segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Papel Higiénico

Primeiro vieram as folhas das plantas: Folhas de couve, alface, eucalipto, etc..., Houve em tempos até quem utilizasse pedras redondas para o efeito, ou quem nada usasse. Depois começaram a aparecer as folhas dos jornais... que depressa evoluíram para os guardanapos e destes para o papel de folha dupla, tripla. Perfumado; Com textura suave e macia, de várias cores e tamanhos. Finalmente achou-se que estava na altura de se utilizar papel reciclável, mas agora surgiu uma notícia que diz que o papel higiénico reciclado tem bactérias nocivas para a saúde e que não deve ser utilizado para esse fim.


Sei que parece estúpido perder tempo a escrever algo sobre o papel higiénico, mas a verdade é que este é um dos papéis, que mais importância tem na nossa vida, mas que por ser tão comum e tão banal, facilmente passa despercebido... faz parte das necessidades básicas do ser humano, da sua higiene. E se há lugares do mundo onde este é um bem escasso e de grande valor, ainda assim, existem cidadãos altamente qualificados e integrados na sociedade de países desenvolvidos que não sabem dar-lhe o uso adequado, ou qualquer uso mesmo.


Imagem: Internet

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Todos os dias

Todos os dias vês o mar a mudar de tonalidades, e não ligas.
Todos os dias te consolas nas palavras de um amigo, e não lhe dás a importância devida.
Balanças-te na corda do saber procurando subir cada vez mais alto e não lhe encontras relevância.
Contas aos miúdos histórias que ensinam a sonhar e não sorris tanto quanto podias.
Um dia....vais aprender da forma mais dura que só damos importância ao que temos, quando já não o temos.
Não faças isso -  Enjoy the moment.










Imagem: Internet

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A busca interior.

Enquanto procuro inspiração para os dias de transpiração que se avizinham.



 Buena Vista Social Club - Veinte años
¿Qué te importa que te ame,
si tú no me quieres ya?
El amor que ya ha pasado
no se debe recordar

 Fui la ilusión de tu vida
un día lejano ya,
Hoy represento el pasado,
no me puedo conformar.

Si las cosas que uno quiere
se pudieran alcanzar,
tú me quisieras lo mismo
que veinte años atrás.

Con qué tristeza miramos
un amor que se nos va
Es un pedazo del alma
que se arranca sin piedad

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Figuras estilosas

A linguagem é o modo como operacionalizamos a nossa língua. É através dela que conseguimos perceber o sistema de vida de alguém. Uma força, da qual se obtém ganhos, vantagens políticas, económicas e sociais.

Não sei muito bem se o Carlos Queiroz, independentemente da sua prestação profissional e cláusulas contratuais, foi vítima de uma metáfora, ou de uma metonímia. O certo é que, cada vez mais, o que se opina por aí, muitas vezes não passa de uma hipérbole, em que cada um pensa, mas mais grave ainda, diz o que quer à sua maneira, sendo que a realidade é um show dos acontecimentos com impacto na personalização e na espectacularidade da nossa vida onde falamos todos do mesmo, mesmo nada.


Glossário:
Metáfora: figura de estilo que consiste em usar um termo ou uma ideia com o sentido do outro com o qual se mantém um relação de semelhança.
Metonímia: figura de estilo que consiste no emprego de uma palavra em vez de outra devido a uma relação de continuidade existente entre elas.
Hipérbole: figura de estilo que consiste no emprego de termos exagerados, ampliando a verdadeira dimensão das coisas

Imagem: Internet

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pois é, se não sabe o que fazer ao velho sutiã lá de casa...

Ao que parece agora é possível  usar esta peça de roupa, numa plantação de melões, impedindo assim que os frutos fiquem caídos.
De acordo com  o "Daily Telegraph", Rowie Meers a britânica inventora desta forma caricata de cultivar melões, tem contado com a ajuda de inúmeras mulheres que sensibilizadas para o problema, lhe têm mandado os seus "velhos amigos", companheiros de longa data, afinal tudo em nome da reciclagem e da qualidade fruta.

Fonte da noticía: Daily Telegraph














quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Serviço Público à hora de ponta

Hoje acordei assim, estou naqueles dias do mês, não nesses que estão a pensar, mas nos outros em que a língua afiada solta cá para fora toda a maturidade de um dia mal passado.


Passada a fase inicial do Magalhães parte II, tudo se começa a compor, o guichet fecha às 16h00, fazer uma chamada esclarecedora sem passar de um departamento para o outro, é impensável, sem contar com a música das “quatro Estações” de Vivaldi, ou de uma qualquer rádio da moda.
20 Minutos e 3 segundos depois, somos atendidos, mas parece que mais uma vez atracámos no local errado. O serviço que pretendemos fica 5 degraus acima da paciência, mas não vale a pena ir lá agora, que é hora de almoço… ainda assim e do outro lado da secretária, talvez haja tempo para pintar as unhas, ou para telefonar à Maria a perguntar qual a sua receita de emagrecimento precoce das banhas acrobáticas.
O que vale é que à tarde humanamente tudo funciona melhor, a comida tem um efeito neurocirúrgico; já mecanicamente, os computadores parecem todos querer bloquear à hora do expediente.
E a porra da mulher com a senha azul que não desiste, está mesmo decidida a dar trabalho à funcionária dos serviços de reclamações. Que canseira!
Olha de soslaio para o mapa atrás das costas, inconscientemente o ciclo vai-se fechando, faltam precisamente 366 dias e mais algumas horas para a reforma; já estaria no descanso, não fosse o Estado e as suas novas regras. E enquanto isso somos todos vítimas do atraso dos serviços dos quais a nossa vida depende.

A falta de profissionalismo, é uma doença instalada, e não existe milagre tecnológico que a cure, apenas a vontade de cada um de dar o seu melhor.


Imagem: Internet

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O consumismo da educação

Setembro chegou, e para além das características temporais que personificam este mês e dos aniversários que preenchem a minha agenda, este é o mês que todos os pais temem.
Depois de terem gasto o subsídio nas férias, é agora tempo de virar a página do calendário, fazer contas à vida e colocar os filhos na escola.

Tudo conta no orçamento familiar, são as matrículas, as mochilas, os livros, o material escolar, as actividades extracurriculares, a alimentação, as propinas, as mensalidades, os ténis da moda, o casaco de marca, as calças fixes, enfim...e tudo aquilo a que os pais foram habituando os filhos, muitas vezes sem poderem, alguns até acumulando dívidas, só para lhes darem o “que precisam e o que querem”.
Claro que qualquer pai quer o melhor para o seu filho, mas o melhor muitas vezes não implica dar o que é superficial, o que é fútil, o que não interessa.
Claro que não se pode generalizar, mas o que se vê por aí, e tal como acontece no Natal, é que grande parte dos pais, tentam compensar materialmente os filhos da lacuna presencial a que os sujeitam o resto do ano, no sentido real de estar presente, que a maior parte das vezes, acontece em prol da carreira profissional, ou em função da desculpa da carreira profissional, apenas optam pela via mais fácil, passar o cheque e fechar os olhos e isso não é um bom prenúncio para o amanhã.
Afinal.
"Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo."  (J. Petit Senn)
Imagem: Internet

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vida de princesa

Não sei se se trata de uma crise de idade ou de identidade, não sei se é uma anorexia restritiva de sentimentos perdidos algures entre o soar das 5 da tarde e as 5 da manhã, e um copo de água para beber.
Não sei, mas nunca estive tão decidida, tão determinada, tão segura de mim.
Sei que sou a principal, a única, responsável pelo caminho traçado na minha vida, e o que quero fazer a seguir é sempre mais e mais. É sempre uma ansiedade, é sempre um desejo concretizável, uma força imensa que brota dentro de mim, uma árdua esperança de quem consegue agarrar a vida nas mãos e com as mãos, os pés, a cabeça, ultrapassar os obstáculos, e eles são sempre muitos.
Não fosse o meu cérebro o chefe de família, o meu coração o chefe do chefe de família, e as formigas já não dormiam mais no alpendre da nossa casa. Não fosse o teu sorriso todas as manhãs, e o teu hálito a bagas de arroz e salmão com gambas e eu não aguentava nem mais um dia, prisioneira desse tempo escasso e irrecuperável.
Não posso lamentar ou rejubilar-me sobre o que fiz, tenho sempre que pensar no que quero e no que me falta fazer. Na cumplicidade e no compromisso que tenho comigo própria, porque cada vida é afinal, apenas e somente uma vida! O que na realidade é tudo.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Natureza ferida

Hoje tive um sonho, sonhei com um lugar belo e maravilhoso, uma paisagem de cortar a respiração, um amontoado de latas de várias cores e feitios, garrafas de vidro de plástico, produtos tóxicos, todo o tipo de papéis, enaltecido pelos zumbidos dos mosquitos.
Mesmo à minha beira, onde o rio multicolor se procurava juntar com o pálido azul do oceano, uma onda embriagou-me o relampejar das emoções com uma espectacular mancha negra, viscosa, misturada com uma torrente de água laranjada, despejada mesmo ali ao lado. Uma magnífica queda de água de resíduos, que mais parecia um arco-íris a sorrir numa manhã chuvosa. Creio que nenhum pintor faria melhor...
Tomar banho ali era mergulhar nas profundezas do oceano e ver as algas descoloradas, os corais pretos e acinzentados, as conchas escuras, sentir a força do mar erguendo o seu dorso portentoso e bronzear-me com a espuma negra, ver a água repleta de peixes boiando... boiando.
Quando abri os olhos desse sono inquieto, e olhei em redor, reparei que não estava no mar... não estava na praia, não estava nesse amontoado de lixo e de poluição, apercebi-me apenas que era uma tórrida tarde do mês de Agosto, não estivesse à minha frente um conjunto de árvores copadas, eucaliptos centenários, pinheiros grandiosos, e outras tantas plantas únicas e de rara beleza, e eu não estivesse a ver tudo a preto e branco. Suspirei de alívio e deixei o ar pesado, seco e enfumarado, entrar para dentro dos meus pulmões.

Imagem: Internet



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Carpe Diem

Hoje recebi uma lágrima de afecto de alguém que está longe, e retribuí com força e coragem de quem luta pela vida. Estou contigo.

Levamos demasiadas vezes a vida numa correria, tentando chegar depressa a algum lado, sem nos apercebemos que o caminho que nos engole, que nos sufoca e que nos mata, é o mesmo que levamos ao colo, que carregamos nos braços, perdidamente apaixonados. Não vem disfarçado, não vem com mentiras. É sincero, pragmático e nada ficcionário. É apenas a realidade do final de mais uma hora, de um dia, de uma semana, de um mês, de um ano, de todos os anos. É apenas o final. Não vale a pena complicar a simplicidade do momento, a única coisa que interessa e que importa, é a vida, pois é realmente a única coisa que não tem preço mas que tem imenso valor. APROVEITA-A!

Imagem: Do báu lá de casa

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Canibalismo à mesa

Hoje está muito calor, mas dizem os entendidos em matéria do tempo (sei que seria mais fácil dizer meteorologistas, mas gosto de complicar) que ontem esteve bem pior. Acredito, avaliando os “modelitos” que se cruzaram comigo pelo caminho. Homens em tronco nu, com camadas e camadas de pêlos PUBLICOS, mulheres despidas de saias compridas e tops que deixam antever um pneu cheio de potencial para a salsicharia do Carlos, e outras tantas aberrações visuais, enfim eu e a minha má-língua... deve ser da fome.
 E......................Porque estamos quase na hora do almoço, descobri uma notícia que fala de um restaurante inovador, o "Flimé".
Trata-se de um restaurante brasileiro, situado Guajara Mirim, na Amazónia ocidental, que vai abrir brevemente em Berlim, e que procura dadores, com vontade de doarem partes do seu corpo, para a elaboração de pratos canibais.
Este restaurante procura juntar o saber da cozinha Wari (um povo canibal da selva amazónica), com as receitas da cozinha tradicional brasileira, porque segundo o velho provérbio Wari "comer é mais que saciar a fome, contemplamos a alimentação como um acto espiritual no qual se assume a alma e a força do ser que ingerimos". Portanto, já sabe, quando se quiser ver livre de alguma parte do corpo indesejável, é só ir ao site http://www.flime-restaurante.com/, e no cadastro preencher 2 páginas com informações, pessoais e  médicas, e esperar que seja seleccionado para fazer parte da próxima ementa.

Cardápio do site:
Entradas:
- Salgadinhos: Pastéis de carne moída
- Coxinha: Coxinha de carne
- Bolinho: Bolinho de carne com molho doce-picante
- Salada tropical: Salada tropical com fatias de filet e manga


Pratos principais
- Feijoada: Feijoada tradicional com arroz branco
- Baião de Dois: Baião de dois da região
- Carne de Sol Desfiada: Carne de sol desficada com banana frita, batata-doce e aipim
- Filé Mignon Abafado: Filé mignon com molho de cebola, tomate, batata e azeitona
- Figado ao feijão mulatinho: Figado ao feijão mulatinho ao molho de manteiga
- Coxão duro grelhado à Cubana. Coxão duro grelhado grelhado à cubana, com pêssego, banana e palmito


Sobremesa
-  Munguzá. Creme de milho branco e leite de côco
- Tapioca Doce: Tapioca doce com goiaba, doce de leite e bolo de côco
- Sorvetes; Sorvete de maracujá, côco e baunilha com molho de castanha e cajú, mel, goiaba ou framboesa
- Frutas: Abacaxi e mamão fresco

Acho que depois disto vou directa para a sobremesa
BOM APETITE

Nota de rodapé
Os associados do FLIME concordam, com este, em doar para o FLIME qualquer parte de seu corpo, que será determinada pelo próprio associado. O FLIME assumirá  apenas os custos hospitalares. O associado não receberá nenhum outro crédito financeiro. A finalidade do uso da parte doada é de livre escolha do FLIME.





Fonte da Noticia: Correio da Manhã e Flimé
Imagem: Internet

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...