terça-feira, 16 de março de 2010

Quando… o dia do pai é todos os dias

Quando isso acontece, dá-se uma reacção química muito estranha. A insignificância de um significado preso numa palavra, com 3 letras, para explicar ao mundo algo que não tem explicação. Sem conotações comerciais, sem publicidade, ou apelo ao consumismo. Coisas simples que geram relações complicadas. Mas não interessa, porque na verdade o que importa saber, é que na maior parte das vezes, um abraço, é simplesmente um abraço.

Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai.
(Sigmund Freud).

Todos deveríamos ter um pai, mas essa utopia só seria realizável se não fossemos todos seres humanos, logo susceptíveis de amar e de magoar...
Para todos os que tiveram ou já foram filhos, mesmo sem um pai, aqui fica uma música, de Rock puro e duro para desfrutarem.

A Agricultura é a minha Loucura By “ Picã Tumilho”
A lavoura está de rastos
Digo eu com ironia
Os fundos foram bem gastos
O sacho é uma alegria

A onda de ter carrão
Sempre me passou ao lado
Deram-me um bruto tractorão
E tornei-me o rei do gado

A Agricultura
É a minha loucura

Ofereci alguns presuntos
Ao gajo das papeladas
Tratou de todos os assuntos
Eu aqui de pernas cruzadas

Não compensa ser discreto
Quando toda a gente o sabe
Com o resto do projecto
Fui de férias para o Algarve

A agricultura
É a minha loucura
Mas que censura!

segunda-feira, 15 de março de 2010

One beautiful place - Arrábida

Às “Bezes” (à moda do Puerto carago), as palavras sem nexo são piores que uns pés sem sapatos, não por causa dos odores que emanam, mas porque magoam ao caminhar por entre os seixos.
A Comissão executiva da Arrábida candidata-se a Património Mundial. 
Este é um dos sítios mais belos de Portugal, a mistura da serra com o mar e as suas águas cristalinas e transparentes formam o quadro de uma paisagem de perder a respiração. Quem já teve o privilégio de atravessar a serra a pé consegue perceber  a originalidade da paisagem, que se deve não só às suas características naturais mas também à remota humanização destes espaços, que de uma maneira geral se foi desenvolvendo em harmonia com o ambiente natural. O conjunto de acidentes de relevo que constituem a cadeia Arrábida, inclui elevações como as Serras de S.Luís, Gaiteiros, S.Francisco e Louro, atingindo o mais elevado expoente com a Serra da Arrábida, de constituição calcária, local onde se verifica o contacto com o mar.  

Nesta candidatura a comissão executiva, vai apostar na valorização das tradições, das festas religiosas a presença humana e as diversas actividades, da pesca à agricultura, à pastorícia e ao trabalho com a pedra, não com a expressão que têm hoje as pedreiras, mas com a expressão dos antigos canteiros, pretendendo levar a candidatura a uma abrangência que não terá só a ver com o Património Natural.

Mas não se iludam os apoiantes desta causa porque esta será uma candidatura difícil, na medida em que existe muito lixo pela serra, em que se continuam a ver muitos desportos aquáticos ruidosos nas praias belas e transparentes, em que no Verão, o estacionamento é feito por qualquer sítio, sem o respeito pelo meio ambiente, em que não existem infra-estruturas turísticas adequadas a quem frequenta o local, onde existe um parque de campismo medíocre, sem as condições que se exigiriam a um local tão belo. Mas a culpa é da natureza que juntou a praia e a serra demasiado perto da civilização. Depois existe também a cimenteira que apesar da sua publicidade “do plano de reflorestação”, o que se vê é pó e um buraco enorme no coração da serra, e da poluição marítima causada pelos barcos que carregam.
Enfim, tantos pontos negativos.

A Arrábida merece, por isso esperemos que se não for aceite, que pelo menos esta candidatura sirva para consciencializar, esperando que os caminhos agora traçados não sejam apenas duas linhas paralelas, caminhando lado a lado sem nunca se encontrarem e que a intenção, não seja substituída por outra palavra começada por I, e que é constantemente utilizada pelas classes que têm o poder de administrar no nosso país.

One beautiful place that I love so much – Serra da Arrábida. It’s about 500 meters high mountain chain with Atlantic Ocean on its feet…

sexta-feira, 12 de março de 2010

Amigos!?!

Quando a noite vier e a terra escurecer e a lua for a nossa única luz, não vou ter medo.
Quando o céu que olhamos, tremer e cair e as montanhas tombarem para o oceano, não vou chorar.
(Versão Pimba do Stand By Me).

Enquanto a música entrar no meu coração e eu recordar o som da amizade, nunca estarei só, porque a luz e o calor da tua amizade está sempre comigo, e com ela posso fazer replay as vezes que me apetecer.



http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2539741
(Uma nova versão do Stand By Me, fabuloso)

Extravagâncias

O tempo passa a uma velocidade feroz, mas que na maior parte das vezes é um incógnito silêncio de trepidação ocular, enquanto isso tique, taque, os ponteiros do relógio sentam-se tranquilamente à espera do jantar, sem ninguém para lhes servir um prato de minutos e segundos.

E de falamos afinal?
Extravagâncias! Já se viu, tão desnecessárias como ir a uma consulta de miminhos e ser mal atendido.
Ainda no outro dia falava dos professores, que não bastava tirar um curso, ou ter boas notas, que as pessoas com essas profissões deviam fazer primeiro um curso de vocação. Falei dos professores, (ver catirolas de 18 de Fevereiro, post "Aprender") agora falo dos médicos, por experiência própria e com motivo de comparação. Pela falta de tacto e de psicologia para lidar com os pacientes, pela falta de humildade e humanidade. Aliás, defendo mesmo em qualquer profissão, a importância do Q.E. (coeficiente emocional), face ao Q.I. (coeficiente de Inteligência), porque em qualquer empresa existem pessoas, que entre muitas coisas são movidas pelas emoções, e chegar até elas, é uma forma inteligente de se ser profissional, ou não?
"Hacer que los otros se sientan bien es parte del liderazgo" Daniel Goleman

E de falamos afinal?
Extravagâncias! Já se viu. Falamos de um arrumador a tentar arrumar carros num parque vazio e à espera que lhe paguem, porque arranjou um lugar nos 1000 que estavam vagos. Não é uma tara, não é uma embirração, mas recuso-me a pagar dinheiro por uma ocupação desocupada, alimentada pelo medo de nos estragarem o carro. Inconscientemente, o que nos fazem é um crime, porque estamos a ser coagidos a pagar algo, em troca do quê? No mínimo poderei justificar a presença útil de um arrumador quando os lugares estão cheios e ele arranja um…. Agora quando estão vazios, ou até quando o parque é a pagar…. É caso para dizer “Onde para a Policia”? Porque pactuamos com um acto criminoso? Não podemos.
"A intenção oculta do crime é já o próprio crime." (Juvenal).

E de que falamos afinal? “Extravagâncias”, finalmente. Falamos de um livro de Rosie Thomas, que já não é recente, 2008, e que conta a história de três mulheres actuais que chegam à universidade de Oxford, repletas de sonhos e de esperanças e quando partirem nada será igual. Um livro sobre a essência do amor que conta a história da Helen, tímida, discreta que trilha o caminho da autodestruição entre carros velozes, álcool e drogas, a Chloe, sedutora e segura de si, que abandona um carreira em ascenção para se envolver obsessivamente por um professor universitário mulherengo e sedutor, e Pansy, herdeira rica, que ambiciona ser actriz e que está apostada em provar que é mais do que um íman irresistível para a multidão de homens que a rodeia. Este livro conta a partilha destas três mulhers de uma vida inteira de emoções e uma amizade muito especial. Uma leitura suave. Um romance ligeiro, sem grandes criticas literárias, uma leitura apenas para descontraír.

Bom fim de semana, de preferência a ler numa praia ao sol, sem arrumadores por perto ou médicos snobes. Em plena extravagância intemporal, porque do nada também se tira algum prazer.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sorriso

Pies para que los quiero si tengo alas pala volar (frida Kahlo).

Tentei descobrir alguma coisa doce para me alegrar o dia. Os teus pés quentinhos, mais uma hora de sono, 45 minutos de hidroginástica, uns miminhos da “Quiquinha”, que na linguagem animalesca significam 10 miaus seguidos, mas nada parecia surtir efeito. Um dia não, não tem que passar essencialmente pela síndrome pré-mestrual; Um dia mau, só o é, se deixarmos que isso nos afecte psicologicamente, os obstáculos são sempre ultrapassáveis. Verdade?

Consequência: Olhei para o relógio, vesti-me ASAP (as soon as possible) desfolhei o magazine, liguei o PC (personal computer) e recebi um SMS, a mensagem anónima falava do Festival de Animação de Lisboa, a 10ª edição que começa hoje e prolonga-se até dia 21. Dez dias de pura animação contando com a participação das maiores figuras nacionais e internacionais. Este ano o país homenageado é Portugal, o programa é vasto e bastante interessante.
Vão espreitar o site oficial, mas aviso já que está cheio de monstros e monstrinhas. http://www.monstrafestival.com/2009/

Quando acabei de ler a mensagem, de passar os olhos e os dedos pelo site do Festival, de telefonar aos amigos a combinar o programa para hoje à noite, eram 14h29. Eis que então surgiu algo estranho, algo saborosamente incontornável, apareceu no rosto e por lá ficou o resto do dia. Não sei muito bem explicar o que era, mas tudo indica que tenha sido um sorriso.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quase Primavera

Afinal quem disse que a Ópera tem que ser sempre uma tragédia?

Num simples olhar consegues perder-te no desespero do silêncio das palavras por vomitar, enquanto as cervejas apodrecem no frigorífico, porque os lábios estão demasiado molhados e a sede e o desejo demasiado distantes. Tudo porque as gargantas fecharam-se ao mundo num voto de castidade e que nada tem a ver com a Lei Seca, mas que em tudo se coaduna; e enquanto não mudares o olhar, nunca mais será dia 21 de Março, no calendário e Primavera na Estação.

O sol de hoje vem lembrar que a Primavera está quase a chegar, mas ainda falta uma montanha de águas tranquilas, e um copo de árvores encorpadas, porque vão ao ginásio dos Bengalins (não confundir com Bengalis, habitantes de Bengala) todos os dias, exercitar os seus galhos e ramos fortes, nas máquinas de treinar as asas.
Enquanto isso, as borboletas, de penteados com cortes geométricos e linhas suavizadas, com movimentos delicados e perfeitos, procuram actualizar-se sobre as tendências da moda para a próxima estação. São elas, muitas transparências, cores e estampados, roupas feitas com tecidos de organza, musseline, chiffon de seda e que exaltam a sensualidade, ao mesmo tempo que dão um ar vaporoso aos looks. Muito romantismo para inspirar e expirar, os dias de voos tranquilos e distantes. Laços, flores e delicadas rendas para saltar de nenúfar em nenúfar, juntamente com os tons suaves que acalmam o vento num dia de brisa mais forte. As dobras e pregas e os babados para dar volume às suas asas frágeis e os drapeados com referência ao estilo grego, acrescentam sofisticação, leveza e suavidade. Tendências que contrastam com um estilo mais futurista, composto por peças rígidas e estruturadas e looks monocromáticos (sejam lá o que forem), para aqueles que gostam de se afirmar, mesmo no mundo dos insectos.

E enquanto as Borboletas, olham as tendências da moda e se decidem pelo guarda roupa, ouve-se um leve sussurrar, uma música vinda do “Lower East Side” of New York City, tocada por uma banda punk cigana, multi-étnica, Os Gogol Bordello. http://www.gogolbordello.com/
A mensagem frenética, condiz com a chegada da Primavera, dura, violenta, mas muito desejada.



terça-feira, 9 de março de 2010

PEC - Pequenas Extravagâncias Curriculares

Pedir a mão e receber o braço, dar duas voltas à cintura e amarrar a tua amizade às calças de cetim, compradas na House of Bijan, em Rodeo Drive, antes de caírem, não de fome mas de esquecimento.

Mas afinal o que é a HOUSE OF BIJAN?
Vendendo cada par de meias a 50 dólares e os fatos a 50 mil dólares, a House of Bijan é a loja mais cara do mundo.
O proprietário é o iraniano Bijan Pakzad, estilista de roupa masculina e fragrâncias que nasceu em Teerã, mas imigrou para Los Angeles em 1973. Fundou a sua boutique em Rodeo Drive, Bevery Hills em 1976.
Ao longo do tempo foi afirmando a marca e somado clientes exclusivos provenientes de todas as partes do mundo.
Steven Spielberg, Vladimir Putin, Bill Clinton ou George W. Bush (um dos mais entusiastas) frequentam esta luxuosa loja, instalada em plena Beverly Hills e que pode ser visitada apenas com hora marcada.
Ao que parece o nosso primeiro ministro José Sócrates também a visitou, na altura em que andou a tirar o curso de Formação Para PEC (Pequenas Extravagâncias Curriculares). Mas para que conste o comprou apenas um par de meias e só para ter o seu nome na vitrine da loja, junto de outras celebridades. Afinal o que é importante é promover Portugal no mundo.
Business, Senhores Jornalistas, just Business.

Glossário: PEC ou Pequenas Extravagâncias Curriculares são medidas aprovadas pelo governo e que visam combater a despesa e aumentar a receita pública e que também podem ser vulgarmente conhecidas por Programa de Estabilidade e Crescimento.

segunda-feira, 8 de março de 2010

desta vez o ÓSCAR vai para…

Segunda-feira, o melhor dia da semana. 
O melhor dia para falar dos acontecimentos que marcaram o fim-de-semana.

Podia começar por falar de desporto, mas parece que o tempo de antena vai sempre parar a uns homens mais ou menos musculados, com pernas jeitosas a dar pontapés numa bola. Por isso, falemos então sobre a reunião extraordinária do governo, para discutir o (PEC) Programa de Estabilidade e Crescimento, e ligamos o conjunto de medidas ao facto das povoações de Lezirão, no concelho de Azambuja, e de Reguengos do Alviela, em Santarém se manterem isoladas devido à subida dos caudais da bacia do rio Tejo. Porque no fundo ambas as notícias estão a meter água.
Depois, podia continuar e falar 4 páginas e meia e mais dois parágrafos sobre Bullying, mas este assunto já está mais que batido e rebatido, dedico-lhe apenas uma frase de silêncio. Assim, face aos temas que restam, parece que desta vez o ÓSCAR vai para…

A noite dos Óscares.

Para quem gosta de ir ao cinema, e gosta de acompanhar este acontecimento, ontem foi mais uma noite de passadeira vermelha.
O grande vencedor foi The Hurt Locker (Estado de Guerra).
Ainda não o vi, mas a critica diz que é um filme, real, sobre a guerra no Iraque e o desmantelamento de minas e armadilhas.
Dizem que é um filme notável, com a estética da câmara à mão, nervosa e trepidante, ao estilo quase documental, com zooms rápidos e montagem energética. A guerra é uma droga. O desmantelador de armadilhas é um toxicodepente que necessita da sua dose de adrenalina diária.
Desta noite de cinema, aplausos também para o filme/documentário “THE COVE”, que já tinha referido no “Catirolas do dia 26 de Fevereiro” e que ganhou o prémio de melhor Documentário.

Mas aqui fica a lista completa dos premiados:

FILME: Hurt Locker
REALIZADOR: Kathryn Bigelow
ACTOR PRINCIPAL: Jeff Bridges
ACTOR SECUNDÁRIO: Cristopher Waltz
ACTRIZ PRINCIPAL: Sandra Bullock
ACTRIZ SECUNDÁRIA: Mo'Nique
ARGUMENTO ORIGINAL: Em Estado de Guerra
ARGUMENTO ADAPTADO: Precious
ANIMAÇÃO: Up
FILME ESTRANGEIRO: El secreto de sus ojos
DIRECÇÃO ARTÍSTICA: Avatar
FOTOGRAFIA: Avatar
GUARDA-ROUPA: A Jovem Vitória
DOCUMENTÁRIO: The Cove
CURTA DE DOCUMENTÁRIO: Music by Prudence
MONTAGEM: Em Estado de Guerra
MAKE UP: Star Trek
BANDA SONORA: Up
CANÇÃO: The Weary Kind
CURTA DE ANIMAÇÃO: Logorama
CURTA DE FICÇÃO: The New Tennants
MONTAGEM DE SOM: Em Estado de Guerra
MISTURA DE SOM: Em Estado de Guerra
EFEITOS VISUAIS: Avatar

Para finalizar, desenganem-se aqueles que achavam que hoje iria falar do Dia Internacional da Mulher, não acredito que tenha de existir um dia dedicado a uma causa, penso que todos os dias são dias haja força de vontade e talento.




sexta-feira, 5 de março de 2010

O Limite é a imaginação de cada um.

Caros leitores, como já devem ter reparado é quase fim-de-semana e por isso é tempo de usufruir de algum tempo livre. Esqueçam o trabalho, as tarefas domésticas ou as compras da semana. 
A “Catirolas” sugere, para lá da leitura dos artigos deste maravilhoso Blogue:

O Festival Internacional de Chocolate em Óbidos
Para quem ama o chocolate acima de tudo, pode aproveitar e ir visitar este festival. O único inconveniente, é o "chocolate" de gente que vai encontrar, pois estima-se que todos os anos, cerca de 200 mil pessoas, visitem o certame. Qualidade de oferta, inovação, diversidade de actividades à parte, este evento começa a ser um pouco elitista, uma vez que a entrada são 7,00€ (pouco acessível aos bolsos de uma família com um rendimento baixo), é caso para dizer que o chocolate também começa a ser um luxo, que só alguns podem usufruir.

Quem não gosta de chocolate, vive em Lisboa e tem os bolsos vazios, aqui está uma ideia original proposta pelo Teatro Maria Matos. 9 horas de actividades com entrada livre, para reflectir sobre o tempo e o seu impacto sobre nós, e que, entre outras, oferece aos jovens a possibilidade de verificar como funciona um relógio de grande dimensão e desafia, através de um atelier de fotografia, os mais crescidos a tentarem ‘apanhar o tempo’ e fixá-lo numa – ou várias – fotos, neste espaço também estará uma ex-presidiária que partilhará com os espectadores a sua experiência – sobre a passagem do tempo. Uma programação vasta que ainda conta com 58 convidados, dois filmes e uma exposição. As oficinas, a serem partilhadas entre pais e filhos da parte da manhã, e durante a tarde com ateliers para adultos, estão disponíveis das11h00 até às 20h00.
Sem dúvida um domingo diferente.

“Correr sem parar”
Última dica também a custo zero. Para quem não gosta de chocolate e vive em qualquer parte, porque não seguir o exemplo do nosso primeiro-ministro e fazer um Jogging familiar, com a máxima “É preciso estar em forma senão comem-nos vivos”. Não sei muito bem o que ele quererá dizer com esta frase. Quem será que anda a querer "comer" o nosso charmoso primeiro-ministro? Aí a Malandra, não me digam que é uma das Manelas!!
Considerações e sugestões de actividades à parte, o que podem fazer no fim-de-semana só tem como limite a imaginação e a vontade de cada um. POR ISSO MEXAM-SE!

Ainda bem que existe um mundo para além do mundo.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Escutar ou não escutar.

Enquanto te rebolas no chão à procura de bolas de pêlo para cobrires as patitas, meu coração bombeia o sangue de forma a que circule no corpo, não ouves o som?

A Comissão de Ética, Cultura e Sociedade que está a avaliar a liberdade de expressão em Portugal, ouviu ontem a Jornalista Manuela Moura Guedes, um pouco menos loira e com menos maquilhagem do que o habitual.

Verdade ou mentira, a “Manela” atacou em todas as frentes, desde Jornalistas, assessores do gabinete do primeiro-ministro, vários elementos do Ps, e até a policia Judiciária e o Rei de Espanha não escaparam às suas explicações sobre o “esquema” de controlo dos Media.
Uma verdadeira máfia à maneira Italiana, não estivéssemos em Portugal, e as coisas não se resolvessem com o diz que disse.

Elações e conclusões inconclusivas à parte, a verdade é que existe um novo vírus em Portugal chamado as escutas e ao que parece não atinge só os políticos. Atinge o vizinho que ouve a vizinha aos gritos quando faz amor com o marido, todos os dias às 4 da manhã, a colega do trabalho que vai sempre buscar café à mesma hora para ouvir com quem estamos a falar. A mãe que ouve a atrás da porta a conversa do filho com os amigos, e por aí fora. Enfim, não temos culpa, ouvimos porque uma orelha humana normal pode distinguir cerca de 400.000 sons diferentes, porque podemos ouvir desde o som de um mosquito numa tarde silenciosa de verão, ao de um avião a jacto que aparece a voar no céu. Então, como nascemos com este dom, temos que escutar para dizer e dizer para escutar. Certo?

Elações e conclusões inconclusivas à parte, ou se houve ou não, uma tentativa de controlar os media, a verdade é que o jornalismo pouco imparcial da Manuela Moura Guedes, tornou-se, na minha opinião, a certa altura um bocado irritante dando até pouca credibilidade às noticias apresentadas, parecendo um Big Show Jornalístico das sextas-feiras à noite, algo que não dava mais para escutar.



quarta-feira, 3 de março de 2010

Cada uma de nós

Ler a receita e não segui-la, amassar a massa, fazer o bolo e comê-lo numa só dentada, sem ter medo de ficar engasgado e de cuspir as migalhas para o mundo em forma de palavras.


Cartaz soviético de 1932.
 Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha."
 Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"

No dia 8 de Março comemora-se o Dia das Nações Unidas para os direitos da Mulher. A data foi adoptada em 1975, e visa lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas ainda estão sujeitas por este mundo.

Este dia tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos.
Actualmente essa luta continua a existir, luta diária contra o “machismo” económico, politico e social, que ainda está muito enraizado no "Homem", como ser humano, independentemente do sexo, ainda que com uma melhoria significativa.
As mulheres actuais lutam por salários e promoções iguais aos do homem, lutam por melhores condições de vida, lutam pelo sofá da sala, pela delegação da cozinha, por carros com maior cilindrada, pelo direito ao orgasmo, pela sua masculina feminilidade… enfim, lutam pela igualdade em todos os campos, vilas e cidades.

Para comemorar este dia, o DN, em conjunto com a revista Nova Gente, vai apresentar no Sábado, uma escolha feita pelos portugueses das 5 mulheres mais influentes de Portugal. O “Catirolas” destaca:
As nossas mães, pelo carinho de estarem sempre presentes.
As nossas avós, pela sabedoria, por nos guardarem os ovos caseiros e queijinhos de cabra, e nos matarem de beijos quando as vamos visitar.
As nossas amigas, pelo companheirismo e cumplicidade, por nos darem a roupas que já não lhes serve, por nos dizerem que estamos mais magras e belas, (mesmo que não seja verdade).
As nossas colegas de trabalho, que por nos quererem tirar o lugar fazem-nos manter os níveis elevados de desempenho e rigor, e nos despertam a ambição e por fim...
As Ex. dos nossos homens, por lhes terem dado motivo de comparação, e por lhes terem ensinado que o amor, é algo que só nós lhes podemos dar.

A imprensa escolhe 5 personalidades, O“Catirolas” destaca, eu tu e ela.
Premeia cada uma de nós, com este pequeno Post.

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...