segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Língua Materna


Desde 21 de Fevereiro de 2000 que se comemora este dia Internacional, da Língua Materna com o objectivo de promover a diversidade linguística e cultural. No mundo estimam-se que existem quase 6000 línguas faladas, mas cerca de metade está à beira de extinção. Neste ranking Portugal não entra uma vez que ocupa sensivelmente o 6º lugar da lista de idiomas mais falados no mundo.
Não nos lembramos, porque é natural e intuitivo, mas cada vez que falamos, ou escrevemos, estamos a promover a nossa língua materna, por isso, convém que haja mais atenção, ao que se diz e como se diz, ou com tantas abreviaturas, com tanto facilitismo, qualquer dia o Português correcto, o que conhecemos, deixa de existir, dando lugar a qualquer coisa parecida com uma língua desordenada, com miscelâneas de palavras que não se consegue perceber muito bem como e em que contextos apareceram, se vieram de canoa, de parapente…

We Never Know, let’s look at the trail que a mama já vem aí para cuidar da garina, tá-se? (sem tradução)



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Flashfoward

Falar ou não falar, dizer algo que justifique o que aparentemente não tem justificação, mas que se analisarmos bem tudo tem uma explicação racional, e a constituição diz que todo o ser humano é inocente até que se prove o contrário, ou não? A constituição diz, já a opinião pública... temos dúvidas.
Não sei se foi com esse pensamento que o primeiro-ministro ontem foi apresentar as suas três verdades durante quatro minutos e meio; devo confessar que não vi, aliás tenho dúvidas sobre quem terá visto. Creio que à hora do comunicado deu-se um FlashFoward, ou foi isso, ou então estava a dar um jogo do Benfica.
Não! Creio que se deu mesmo Flashfoward. (Um misterioso evento global faz com que todos ao redor do mundo desmaiem simultaneamente durante alguns minutos).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Afinal quem é que se esqueceu de fazer o jantar?

O clube joga o povo pára! Pára o pai, a mãe e o filho aos gritos no sofá de tanta emoção. Durante duas horas, mais coisa menos coisa, ninguém tem fome, frio ou sede. Não existem problemas, questões, nada. Tudo assume uma cor estupidamente estonteante e bela, como se tivessem fumado “umas brocas” inalado uma “brown-shugar”, or something else. Depois acaba, ouvem-se gritos de alegria e gritos de desgosto, dependendo do resultado.

O jogo acabou. O filho rebola e o comentador desportivo faz as habituais perguntas óbvias e desnecessárias.

No meio da confusão entre o que acontece no estádio pelos olhos da televisão e em casa pelas sobrancelhas da realidade, a mãe, cansada e irritada de duas horas de pura euforia, a precisar de libertar o stresse acumulado, porque não dá para partir mais uma televisão, e também porque os jogadores estão longe demais, desprende toda a sua repulsa e ira no pai, que está ali mesmo ao lado, a um insignificante sopapo de distância, a ouvir as palavras desnexantes e incongruentes dos técnicos e dos jogadores.
O pobre homem é agredido iniciando um choro compulsivo, provocado não pela dor física do ataque, mas pela dor psicológica que a violência provoca.

É então que no meio de tanta confusão o comentador faz pela primeira vez uma pergunta, no real sentido da palavra.

Afinal quem é que se esqueceu de fazer o jantar?


Aprender


Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

Um dos seus direitos diz respeito à não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial, todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.
http://www.unicef.pt

Face a este direito, o que dizer de uma criança que em 6 meses de aulas teve 4 professoras. 4 PROFESSORAS?
O que significa é que escrevemos bem, falamos ainda melhor, dizemos que damos prioridade ao ensino, que queremos um mundo mais letrado; mas a verdade é que é muito triste e lamentável querer aprender e não ter ninguém para ensinar, é verdade que nem toda a gente tem jeito para ensinar, e isso está melhor agora, o ensino deve ser como a medicina, deve ser exercido por pessoas que realmente nasceram para... mas continua a ser triste, haver fome, frio, e ignorância, falta de conhecimento haver tanta gente sem trabalho, e ao mesmo tempo não haver um professor, um só e único mestre da arte de ensinar, capaz de aguentar 6 meses ou mais numa escola... Que interesses maiores poderão sobrepor-se a um direito convencionado?
E pensar que tudo o que queremos é aprender a ensinar, para poder ensinar aprendendo.

Só podemos melhorar quando conseguirmos aceitar que não estamos bem.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mudança


Mudar… transferir de um lugar para outro, dispor de outro modo…

Mudar faz parte da vida, mudamos a cada segundo sem nos apercebermos. Cada vez que viramos para a esquerda e não para a direita estamos a fazer uma escolha, que implica uma mudança, e tudo isso nos provoca um sentimento de descontrolo e de algum stresse, porque o risco da mudança acarreta decisões e alterações na rotina. Estamos bem quando conseguimos o controlo da nossa vida, a fase de transição, “a terra de ninguém”, entre um estado habitual para outro diferente, provoca-nos desconforto mas ao mesmo tempo faz-nos sentir vivos, porque no fim tudo o que muda em nós, são as emoções, a forma de sentir e o que resta, é apenas o processar de uma cadeia que se inicia com a nossa primeira mudança, o nascer da vida.

Acordar

- Vá lá, vamos a acordar!

Digo para o meu umbigo escondido entre as pantufas e o pijama dos "irmãos metralha" debaixo dos lençóis, ou não fosse o programa mais animado da manhã, "comer torradas e beber um black coffee", "ronronar na cama à procura de um espaço quentinho, até que se faça tarde... bem tarde, e lembrar que os "só mais 5 minutos" ficaram a dormir faz uma hora, e que ainda falta vestir, lavar, correr para o carro e gritar de buzina em punho com os automobilistas que parecem tartarugas no meio da cidade.

- Vá lá, vamos mas é dormir.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Domingar

Não sei se é do Inverno que este ano está muito rigoroso, não sei se é de o ar estar diferente, se é por se ouvir o mar ou o grito das gaivotas, das camadas de sono que me pesam nos olhos nesta manhã triste, que sabe a mau humor e a café branco porque se fosse preto tinha energia suficiente para animar "a malta". Não sei realmente. 
O que sei é que as segundas são um dia da semana, que chega depressa e que se vai embora devagar, mas se reflectirmos bem, o facto de estarmos tão chateados com a segunda, foi porque pelo menos tivemos um Domingo, um Domingo familiar, um Domingo de "nichts tun" (não fazer nada), um Domingo rabujento...enfim, um Domingo perfeito.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Espaço e tempo

Dar espaço ao tempo e dar tempo ao espaço.
Espaço para respirar, para sentir, para viver intensamente o tempo que a vida nos reserva, num pequeno ou num grande espaço. No tempo e no espaço, quem sabe se de transição, entre esta ou outra coisa, entre um lugar ou outro, entre um tempo que faz e o que o tempo vai fazer. Confuso? Nada disso.
Para se perceber, tudo o que é preciso é dar tempo ao espaço e dar espaço ao tempo... porque afinal o tempo é o que fazemos dele num determinado espaço e o espaço é apenas o local onde passamos o nosso tempo.

Reflexão

Olhar em frente e cruzar o caminho com alguém, dar-lhe abrigo no nosso coração, partilhar memórias, anos, momentos, e depois deixá-la partir.... faz parte da condição humana a chegada e a partida, mas parece que apesar de estarmos preparados para a chegada, a partida é sempre mais dura...
As palavras de hoje são para uma pessoa muito especial que partiu para sempre faz agora um ano. Enquanto tiver energia no cérebro será lembrada para sempre, numa fotografia, numa voz ou imagem guardada, porque a memória que vive em nós está sempre mais perto do sentimento de quem chega do que quem parte.
Helena para sempre Helena.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nada de deixar para amanhã...


É amanhã, é amanhã que vamos começar tudo o que devíamos ter iniciado ontem, mas que por ainda ser hoje o melhor é deixar para amanhã.

Reflexo

Olhamo-nos ao espelho e vemos a complexidade do que não somos, confundido pela simplicidade do que realmente somos no reflexo da nossa aparência.

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...