quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

E se fossemos todos Marcelo?

E se fossemos todos Marcelo?
Esta semana foi notícia no jornal da noite, de um canal de televisão, um telefonema feito pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa a Cristina Ferreira, para a apresentadora de "voz energética". 
O presidente, professor e amigo ligou-lhe em directo, para o novo programa das manhãs que apresenta. Ora, independentemente do protagonismo, ou se preferirem, da campanha de Marketing, das criticas positivas ou negativas, com mais, ou menos razão à volta do assunto. Não nos podemos esquecer que foi apenas um amigo, a telefonar a uma amiga, desejando-lhe boa sorte. 
Quantos de nós fazemos isso? Ligamos a um amigo contentes, por ele ter arranjado um emprego melhor? Ou a elogiar um novo penteado? Quantos de nós ligamos simplesmente para desejar um bom dia, ou só para sentir, se a voz, do outro lado da linha, transmite emoções? 
Ligar, não no sentido de fazer uma chamada, mas de se importar, em toda plenitude da palavra.
Também eu recebi esta semana uma chamada do Marcelo, que me ligou para o local de trabalho, para me desejar "um bom fecho de edição", não estou a brincar, foi mesmo o Marcelo. E embora não fosse o verdadeiro, e sim alguém, em jeito de brincadeira a imitar o seu gesto, "foi o meu Marcelo" e a verdade é que, apesar da chacota no local de trabalho, esse gesto deixou-me bastante feliz.
Podíamos ser mais vezes Marcelo.



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