sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

The Cove

Hoje é sexta-feira (dia de feira), já se nota no trânsito ou não tivesse apanhado no caminho mais tractores do que habitual, já se sabe. Mas voltando ao tema, não queria falar no tempo, mas é inevitável, parece que vai estar de chuva (que novidade) e que vai piorar no fim de semana (que novidade parte 2). Vou estar em Blackout no Sábado e Domingo, não precisam de desatar já a chorar, fica a promessa que volto na segunda, ao que parece eu e o bom tempo. O melhor é começarem a tirar as toalhas de praia e os fatos de banho das gavetas. Pensando melhor, é melhor aguardar mais uns meses até que o corpo esteja mais direito… Ver artigo sobre "Salva da morte pelas banhas".
Enquanto se contorcem de desespero pelas minhas Catirolices sugiro uma ida ao cinema, de preferência a cinemas longe das enchentes dos centros comerciais, ainda é possível, ainda existe esperança (e não é na SIC ) "Piadinha sem piada".
Deviam ir ver The Cove. Uma produção impecável e corajosa do Director Louie Psihoyos mais a sua equipa destemida de activistas, cineastas e mergulhadores de elite que conseguiram imagens impressionantes sobre a matança de golfinhos na cidade de Taiji, no Japão. Para terem uma ideia, e porque pessoalmente sou bastante sensível a esta questão, por ano são mortos 23 mil golfinhos e botos no Japão, sem contar com os que acabam por ser capturados e enviados para parques de entretenimento pelo mundo.

Este documentário/filme aprofunda a denúncia deste crime ambiental, choca a opinião pública e desvenda as mentiras contadas pelo governo Japonês para tentar justificar a caça dos golfinhos e das baleias, já ganhou vários prémios e é um forte candidato aos Óscares de 2010. Está fabuloso, e não posso contar mais...

E sim, desta vez podem comprar um balde de Pipocas.


Let's look at the trailer

 

Salva da morte pelas banhas - A mulher protegida pelas gorduras extra vai desistir de fazer dieta (media capital- Díário IOL)

Aqui está a notícia que todos queríamos ouvir.
A partir de agora esqueça a dieta dos 365 dias e 464 noites, os sacrifícios de cozinhar e não petiscar, os km no ginásio,… enfim esqueça. Depois de conhecer esta história a única coisa que vai querer fazer mesmo, É NADA.

Hoje vamos falar de uma notícia que nos leva a concluir que, ter um pneu (zinho) ou (zão) é muito "fashion", pois não só é uma forma de realçar o desempenho e a aparência do seu veículo, neste caso da sua silhueta, mas também porque esta roda larga, de marca desconhecida, salva vidas. Não acredita? É verdade, foi o que aconteceu, no Sábado passado, a uma residente de Nova Jérsia de 35 anos. A gordura abdominal da americana Samantha Lynn Grazier amorteceu o golpe de uma bala, disparada por um polícia de elite em missão num bar.

Samantha Lynn Grazier foi salva da morte pelas próprias banhas. Um «milagre» que contribuiu para o fim da dieta da residente de Nova Jérsia. Que conveniente!
Pois é, a partir de agora a únicas doenças que ela pode esperar da sua condição, são, para começar incluindo diabetes tipo 2, doenças do coração, pressão alta e enfarte, depois e clinicamente falando, vários estudos nesta área, já provaram que a obesidade está directamente relacionada com o aparecimento de certos tipos de câncer. Homens obesos têm maior probabilidade de morrer de câncer de cólon, recto ou próstata. Mulheres obesas têm mais hipóteses de morrer de câncer de mama, útero e ovários. Mas, o que são as doenças que advêm essencialmente de um comportamento alimentar incorrecto, comparadas com a hipótese de sair num Sábado à noite para ir beber um copo a um bar e estar lá um polícia de elite em missão, que manda um tiro e que acidentalmente nos atinge? Não tem comparação, nem comentário possível. A única coisa que ouso dizer é que:

Muito sinceramente, não sei se preferia ser baleada, ou de ser conhecida em todo o mundo como sendo salva pelas minhas banhas. É muito mau.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Isto sou eu mais o meu esgotamento nervoso.

Meia hora, é o tempo que falta para a meia-noite, do meio-dia, do meio tempo, que a meia hora do dia não soube aproveitar porque ainda faltava meio minuto para “dar corda aos sapatos”. Foi então que um gato matreiro viu a “cena” da corda, e desatou a desatar o nó invisual que a corda tinha, e de tanto tentar, ganhou um duplo par de sapatos para as suas quatro patas que viviam no seu bebedouro de porcelana chinesa, comprado na Feira do Relógio, naquele dia em que começou a chover e que desde então nunca mais parou, mas! Disse a Raquel Caruço à minutos, parece que a culpa é do Sócrates que não quis deixar saír o SOL. Faz sentido! Não fosse o meio minuto mal aproveitado, enrolado com a meia hora do dia, do meio tempo da meia hora, do tempo que falta para a meia-noite do meio-dia.

Entendeste? Mas sabes que mais? Que se lixe. Temos todo o tempo do mundo para ler e voltar a reler.












Workaholics ou Fatherholics?

Crescer nas Creches
Quase um terço das crianças portuguesas passa mais de nove horas por dia nas creches e a esmagadora maioria ocupa parte do tempo a ver televisão em jardins-de-infância.
Segundo um estudo da DECO hoje divulgado. por © 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A

Este estudo espelha bem a sociedade de hoje, em que as nossas crianças crescem em espaços fechados a olhar para uma janela aberta, mas que é fechada ao exercício e ao convívio no ar livre, nos tempos em que tínhamos as mães em casa e brincávamos na rua. Bem sei que os perigos de hoje são maiores e que os espaços livres deram lugar aos espaços de betão, mas ainda assim, é um problema de mentalidades. Chegar a casa, depois de um dia difícil e ter uma criança a rir, a chorar, a implorar por atenção:
 -“Mas porque é que já não está a dormir?”

Poucos são os pais que “desligam” o interruptor dos problemas e dedicam alguns minutos aos seus filhos, é mais fácil ligar a TV no Canal Panda, ou deixá-los jogar na Play Station:
 -“Assim sempre podemos usufruir um pouco do sofá”.

Ter dinheiro para alimentar a família, mas não ter tempo para degustar o prazer de se ser pai. De dar amor, atenção e carinho. É esse o preço que se tem de pagar para ter uma casa, um carro, um pouco de vida? Agora escolha!
Não. Não é uma questão de se optar por uma coisa ou por outra, isso é apenas uma desculpa para o que não se faz. Creio que pode e tem que existir um ponto de equilíbrio; podemos ser workaholics mas não podemos ser fatherholics? Não. O que penso é que com um pouco de bom senso e de boa vontade, da sociedade em geral e de cada um em particular, podemos ser, por algumas horas, apenas trabalhadores eficientes, e pais atenciosos e carinhosos a tempo inteiro, mesmo nas nove horas, enquando as nossas crianças estão a crescer nas creches, longe de nós, sem manias ou exageros. Uma coisa é certa, podemos trocar de trabalho, mas não podemos substituir o nosso filho. Ou será que sim?

Estar presente, mesmo na ausência do momento, para que o momento presente não seja mais um motivo de ausência.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Um em cada quatro jovens franceses com 17 anos fuma


Ao ler as notícias de hoje chamou-me à atenção uma campanha Francesa antitabaco, sob o lema “Fumar é ser escravo do cigarro”.
Uma campanha normal não fosse as imagens polémicas, onde se vêm jovens simulando um "fellatio" com um cigarro na boca.

Ao que parece o objectivo desta campanha não é estimular o sexo em vez do tabaco, nem ensinar como se fazem as duas coisas ao mesmo tempo. Penso que não, até porque todos sabemos que aquele acto, que no uso comum tem o nome semelhante ao de um acessório, (ou jóia) decorativa projectada para ser presa no vestuário, e cujo nome de "broche" está educadamente proibido, não pode nem deve ser visto como um abuso sexual, é feito normalmente por duas pessoas, de livre vontade, muitas vezes como um estímulo, ou como o acto sexual em si. Faz parte da relação humana, quer se goste, se faça ou não. A verdade é que está clinicamente comprovado que fumar mata, e que fazer sexo oral seguro não. Por isso esta junção fará mesmo sentido? Não haveria outro caminho de prevenção?

Uma coisa é certa ao primeiro dia da campanha o objectivo já foi cumprido, chamar a atenção dos jovens. A questão que se coloca a seguir é que é interessante.
A campanha é contra o quê mesmo?

Opinião dos entendidos
«Com o cigarro, somos submetidos à pior das submissões, à pior das escravidões. Procuramos a imagem chocante mais emblemática disso. A felação é o símbolo perfeito da submissão»,
Defendeu Marco de la Fuente, vice-presidente da agência BDDP, que realizou a campanha antitabágica.

«é escandaloso associar o vício do fumo à sexualidade, fazer um paralelo entre uma droga nociva e o desejo sexual. A conotação de violência sexual é inadmissível. É uma campanha sexista»,
afirma Florence Montreynaud, Presidente da associação feminista Chiennes de Garde

Liberdade

Rio de Janeiro
Poderei correr algum risco de publicar isto aqui, não sei… mas sou livre para o fazer.

Liberdade?? Afinal o que é a liberdade, nasci num país livre, não conheço, felizmente, outra condição mas se reflectirmos melhor a questão mantém-se. Seremos realmente livres? Somos livres de escolher, de escrever, de dizer, mas, e se inconscientemente formos conduzidos pela comunicação social, pelos prescritores, pela família, pela sociedade, pela política, pelo mundo,… não teremos de alguma forma a liberdade condicionada por escolhas que julgamos fazer, mas que nos indicaram, implantando ideias no nosso cérebro? Vejamos um exemplo simples. Quero ir para um lugar mas só existem dois caminhos, eu posso escolher é verdade, mas se só existem dois caminhos terei que seguir um, e onde fica a minha liberdade de escolha? Fica limitada a uma opção de duas. Certo? Não. Claro que não! A diferença é que eu também posso escolher não ir. Confuso? O que eu quero dizer é que a consciência de cada um é a liberdade de cada um, ser livre é ter autonomia e espontaneidade, é o que qualifica a independência do ser humano, livre de submissão, de servidão.
É dar a si mesmo as regras de serem seguidas autonomamente. Kant.


Riso


Estudos científicos indicam que o riso exercita e relaxa a maior parte dos músculos, incluindo o coração, as artérias e os pulmões. Sacode o corpo da cabeça aos pés, numa dança erótica e sensual. UAU!!

Por isso a proposta de hoje é:
Olhar em frente para o dia e sorrir. Sorrir do sol, do cão que fez chichi na roda, da escorregadela que demos ao descer as escadas, do piropo da vizinha que vai sempre despejar o lixo à hora de sairmos de casa, mesmo sabendo que o piropo é para o nosso carro, mexer os musculos da face e criar rugas de expressão de tanto o fazer, sem pensar em mais nada, parvejar de tanto rir e rir de tanto parvejar, enfim RIR A FUNDO PERDIDO.

Nota. Não vale tomar substâncias alucinógenas para aumentar o efeito.

Aqui vai um estímulo natural:
O que é que a manteiga diz para o pão quente?
Quando passo por ti derreto-me. AH!AH!AH



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Let's just breathe...


Sair a correr como se o mundo fosse acabar agora, sem ter tido tempo de tirar as pantufas e de de dizer às pessoas de quem se gosta muito, que se gosta muito!

O que custam as palavras que não precisam de saber a nada? Nada. Desde que a verdade do sentimento traduza o que aparentemente não tem tradução. De explicar que este tempo, que é só nosso, dura uma eternidade, enquanto nos estivermos a abraçar, no recanto da lareira da sala com as pantufas calçadas, um pouco antes de nos encontrarmos do outro lado e sentir que a brisa que corre, é apenas o vento que entra e sai quando lhe apetece, e que nos leva as lágrimas que entretanto começaram a cair, por não termos tido tempo de chamar o sol.

Let's just breathe...Stay with me.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Língua Materna


Desde 21 de Fevereiro de 2000 que se comemora este dia Internacional, da Língua Materna com o objectivo de promover a diversidade linguística e cultural. No mundo estimam-se que existem quase 6000 línguas faladas, mas cerca de metade está à beira de extinção. Neste ranking Portugal não entra uma vez que ocupa sensivelmente o 6º lugar da lista de idiomas mais falados no mundo.
Não nos lembramos, porque é natural e intuitivo, mas cada vez que falamos, ou escrevemos, estamos a promover a nossa língua materna, por isso, convém que haja mais atenção, ao que se diz e como se diz, ou com tantas abreviaturas, com tanto facilitismo, qualquer dia o Português correcto, o que conhecemos, deixa de existir, dando lugar a qualquer coisa parecida com uma língua desordenada, com miscelâneas de palavras que não se consegue perceber muito bem como e em que contextos apareceram, se vieram de canoa, de parapente…

We Never Know, let’s look at the trail que a mama já vem aí para cuidar da garina, tá-se? (sem tradução)



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Flashfoward

Falar ou não falar, dizer algo que justifique o que aparentemente não tem justificação, mas que se analisarmos bem tudo tem uma explicação racional, e a constituição diz que todo o ser humano é inocente até que se prove o contrário, ou não? A constituição diz, já a opinião pública... temos dúvidas.
Não sei se foi com esse pensamento que o primeiro-ministro ontem foi apresentar as suas três verdades durante quatro minutos e meio; devo confessar que não vi, aliás tenho dúvidas sobre quem terá visto. Creio que à hora do comunicado deu-se um FlashFoward, ou foi isso, ou então estava a dar um jogo do Benfica.
Não! Creio que se deu mesmo Flashfoward. (Um misterioso evento global faz com que todos ao redor do mundo desmaiem simultaneamente durante alguns minutos).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Afinal quem é que se esqueceu de fazer o jantar?

O clube joga o povo pára! Pára o pai, a mãe e o filho aos gritos no sofá de tanta emoção. Durante duas horas, mais coisa menos coisa, ninguém tem fome, frio ou sede. Não existem problemas, questões, nada. Tudo assume uma cor estupidamente estonteante e bela, como se tivessem fumado “umas brocas” inalado uma “brown-shugar”, or something else. Depois acaba, ouvem-se gritos de alegria e gritos de desgosto, dependendo do resultado.

O jogo acabou. O filho rebola e o comentador desportivo faz as habituais perguntas óbvias e desnecessárias.

No meio da confusão entre o que acontece no estádio pelos olhos da televisão e em casa pelas sobrancelhas da realidade, a mãe, cansada e irritada de duas horas de pura euforia, a precisar de libertar o stresse acumulado, porque não dá para partir mais uma televisão, e também porque os jogadores estão longe demais, desprende toda a sua repulsa e ira no pai, que está ali mesmo ao lado, a um insignificante sopapo de distância, a ouvir as palavras desnexantes e incongruentes dos técnicos e dos jogadores.
O pobre homem é agredido iniciando um choro compulsivo, provocado não pela dor física do ataque, mas pela dor psicológica que a violência provoca.

É então que no meio de tanta confusão o comentador faz pela primeira vez uma pergunta, no real sentido da palavra.

Afinal quem é que se esqueceu de fazer o jantar?


Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...