achavam que hoje, dedicaria páginas e páginas de escrita, a instruir o Sr. Primeiro Ministro, (que afirma: "não ter medo dos portugueses"), que medo é uma coisa totalmente diferente de respeito.
Respeitar aqueles que confiaram nele para chefe do governo é tudo o que os portugueses queriam.

Sobre os encerramentos dos serviços às populações, incluindo os postos dos CTT, a visionária Catirolas já em Novembro de 2011, tinha dedicado um texto a este assunto que poderão reler aqui:
Por isso, e depois de ter visto nos últimos dia, os protestos das populações e constatar "In loco" o encerramento do posto de correio na "santa terrinha", tendo ficado agora o mais próximo, a 5Km, só me resta acrescentar,  que  o maior protesto que todos poderíamos fazer era, esquecermos os SMS e as Redes Sociais e começarmos a enviar cartas uns aos outros.  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Poluição visual

As próximas eleições autárquicas, segundo o calendário eleitoral, estão marcadas para o dia 11 de Outubro. 
Com tantas rotações de cadeira, devido a excesso de mandatos, é natural que os candidatos se queiram dar a conhecer junto das populações, na tão aclamada "caça ao voto", e até acho bem que o façam, mas com acções de campanha concertadas, sobre os objectivos e os projectos para cada município, ainda que na maioria, e depois de eleitos, sejam esquecidas, sendo substituídas por outras, onde outros interesses, falam mais alto.
Mas de tudo isto, o que acho verdadeiramente doloroso, não só aqui na "Santa Terrinha", onde a paisagem ainda é um postal ilustrado ao vivo e real, mas por todo o Portugal fora, é o excesso de outdoors, de painéis luminosos, de cartazes e faixas, com a fotografia dos candidatos, esbanjando charme politico. 
Uma poluição desmedida, desnecessária e pouco útil, que deveria ser proibida, tal não é o desconforto visual que provoca e os danos que acarreta para a saúde, uma vez que está cientificamente provado que os elementos que compõem harmoniosamente o "espaço urbano" são um importante contributo para a tranquilidade psíquica.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pelos direitos das ervas daninhas

Os incêndios são uma praga em Portugal, não por culpa dos incendiários, pelas altas temperaturas, ou até  por falta de meios de combate aos incêndios, mas por falta de respeito, de civismo e de cultura de preservação florestal. 
Este ano, mais do que nunca e devido ao tempo que se tem feito sentir, vai ser um ano muito complicado para os bombeiros, mal comece a época dos incêndios. O mato cresceu desalmadamente e muitos dos corta-fogos, ainda estão obstruídos pelas árvores de grande porte que caíram, na última tempestade de Fevereiro.
Os proprietários no qual se incluí o estado, não limpam os terrenos, onde as árvores de grande porte coabitam com ervas de toda a espécie, que crescem livremente juntamente com lixo alheio, sem qualquer oposição. 
No bairro onde habito, existem donos de pequenos quintais virados para a rua, que são numa escala reduzida, reflexo disso:  Proprietários de quintais, onde a erva cresce de tal forma, que chega a tapar a vista da casa dos que lá habitam, sem que os mesmos se importem com isso. 
Cidadãos profundamente sensibilizados e empenhados em defender a causa dos direitos das ervas daninhas e da manta morta. 
 
 
 

sábado, 1 de junho de 2013

Vamos ajudar

Este fim-de-semana vou dedicar, com muita alegria, mais uma vez, através de um banco de voluntariado ao qual pertenço, aqui na zona onde resido, umas horas ao banco alimentar contra a fome. 
Por mais ou menos injustiças que existam, é importante continuar a acreditar no amor das pessoas, para cuidar de outras pessoas, porque só aí reside todo o sentido da humanidade.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

o mito da fatura

O governo prepara-se para incluir no orçamento rectificativo, uma alteração de 5% para 15%,  à dedução no Irs no Iva gasto em aquisições e prestações de serviço em algumas actividades.
Este beneficio fiscal, não deveria ser apenas, para algumas actividades e sim para todas, como as compras nos hipermercados. 
Embora seja um principio,a economia paralela, não se combate apenas com "micro intenções" ou com autoritarismos. Combate-se com atitudes que provem, que aquele é o caminho correcto, gerando um clima de confiança nos contribuintes. Porque é difícil mudar mentalidades, e enquanto continuar a existir, por parte das empresas e da população em geral, o "mito da factura", ainda mais numa época de dificuldades económicas em que o que todos querem, é no imediato, pagar menos, ainda que a longo prazo, esta invasão fiscal signifique mais despesa para todos os contribuintes, logo pagar mais, não há medidas que resolvam o problema.





Passeio de Pasteleiras

Alcobaça é uma terra com uma forte ligação histórica e cultural, mas também uma terra de encanto e de  muito romantismo, por onde vale a pena passear.
No fim-de-semana passado, esta terra singela e formosa, foi também "palco" para um passeio de bicicletas antigas, com ciclistas a rigor trajando roupas do fundo das arcas das avós. 
Numa iniciativa levada a cabo pela Associação dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, inserido nas comemorações dos 125 anos de existência. Foi uma manhã de Domingo de exercício, convívio e de muita beleza à mistura, numa actividade que tem cada vez mais adeptos e onde é possível ver pessoas de todas as idades e gerações.

Foto CM brindes




terça-feira, 28 de maio de 2013

E subitamente o discurso mudou...

E subitamente o discurso mudou...
Não sei se é já o síndroma da fobia autárquica, a tomar conta da agenda politica; se foi um raio que atingiu inexplicavelmente a linha de pensamento dos governantes, ou se finalmente, existem realmente medidas concretas, não apenas discursos e utopias para mudar o rumo da economia portuguesa. Porque, depois das medidas de austeridade, depois do "enorme aumento de impostos", e de toda uma série de "artimanhas" e "jigajogas" de imposições, que na realidade e na prática, em nada beneficiaram o pais e que também não cortaram assim tanto, nas tais "gorduras do estado", apenas nas magrezas dos contribuintes e nas famílias que já não têm muito mais para dar, para além da fome. Onde não existe realmente uma "economia crescente e em movimento", onde não existe trabalho e quando acontece, aparece como uma luta desigual, onde se procura contratar, com o menor custo possível, mão-de-obra qualificada, a preço de saldos. 
Não sei, mas depois de tudo isto e muito mais... vir dizer que o que importa são finalmente as pessoas e o capital humano... parece bom demais para ser verdade.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Tudo deve mudar para que tudo fique como está.

António Passos Coelho, pai de Pedro Passos Coelho, ontem em declarações ao jornal "i", veio dizer que o filho está farto das suas funções, "morto para se ver livre disto" e desejoso de regressar à sua vida normal. 
O médico reformado, vai ainda mais longe nas suas declarações, afirmando que a "família vai fazer uma festa", quando o filho largar o poder.

É curioso como todos se queixam da politica, que dá demasiada exposição mediática, que é uma enorme dor de cabeça, que não existe nenhuma vantagem, mas mais cedo ou mais tarde, todos lutam para ocupar a cadeira do poder. 
Como cidadã portuguesa votante e sem entrar em qualquer simpatias partidárias, não me parece nada correcto ouvir o pai do primeiro-ministro, dizer estas coisas em público, mesmo que sejam reais.
A verdade é que, e apesar de sabermos que na maioria dos casos, uma mudança de cadeira,  independentemente da cor politica, significa apenas mais do mesmo. Quando o sr. primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho,  sair do governo, por vontade própria ou não, quem vai fazer a festa são os portugueses. 


Tudo deve mudar para que tudo fique como está.
Giuseppe Tomasi di Lampedusa

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nazaré terra de contrastes.

Portugal, é um país com paisagens dignas de qualquer postal ilustrado.
À medida que se aproxima o Verão, pelo menos no calendário, é natural que nas zonas de veraneio se comece a preparar "as barracas" e a repor os stocks, para a afluência de gente, que durante os meses de Junho a Setembro triplicam a população e dinamizam a economia local.
Nazaré é uma terra bonita de paisagens idílicas, com um mar insolente, num misto de calmo e bravo, que em dias de céu limpo, apresenta uma tonalidade estonteante! Uma terra com recantos únicos e de tradição histórico-cultural invejável, com tasquinhas e restaurantes, onde se come bem a um preço razoável. Lugar de  gente afável e divertida, que se esforça para receber com orgulho, quem a visita, quebrando todas barreiras linguísticas com a linguagem gestual, como é o caso das peixeiras, que têm o costume de "enfiar ", as tabuletas  de "aluga-se..." por quem lá passa de uma forma peculiar, como não se vê, em nenhum outro lugar.
Infelizmente a Nazaré não é apenas uma terra bonita.... 
É uma terra de becos e de ruas estreitas que, sem se perceber bem porquê, cheiram demasiado a águas domésticas e a peixe podre. Com uma inexplicável falta de "brio" para receber o turismo com requinte e dignidade, com uma visível escassez de infraestruturas, ao longo do imenso areal que compõe a sua praia, apesar de algumas melhorias notórias e com excepção do local onde é erguida, com mérito, a bandeira azul.
É a terra da Lenda de Dom. Fuas Roupinho, agora em concorrência directa com a  "Lenda da Onda Gigante", que levam muitos curiosos ao farol (que normalmente não está visitável, mas que poderia e deveria estar), por uma estrada apertada e sem estacionamento adequado, bermas, ou passagem para peões, onde é possível apreciar a vista fantástica sobre a Nazaré e o seu "Canhão", agora, simultaneamente com outra vista demasiado deprimente e desleal: a multidão em peregrinação ao local e o lixo e a poluição que advém dela.

Cuidar do património de todos, deveria ser, para cada um de nós, a única forma de ser e de estar na vida. 








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Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...