quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Aprender


Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

Um dos seus direitos diz respeito à não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial, todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.
http://www.unicef.pt

Face a este direito, o que dizer de uma criança que em 6 meses de aulas teve 4 professoras. 4 PROFESSORAS?
O que significa é que escrevemos bem, falamos ainda melhor, dizemos que damos prioridade ao ensino, que queremos um mundo mais letrado; mas a verdade é que é muito triste e lamentável querer aprender e não ter ninguém para ensinar, é verdade que nem toda a gente tem jeito para ensinar, e isso está melhor agora, o ensino deve ser como a medicina, deve ser exercido por pessoas que realmente nasceram para... mas continua a ser triste, haver fome, frio, e ignorância, falta de conhecimento haver tanta gente sem trabalho, e ao mesmo tempo não haver um professor, um só e único mestre da arte de ensinar, capaz de aguentar 6 meses ou mais numa escola... Que interesses maiores poderão sobrepor-se a um direito convencionado?
E pensar que tudo o que queremos é aprender a ensinar, para poder ensinar aprendendo.

Só podemos melhorar quando conseguirmos aceitar que não estamos bem.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mudança


Mudar… transferir de um lugar para outro, dispor de outro modo…

Mudar faz parte da vida, mudamos a cada segundo sem nos apercebermos. Cada vez que viramos para a esquerda e não para a direita estamos a fazer uma escolha, que implica uma mudança, e tudo isso nos provoca um sentimento de descontrolo e de algum stresse, porque o risco da mudança acarreta decisões e alterações na rotina. Estamos bem quando conseguimos o controlo da nossa vida, a fase de transição, “a terra de ninguém”, entre um estado habitual para outro diferente, provoca-nos desconforto mas ao mesmo tempo faz-nos sentir vivos, porque no fim tudo o que muda em nós, são as emoções, a forma de sentir e o que resta, é apenas o processar de uma cadeia que se inicia com a nossa primeira mudança, o nascer da vida.

Acordar

- Vá lá, vamos a acordar!

Digo para o meu umbigo escondido entre as pantufas e o pijama dos "irmãos metralha" debaixo dos lençóis, ou não fosse o programa mais animado da manhã, "comer torradas e beber um black coffee", "ronronar na cama à procura de um espaço quentinho, até que se faça tarde... bem tarde, e lembrar que os "só mais 5 minutos" ficaram a dormir faz uma hora, e que ainda falta vestir, lavar, correr para o carro e gritar de buzina em punho com os automobilistas que parecem tartarugas no meio da cidade.

- Vá lá, vamos mas é dormir.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Domingar

Não sei se é do Inverno que este ano está muito rigoroso, não sei se é de o ar estar diferente, se é por se ouvir o mar ou o grito das gaivotas, das camadas de sono que me pesam nos olhos nesta manhã triste, que sabe a mau humor e a café branco porque se fosse preto tinha energia suficiente para animar "a malta". Não sei realmente. 
O que sei é que as segundas são um dia da semana, que chega depressa e que se vai embora devagar, mas se reflectirmos bem, o facto de estarmos tão chateados com a segunda, foi porque pelo menos tivemos um Domingo, um Domingo familiar, um Domingo de "nichts tun" (não fazer nada), um Domingo rabujento...enfim, um Domingo perfeito.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Espaço e tempo

Dar espaço ao tempo e dar tempo ao espaço.
Espaço para respirar, para sentir, para viver intensamente o tempo que a vida nos reserva, num pequeno ou num grande espaço. No tempo e no espaço, quem sabe se de transição, entre esta ou outra coisa, entre um lugar ou outro, entre um tempo que faz e o que o tempo vai fazer. Confuso? Nada disso.
Para se perceber, tudo o que é preciso é dar tempo ao espaço e dar espaço ao tempo... porque afinal o tempo é o que fazemos dele num determinado espaço e o espaço é apenas o local onde passamos o nosso tempo.

Reflexão

Olhar em frente e cruzar o caminho com alguém, dar-lhe abrigo no nosso coração, partilhar memórias, anos, momentos, e depois deixá-la partir.... faz parte da condição humana a chegada e a partida, mas parece que apesar de estarmos preparados para a chegada, a partida é sempre mais dura...
As palavras de hoje são para uma pessoa muito especial que partiu para sempre faz agora um ano. Enquanto tiver energia no cérebro será lembrada para sempre, numa fotografia, numa voz ou imagem guardada, porque a memória que vive em nós está sempre mais perto do sentimento de quem chega do que quem parte.
Helena para sempre Helena.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nada de deixar para amanhã...


É amanhã, é amanhã que vamos começar tudo o que devíamos ter iniciado ontem, mas que por ainda ser hoje o melhor é deixar para amanhã.

Reflexo

Olhamo-nos ao espelho e vemos a complexidade do que não somos, confundido pela simplicidade do que realmente somos no reflexo da nossa aparência.

Idade

A idade é uma nuvem que passa deixando os seus flocos brancos, com o sentido de lembrar o que já vivemos e o que nos falta viver, com experiência, charme e sabedoria.

Amizade


Os amigos são como o sol, umas vezes aparecem e iluminam o dia, outra vez estão escondidos pelas nuvens; alguns dias do ano estão mais perto de nós, outros dias estão mais longe, mas em qualquer situação nós sabemos que os amigos, tal como o sol, estão lá a iluminar e a aquecer a nossa vida.

Imaginação


Cada dia são 24 horas de inspiração, cada hora são 60 minutos de ar livre, cada minuto são 60 segundos... e todo o tempo que resta pertence à tua imaginação.

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...