quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Trabalhar na véspera de Natal é Cool


À partida poder-se-ia dizer que existe uma classe privilegiada que não trabalha na véspera de Natal... mas ao contrário do que muitos pensariam, há uma sacola de vantagens em trabalhar, em parte desse dia.. pelo menos em profissões que não exigem atendimento ao público.
Querem saber quais?
É um óptimo dia para tranquilamente fazer telefonemas ou enviar mensagens de Natal aos familiares, amigos e a toda a gente, a debitar na conta de outra entidade, que não é a nossa carteira.
Uma forma subtil de nos esquivarmos às tarefas de organizar a ceia de Natal (estamos a trabalhar, alguém tem que fazer por nós).
Há sempre alguém, que tendo pena de estarmos a "trabalhar", aparece com um bolo ou uma prenda de última hora e que nos faz fazer pausas, de cinco em cinco minutos, para confraternizar. E depois há ainda os colegas, os chefes, entre outros, (aqueles que ousam aparecer depois do descalabro da festa de Natal, em que alguma euforia da época e muitos copos a mais, desvendaram personagens e personalidades que de outra forma não haveríamos de conhecer, e que apesar dessa sensação causar muito medo, não deixa de ser algo que queremos e iremos recordar para o resto dos nossos dias laborais), essas personagens, que estão estupidamente felizes e alegres, contagiados pelo espírito Natalício ou quiça ainda pela tal festa de Natal e com quem é (alguns pela primeira vez) muito fácil de conviver.
Foto: Internet Dreamstime

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Vaidades!

Vaidades!
Seres correctos no âmago da rua da soberba.O cientista, o filósofo a modelo,..., aquele que descobriu a pólvora e a pólvora explodiu-lhe na mão.
Desejos emoldurados na sala de "estares" tu, eu e uma multidão, escondidos nas vestes pomposas dessas linhas traçadas na palma da mão.
E é silabando na vida que te julgo encontrar, diante do espelho, ou no reflexo espampanante de qualquer lugar, por breves momentos, em que corre a vida ávida de desejo por um rasgo de beleza eterna...
onde raros são aqueles que usam os pés para andar e aqueles que usam o espelho para se olharem, realmente.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O tal postal


Um pouco por todo o lado há um brilho a iluminar as ruas, que lembra que estamos no Natal. Mais um a marcar o calendário, "e pensar que ainda ontem estávamos a tomar banhos de praia e que o sol nos marcava a pele com as cores de chocolate, ou de amoras, dependendo do tipo de pele".

Mas afinal que significado tem realmente esta data que faz sobressair o melhor do ser humano, ou o pior, se tivermos em conta a confusão e o consumismo, tantas vezes desmedido e desnecessário. Significa muito pouco, quando existe uma "obrigação" de qualquer coisa, como o oferecer de  uma prenda, com receio de receber sem ter nada para dar, quando a nossa presença, não apenas no Natal, mas em muitos dias do calendário,  deveria ser a melhor prenda do mundo.
Mas nem tudo é mau, há os abraços e amassos com os amigos de longa data e com a família, as iguarias da época, a solidariedade, e ainda toda a magia e encanto que esta quadra festiva traz... fazendo sobressair o que cada um tem de melhor. Valores que valem o que valem, com mais ou menos sentimentos, mas que muitas vezes e questionando aquilo em que tornámos o Natal, me faz acreditar que ainda assim, um Natal é sempre Natal... pelo menos enquanto choverem "postais da santa terrinha" para o resto do mundo, daqueles que o carteiro entrega na velhinha caixa de correio... sem virtualidades... e o deste ano está quase a chegar.





sábado, 28 de novembro de 2015

Já que ninguém se lembra...(hu)(a)mor faz bem à saúde!

Não, não é nenhuma implicância partidária ou pessoal sobre os partidos de direita ou de esquerda, de ambos, daqueles que não pertencentes a nenhum partido, parecem tomar partido de tudo e de todos e ainda dos outros, que antes de serem partidos, já estão todos escavacados e que passam a vida a partir, a vida dos portugueses. Antes desta embrulhada politica, a única verdade, aquela que não não posso deixar de teorizar, é que: 
António Costa alinhou num governo a três e anda num carro eléctrico azul cueca. 
Muito fofinho!
(pronto ok, não é bem azul cueca... para para lá caminha)
Imagem: Internet

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Violência (in)Vertida

A televisão comanda o ritmo da vida e enquanto a bola percorre os campos de futebol e os olhos se fixam na caixinha cada vez com menos botões, não há fome, frio ou sede!
O mundo pára. Pára o pai, a mãe e o filho, mas não os gritos no sofá que acompanham toda a emoção. 
Durante o tempo que a bola rola, não existem problemas, questões, nada.
Tudo assume uma cor estupidamente estonteante e bela, como se tivessem fumado “umas brocas” inalado uma “brown-shugar”, ou como alternativa mais económica, o garrafão de tinto da taberna da esquina. 
Minutos depois, acaba o jogo na televisão e começa o jogo da vida. 
Aos pulos no sofá o filho grita, instigado pelo ensinamentos do "macho alfa" lá de casa, e o comentador desportivo acompanha essa descoordenação, com as habituais perguntas óbvias e desnecessárias. 
Nos intervalos daquilo que se passa entre a ficção do estádio e a realidade de todos os dias, entre quatro paredes, a mãe, cansada e enfurecida, a precisar de libertar o stress acumulado naquelas horas de pura euforia, porque não dá para partir mais nenhum bem material, desprende toda a sua repulsa e ira no pai, que está ali mesmo ao lado, a um, dois,...  insignificantes sopapos de distância, ao mesmo tempo que lhe grita compulsivamente ao ouvido: Quem é que se esqueceu de fazer o jantar?
Foto: internet

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Eu não faço questão

Confesso que nos últimos tempos tenho pensado e pensado e voltado a pensar numa forma de caracterizar o panorama politico dos últimos dias, especialmente de ontem para hoje,  até porque estou preocupada com o Toni Costa e da forma como ele se vai desenvencilhar como primeiro ministro e conseguir governar nesta nova realidade de esquerda, de um ódio cego que virou amor diplomático, numa espécie de swing em Bloco com a CDU à portuguesa! 
E não é que depois de tanto pensar descobri a fonte de inspiração.
É provável que nos próximos dias apareçam imagens inéditas de António Costa, a caminhar pelos corredores da Assembleia da República, com os headfones nos ouvidos.

Esquece tudo
Vem na vibe
E liberta a tensão
Abre o sorriso
Me abraça
Me dá tua mão
Só vivemos uma vez
Não vivas em vão
O tempo voa do berço até ao caixão
Essas rotinas fazem confusão
Abre a tua mente
Segue o teu coração
Se o que importa é o dinheiro e não a profissão
Diz aí meu irmão
Eu não faço questão
Não, Não, Não. Não

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Embrulhos de Natal

Tem dias… quase todos.

Naqueles dias em que dedico grande parte do meu tempo ao empreendedorismo social, (sim ainda em novembro), não abraçando aquele espírito natalício do “salve-se quem puder, chega para lá que essa prenda é minha”! Nesses dias, (especialmente nesses dias) em que não sou uma cidadã do mundo que condena ataques terroristas, (embora sim os condene), ou uma cidadã de Portugal, que se aborrece com as pérolas da política, (embora sim isso me aborreça). Nesses dias, especialmente nesses sou surpreendida, (ainda sou) por aquelas pessoas que são por si só, aquilo que esperamos delas, o que a pobreza espiritual e a falta de capacidade de estender uma mão, independentemente dos motivos, chama de NATAL antecipado!
E é nesta altura, antes mesmo de desembrulhar a prenda que ainda não foi embrulhada, que lhe devolvo um sorriso e lhe estendo a minha mão, pois todos temos o direito e capacidade de escolher o nosso caminho sem julgar o amanhã... ainda que o amanhã seja hoje e o hoje tenha sido igual ao dia de ontem.   

sábado, 7 de novembro de 2015

Feliz Natal em novembro.

Lá diz o ditado que o  "Natal é quando o homem quiser", mas por estes dias e tendo em conta que estamos no inicio do mês de novembro com 24 graus à sombra, que o frio ainda não chegou, e que a neve e as renas estão muito longe, não entendo por que razão em muitos locais JÁ É NATAL, com decorações, luzes e apelos às compras.
Será porque se gosta tanto desta época consumista? Será porque o povo está cansado do governo do desgoverno, ou do desgoverno que não forma governo, e que precisa dedicar-se a assuntos mais coloridos? Ou porque finalmente se começa agora a assumir que o Natal, é uma virose que faz as pessoas comprarem, na maioria, coisas que não fazem falta, para dar, muitas vezes a pessoas que nada verdadeiramente lhes dizem, porque é bonito, é tradição, e porque por todo o lado, as lavagens cerebrais, diretas e indiretas, nos dizem que é preciso gastar dinheiro, a economia agradece muito e por isso o melhor é começar JÁ?
Claro que todas as possibilidades são possibilidades, mas também nem tudo é assim e existe o lado do amor, do "fazer bem sem olhar a quem", da união familiar, que convém "cultivar", de preferência todos os dias do ano, não vá uma tempestade súbita acabar com a colheita, antes mesmo das sementeiras.
Porque no fim de contas, o Natal até pode ser quando o homem quiser, mas quem manda são as promoções.



Foto: Catirolas, Kikinha a preparar-se para o Natal

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Na hora em que nada muda


No próximo sábado muda a hora, a chamada hora de inverno, altura em que atrasamos uma hora, ao horário actual. 
O que poucos sabem é que esta é uma ideia que remota a 1916, e que tinha como principal objectivo poupar energia.
O “Daylight Savings Time” (DST), foi pensado para poupar velas em 1784, por Benjamim Franklin, mas só foi implementado em 1916, numa fase inicial por Winston Churchill, protagonista das duas grandes guerras, em nome da poupança de recursos.   
Interrompida durante alguns anos, a ideia voltou a ser recuperada depois da crise do petróleo de 1973 acabando por se transformar em diretiva europeia em 1981.
O que todos sabem, é que e depois da adaptação dos primeiros dias.... nada muda e a vida continua à velocidade com que cada um faz com o tempo que tem, esteja na hora de verão ou de inverno.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

E no rescaldo das eleições o vencedor foi?????

E no rescaldo das eleições o vencedor foi?????
TODOS!
Portugal à Frente, porque e apesar de ter perdido a maioria absoluta foi o partido mais votado pelos portugueses.
O Partido Socialista porque, apesar de ter perdido as eleições, aumentou o número de mandatos e de deputados, e porque o Portugal à Frente ficou sem maioria absoluta.
O Bloco de Esquerda porque aumentou o número de votos e passou a ser a terceira força politica.
A Coligação Democrática Unitária porque, e apesar de ter passado de terceira, para quarta força politica, conseguiu mais um deputado, que nas eleições de 2011.
Dos partidos pequenos, o Pessoas Animais e Natureza, porque conseguiu pela primeira vez eleger um deputado para a assembleia da república.
Também a abstenção, porque teve uma percentagem de 43,07, o que representa o valor mais elevado de sempre numas eleições legislativas em Portugal.
Para além de tudo isto, resta dizer que mesmo aqueles partidos que não conseguiram eleger nenhum deputado também ganharam, se considerarmos a lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, onde por exemplo os partidos liderados por António Marinho e Pinto (PDR) e José Garcia Pereira (PCTP/MRPP) que não conseguiram eleger qualquer deputado nas legislativas, mas por terem conseguido mais de 50 mil votos vão receber uma subvenção anual superior a 170 mil euros cada um durante os quatro anos que dura a legislatura... então quem perdeu?
Resta concluir que os portugueses foram votar para eleger novo governo, mas os partidos estiveram na rua em campanha eleitoral a esfalfarem-se para conseguir votos, muito também para garantir e conseguir o seu próprio posto de trabalho e quem os condena?


Imagem: Internet

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

..e o ÓSCAR vai para...


Depois do assunto ter dominado os últimos dias, as últimas semanas, os últimos meses, e eu arriscaria... até os últimos anos. Eis que o dia está a chegar... O dia em que os portugueses irão exercer o seu direito de voto e dar o ÓSCAR a...
 "Não se deixe enganar"... "Não vá em cantigas"... e blá, blá, blá, ataca aqui ataca ali é o que a mente retém efectivamente da campanha eleitoral, para não falar do desconhecimento quase total dos programas eleitorais (que depois de analisados pormenorizadamente, pouco diferem uns dos outros, talvez num ponto aqui ou ali, ou se o fazem, alguns são tão absurdos que parece estão a vender viagens a marte para "Tugas"). 
Mas não há que ter medo... conforme dizem os analistas, comentadores  e especialistas no assunto, no domingo tudo se sabe. Se as enfadonhas sondagens diárias estão ou não certas, e se os portugueses, talvez um pouco às escuras, dada a enorme lista de candidatos, e o desconhecimento dos mesmos... vão ou não desferir com a caneta a cruz na tão odiada mas tão desejada cadeira do poder e votar no (des)governo certo. 


Nota: Este post é resultado de uma análise exaustiva, árdua e bastante renhida efectuada através de um frenético Zapping por todos os canais de comunicação social.

 
Foto: Internet

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Um dia abananadamente (im)perfeito,

Por vezes dou por mim a fazer comparações entre modos de vida, entre a vida no campo e a vida na cidade, a vida na santa terrinha e a vida na terra santa... 

E eu pertenço a essa espécie de aves raras, que pode comparar o melhor e o pior dos dois mundos. A vida agitada da maravilhosa cidade de Lisboa e o transito infernal da aldeia. Qual transito?? Só se for um tractor a ir para o campo. Porque isto de sair dez minutos de casa, antes de ir trabalhar, sem problemas de estacionamento, e almoçar todos os dias em casa é realmente uma canseira a que uma pessoa se habitua facilmente, uma qualidade de vida superior. 
Mas nem tudo é perfeito, por vezes falta o barulho da multidão e os encontros com os amigos cosmopolitas, no final do dia:
"Comer um gelado numa praia sem vento"; jantar num  terraço desses hotéis famosos de Lisboa,que poucos conhecem"; ou beber uma jinjinha com elas, em copos de vidro enxaguados apenas com água"? ...Estar sentado num lugar cheio de gente onde "aparentemente" se cuida da aparência, mas onde na verdade essa aparência é o que menos importa. 

Foto: Internet

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

No limite

No limite...
Viver no limiar da pobreza de espírito é uma característica a que muitos assiste, mas que não tem que ser uma verdade para toda a vida. Ter coragem de ultrapassar esse "ápice de elegância" e conseguir olhar para além de...  é o desafio. 
Daqueles que se cruzam no nosso caminho, há os que vivem perto de nós, falamos com eles todos os dias, mas que são apenas duas linhas paralelas, que por mais que façam parte da nossa vida nunca nos encontram (profundamente falando, porque nada nos dizem e nada nos fazem sentir). Mas depois há os outros, aqueles que na sua maioria dos dias estão distantes, muitas vezes na distância de uma boa memória, de uma palavra, de apenas um, ou de  vários momentos, quase uma vida inteira, alguns já não neste mundo, familiares amigos, ou amigos muito familiares... 
.. mas que nos fazem viver todos os dias num tempo congelado à espera do próximo raio de sol.  


Foto: Catirolas

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Lagartas

A vida que vivemos todos os dias nem sempre é a que idealizamos, mas por vezes tem rasgos...
É na verdade um estranho dilema...que de estranho tem apenas a realidade que passa despercebida tal não é a velocidade a que vivemos...Tão depressa estamos no verão como subitamente o tempo muda, vestimos de novo os casacos, embrulhamos-nos em ideais que nos impelem a dar prendas uns aos outros, entre isso ainda votamos, voltamos às aulas, (não necessariamente por esta ordem). E quando damos por ela... já foste sem sair do mesmo lugar!..e o tempo que tinhas para plantar couves nos poucos metros disponíveis no quintal, para poupar uns euros, foi comido pelas lagartas, disfarçadas de tanta gente que anda por aí a comer, literalmente, a energia e a boa vontade genuína de quem decididamente só dedicar-se à agricultura.

Foto: Internet

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Pizza de Sócrates

Há assuntos incontornáveis, há a politica o futebol e depois há o Sócrates, não o filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, mas o "nosso" Sócrates. Igualmente famoso e igualmente estudado, sobre vários pontos e matérias: politica, sociologia, psicologia, direito e agora mais recentemente também utilizado como estratégia de Marketing de uma conhecida cadeia de restaurantes de comida italiana. 
Tudo pelo mediatismo dado à entrega da sua primeira refeição fora da cadeia de Évora, que escolheu pizza como a primeira refeição "livre".
A partir de agora a pizza de pepperoni  e extra queijo nunca mais será a mesma, no mínimo será sempre conhecida como a Pizza de Sócrates, só resta saber a que outros palatos agradará esta combinação, se mais à esquerda ou à direita, certamente que nos próximos dias não faltará debates e digníssimos comentadores de todas as áreas, para esmiuçar o assunto, mesmo um pouco antes de teorizarem sobre a que horas e quantas vezes deve ir à casa de banho. 



sábado, 5 de setembro de 2015

Analogias de politiquismo futebolístico

Esta é aquela altura do ano, em que e apesar de não estarmos ainda oficialmente em campanha eleitoral para as próximas legislativas, (ver nota) só ouvimos falar dela, de tal forma que não parece sequer ter sentido existir um período para esse efeito, um pouco como os jogos de pré-época de futebol, com a diferença de que na politica e com excepção do período eleitoral, todo o resto do tempo parece ser sempre de pré-época. E isto acontece porque em Portugal e na sua grande maioria as atenções parecem incidir essencialmente sobre dois temas, a política e o futebol, ou se preferirem como dizem os brasileiros “NO JOGO DE BOLA", que na sua essência é o mesmo: um grupo de gente a correr atrás de uma bola, que no caso da política será o poder, tentando fintar o adversário, com mais ou menos fair play, tentando agradar os adeptos, ou conquistar novos (no caso da politica eleitores), com o objectivo de ganhar. Os mesmos atletas cujos lideres (os treinadores ou os cabeças de lista dos partidos) se insultam uns aos outros, mesmo quando não estão a jogar.
E esta matéria é de tal forma importante que já se questiona o facto de os jogos do dia 4 de outubro, do Porto o Benfica e o Sporting, no mesmo dia das eleições, colocarem em causa o dever cívico de cada português e de isso fazer aumentar a abstenção do acto eleitoral. Ora, isso é absurdo, pois os cidadãos têm o dia inteiro para votar, haja vontade e consciência cívica para o fazer.




Foto: De Cartoonista português Rodrigo de Matos que venceu o Grande Prémio Press Cartoon Europe com um trabalho, publicado no semanário Expresso em novembro de passado, sobre futebol e a crise económica portuguesa,






Nota: há um período de campanha eleitoral (de aproximadamente 12 dias) em que os partidos têm direito a meios específicos de campanha, nomeadamente a tempos de antena na televisão e rádio, a espaços adicionais de afixação de propaganda e à utilização de salas de espectáculo e recintos públicos;
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Prioridades desportivas

Ontem foi dia de jogo de selecção nacional.
Portugal “parou” para ver o jogo entre Portugal e França, que a selecção das quinas perdeu (mais uma vez). O excesso de antena, os debates em cima de debates e o exagero de protagonismo que dão ao futebol é inútil e enervante. No mesmo dia em que Portugal jogou e perdeu, Nelson Oliveira, o nosso campeão nacional de contra relógio ao serviço da Lampre vence uma etapa da Vuelta 2015 (volta à Espanha em bicicleta).

Para todos aqueles que acham que o ciclismo não é duro e emocionante, e que só existe interesse no último quilómetro, deveriam ter assistido a esta etapa. 
Fantástica!
Foto: Volta a Espanha

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A teorizar sobre as férias

Verão é tempo de férias... férias... férias e férias...
Mas afinal o que são as férias?
Para muitos será certamente dias de calor, de papo para o ar, em praias apinhadas de gente, a mais de 1000 milhas do local onde se vive, onde subitamente se repara, que ao lado da nossa toalha está alguém que se conhece e que naquele momento não gostaríamos de ver ou de ser visto, em fato de banho.
É dizer que se vai descansar uns dias e levar o portátil, o telemóvel, o tablet... entre outros aparelhos que nos mantém ligados all day long, numa altura onde a prioridade deveria ser desligar.

Nestas férias... Não quero pensar, quero apenas estar.
Não me interessa para onde vou... interessa-me com quem vou e com quem vou estar.
Partilhar estrelas com as minhas estrelas!
Deliciar-me com conversas banais.
Dar abraços, cobrar amaços e respirar esse tempo de qualidade, que o tempo de férias me dá.
Foto: Alguém em período de férias... by Catrirolas


 





quarta-feira, 15 de julho de 2015

Turista acidental

Estávamos definitivamente no verão. O calor invadia a sala, melancólica de abrigar tantos rostos suados e moles. Os papéis estendidos em cima da mesa pareciam querer cair dali abaixo. "Se ou menos houvesse uma ventoinha". As cadeiras colavam-se às pernas  bronzeadas, em corpos que traduziam sessões de praia ao fim de semana. Na mente, nesses pequenos momentos em que estamos mais para lá do que para cá, persistia apenas uma ideia: Férias! 
Foi então que por momentos, esqueci as birras no trabalho, as tarefas rotineiras, as hora de ponta, a voz de alguém a zumbir no ouvido, os vizinhos mal educados e parti rumo à aventura.
Imaginei-me um turista acidental perdido num paraíso, com a mochilinha às costas, os calções a t-shirt, os chinelos, a tenda, o saco-cama, o cantil de água, a máquina fotográfica, o mapa, o repelente para os insectos e a caixa de preservativos. 
Carregado com toda esta tralha, com aquele ar de boneco desorientado estampado no rosto, passeava por entre as paisagens idílicas que me trespassavam a mente, visitava monumentos e lugares históricos, praias de areia branca, onde me embalava à noite a ver o pôr do sol e a beber uns cocktails exóticos, com gente exótica e colorida, numa mistura de frutas com vários sabores. Depois dançava numa discoteca ao ar livre, fazia amor com desconhecidas, apanhava um escaldão e gastava, em duas semanas de férias, todo o dinheiro ganho em 365 dias.
A alegria era contagiante, as fotografias ilustravam tudo: convívio, cor, amor, aventura, essa quimera de poder viver a sensação de não fazer nada, nada e nada, ainda que só por dois décimos de segundo, o tempo que dura um turista imaginário a acordar do seu sonho quando confrontado com a sensação desagradável de dor, sentida ao cair na cadeira naquela bela tarde de verão, descobrindo que afinal, férias, férias, só mesmo para o ano...

Texto: Catirolas
Foto: Internet

sábado, 11 de julho de 2015

Férias para todos

Em época de férias há milhares de pessoas em transição:
Há os de cá, que estão lá e que querem vir para cá; há os de lá que simplesmente querem vir até cá; há os de cá que querem ir para lá; e há ainda os de cá que querem ir para qualquer lugar, mas que face às dificuldades económicos não saem nem de lá para cá, nem de cá para lá, que é como quem diz não vão a lado nenhum.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Formigueiros


A idade não é um posto, ninguém sabe mais disto ou daquilo porque é mais velho, já a vivência, a convivência e já agora a conveniência e conivência que são fáceis de explicar, complicadas de ultrapassar mas muito óbvias de entender, são outro departamento, situado no limbo, algures entre o fazes falta ou vai-te embora melga
Cada pessoa é uma pessoa, e a vida é apenas uma etapa de aprendizagem constante que nem sempre é consistente. Os erros de entendimento, de julgamento, pela falta ou excesso de controle das emoções, não passam despercebidos. Ainda que as palavras não sejam efectivamente pronunciadas, a linguagem não verbal e os actos dissimulados são bem visíveis a quem tem o dom/desgraça de observar e de intuir... um "mundo" onde tudo o resto são apenas migalhas sem açúcar para as formigas, que se juntam quando lhes convém, a discutir quem afinal é o líder ou o rato.









terça-feira, 2 de junho de 2015

O que fizemos às nossas crianças?


Ontem foi o dia da Criança. Ser criança no mundo atual, é:
Viver uma vida muito preenchida, (à semelhança dos pais). É ver os pais sair a 100 e entrar a 200 e quase não ter tempo para brincar, entre a escola e as actividades extra curriculares. 
É viver uma vida social muito activa ao fim de semana, de casa em casa, de festa em festa, do amiguinho que faz anos. É dominar tudo o que é tecnologia de ponta e ficar surpreendido quando "o campo vem à cidade". É ter o comando da televisão "colado à mão" e ver um infindável programas de bonecos estranhos, e depois "consumir" todo o tipo de merchandising que o marketing para kids oferece.
Ser criança nos dias de hoje é ter pais "cools" e carradas de tios com mais ou menos laços familiares; ter tempo de qualidade passado com os novos avós/avós novos e poder alcançar uma diversidade de matérias e de descobertas com uma facilidade gigante.
Ontem foi o dia da criança. 
Os homens de hoje, mais ou menos inconscientes, transformaram a vida das crianças, o seu paraíso inocente, num mundo de pequenos adultos, esquecendo-se por vezes tudo o que uma criança é e deve ser, é apenas isso, criança....

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Primaverando

Quantas vezes pensámos em começar de novo e esse começo ficou preso ao caruncho do armário à espera de apanhar um raio de sol e um rasgo de ar, nas proporções certas.
 Está na altura de o abrir!
Quantas vezes lançámos desafios à nossa mente, vestimos a pele “de sou capaz”, e essa vontade ficou amarrada a um cliché, demasiado óbvio para ser verdade, mas que acabou por se tornar numa realidade.
Se o melhor do mundo são as pessoas por que razão a lealdade, o carinho e a sinceridade dos animais, parece mais perto daquilo que desejamos e idealizamos para um ser humano, mesmo para o mais desumano?
Crer no melhor da humanidade é o primeiro passo para a tornar humanamente animalesca, sem que isso seja algo depreciativo.
O tempo pode até ser pouco favorável, a conjuntura pode até nem ser a melhor, mas quando a vontade a determinação e a paixão pela vida persistem e a crença no mundo e nos outros, conhecidos ou desconhecidos acontece, sinceramente sentida, então a primavera reinventa-se.

sábado, 2 de maio de 2015

Os nossos abraços

Há momentos!
Em que vivo numa percepção que me faz crer que metade do que vivo é como se fosse sempre por inteiro.
Se pudesse concretizar algo impossível isso seria mesmo o tele transporte. Poder estar naquele lugar, naquele preciso momento em que toca o telefone e sentimos que do outro lado está aquele amigo que sempre admirámos, pela beleza, pela simpatia pela tenacidade e que está frágil, numa fragilidade que temos medo de não conseguir ajudar a superar... essencialmente pela distância física que se torna ela também numa linha longitudinal psicológica, porque 2 horas de qualquer lado, não é já ali, por mais que se tenha vontade de contrariar o tempo de transição. ( aquele que nos faz deslocar de um ponto a outro)
Descreve-te como pessoa? O que faz de ti aquilo que és hoje, o que és realmente ou o que aparentemente queres ser, não és tu.
Muitas vezes o que dizem ainda que não seja a verdade, não deixa de ser a tua realidade e nós como ser des(humano), temos tendência a guardar o pior das pessoas esquecendo o que elas têm de melhor. Mas eu não. Eu acredito, não "Naifemente", porque isso não existe nas quase quatro décadas de vida e vinte e tal de amizade, acredito na pessoa que és e sei que por baixo dessa carapaça de tartaruga forte, está alguém que tudo o que precisa é de um abraço forte e apertado, sem palavras, hipocrisias ou falsidades...
... OS NOSSO ABRAÇOS!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Rotinas

A rotina é uma praga que nos faz viver a vida demasiado depressa esquecendo os detalhes que nos fazem felizes.

Há aqueles que o procuram toda uma vida sem o alcançar... e há aqueles que absorvem simplesmente.... o cheiro a maresia misturado com o óleo dos barcos embalados pelo riso das gaivotas. Os passos que se cruzam em cada calçada portuguesa, bela e indiferente a cada pessoa que passa, gente que trabalha, gente que passeia, gente que vagueia, inocentes que não se apercebem que o chão que pisam são autenticas obras de arte; as vozes que se cruzam em esplanadas, miradouros e bairros típicos, onde as varinas ainda apregoam nas suas bancas e as gentes de casas com escadas difíceis sem elevador, ainda lavam e estendem a roupa à mão e os velhos se sentam nos bancos e mesas dos jardins a jogar à bisca e à sueca, indescritível! Mas é quando a noite cai e as pessoas regressam aos seus lugares que tudo se compõe, as luzes e o silêncio de umas ruas, contrastando com o movimento de outras, prostitutas, turistas ou simplesmente amantes da noite... tudo se confunde, se une e se transforma, até ao momento em que a madrugada chega e o nascer do sol no horizonte lembra que é tempo de abraçar um novo dia que está agora a chegar, sem medos, indiferente a tudo e a todos...lembrando que a vida é um tic tac constante, cuja ideia de controlo é o maior descontrolo da nossa existência. 

sábado, 7 de março de 2015

Bungee jumping

Há momentos na vida em que damos por nós abstraídos em segundos de reflexão.

Atravessar ou não a ponte e ficar na outra margem é o desafio que se coloca, numa tarefa que comporta, não apenas o ato de atravessar, mas de mudar. Mudar a vida, mudar atitudes, comportamentos...colocando em causa, toda essa existência de existir com causa, sem saber se essa causa tem realmente algum efeito. É então que no meio desse o limbo, algures entre o meio da ponte, aí que nesses micro segundos em que nos abstraímos da nossa vidinha egoísta e individualista que nasce a certeza desse mundo, um lugar que não é feito de coisas mas sim de gente, gente maravilhosa, simples e genuína, que marcam a diferença pela simplicidade de serem aquilo que são e de estarem lá, com uma presença que apesar de não se fazer notar sente-se e vive-se...basta olhar para além de estigmas, clichés ou estereótipos, com a coragem de tirar o retrato e guardar no coração. Um privilégio.

Foto: Internet


quinta-feira, 5 de março de 2015

A advinha

A noite é gelada. A lua é arrepiante. A imagem impressiona. Ela esconde-se, senta-se com vontade de não ser vista. Não há pinheiros, não há rochas, há pinhões e pedras.Camisas desfraldadas em calças sem bolsos, e bolsos sem mãos e mãos sem dedos...
"Que perfeição!" Que enlevo de monte. Adora e pasma o homem da sua vida, que não a vê, porque na realidade não está lá (o homem, não o monte), não há nada. Nem luz, nem cores, muito menos amor... apenas a dolorosa realidade. Mas sim, essa mão que se abate sobre o corpo, esse alguém que abre os olhos aos dias desse leito, quando os dias não aparecem, está lá, para reclamar a si essa alma frouxa de prantos mortuários, para lhe esculpir a face com cuspo e num gesto premeditadamente compulsivo lhe cortar o fio da vida.
O que tem? O que pensa? O que deseja? São quimeras de sentimentos, nascendo numa terra dura sem sequer lá terem sido semeadas e não é preciso ser-se um génio para DIVINHAR!

Foto: APAV


quarta-feira, 4 de março de 2015

Beber para esquecer???

Caros fãs e ou leitores mais ou menos do acaso.
Tenho andado ausente...e esta ausência poderia ter um milhão de explicações mas a verdade é que não fui avisada pelos serviços pseudo administrativos da Catirolas e entretanto esqueci-me.
Mas o que importa é que estou aqui agora... então cá vai disto.
Não sei se repararam mas toda a vez que se realiza um salão internacional do setor alimentar e bebidas, não há ministro que não apareça. Ainda dizem que não temos no governo gente com ideias e empreendedoras, capaz de levar o país para a frente e com capacidade de mostrar provando (literalmente) o que de Portugal tem de melhor... o melhor exemplo de demonstração de esforço foi o que precisamente fez o nosso Vice-Primeiro-Ministro Paulo Portas, provando nessa feira, tudo o que viniculamente Portugal tem de melhor, ou isso ou então resolveu aproveitar e beber para esquecer os últimos episódios da novela Passos Coelho.
Admirável capacidade de tanto beber.
Há tanta má língua por aí...

Foto: Cm jornal


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Os simples

O envelhecimento é um facto consumado na nossa vida, por mais que se queira ignorar, todos os dias ele está presente, faz parte de nós... mas o envelhecimento não é um posto, nem é um dado adquirido na nossa mente, ainda que por vezes o corpo nos diga o oposto.
Quantos de nós novos nos sentimos com mais idade do que aquilo que realmente temos? E quantos de nós velhos, só queremos viver, sentir e pensar a juventude, como a irreverência e a espontaneidade e por vezes até a inocência que o tempo não foi apagando com o passar das Primaveras, apenas melhorando? As plásticas, as "magias" estéticas podem até melhorar ou apagar muita coisa, mas por mais que se queira, por mais que se deseje, para lá das aparências há um mundo de coisas que não se consegue alterar. Cabe a cada um escolher como quer viver a sua vida. Focado naquilo que se quer parecer, ou no que realmente se é.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Mudanças

Mudanças... 
Abrimos a janela todos os dias e nada nos parece igual, a paisagem, o tempo, o sentimento... Mesmo naqueles lugares em que a janela dá directamente para a casa do vizinho do prédio em frente, com quem nunca falámos, mas que parece que conhecemos desde sempre, tal não é  a proximidade visual que temos dele. 
A violência e a sua magnitude ganham destaque por estes dias. Mas será que a violência que hoje reclamamos não será uma consequência de outra violência, a que em alta voz gritamos de "Liberdade", a mesma liberdade que deveria terminar onde começa a liberdade do outro? 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Tentar

Chegámos a 2015 mais ou menos sóbrios de acontecimentos.
Não há previsões ou astros que nos digam que este vai ser aquele ano, o mais certo é existirem atrocidades e dificuldades que podemos ou não ultrapassar, conforme a nossa vontade, dedicação ou determinação.
Não existem amores perfeitos, trabalhos perfeitos, amizades perfeitas, vidas perfeitas... tal como não existem dias, semanas, meses, ou anos perfeitos,... e ninguém nos garante que a perfeição nos leve à felicidade, pelo contrário, muitas vezes são os pequenos nadas imperfeitos que nos fazem felizes, por isso em 2015 tudo o que podemos fazer é tentar!
Bom ano