Apesar de andar preocupada com a horta no quintal, que lá vai dando umas couves para comer às lagartas e de andar atarefada com as teses pessoais que sou "obrigada" a elaborar diariamente por força da ocupação profissional, ainda assim, descobri através da leitura mais atenta de um artigo do jornal "Expresso", que quando em 2015 a transição para o novo acordo ortográfico estiver concluída, terei que voltar a ter aulas de português, porque não saberei mais como escrever, e simultaneamente agendar várias consultas de psiquiatria porque na minha cabeça, vai ser difícil introduzir mudanças tais como: dececionante, autorrádio, comboio e tantas outras.
Ainda não sei muito bem como vai ser, mas um blogue poderá ser uma transmissão de ideias e pensamentos diários.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
O desafio
Por vezes estamos tão compenetrados a tentar satisfazer os devaneios da vaidade do nosso umbigo, que nos esquecemos que a única coisa que nos mantém à tona, é essa jangada de vontade e de força permanente que por mais que o mar a embale violentamente nos seus braços de espuma, e as rochas lhe beijem as “Mimburras” permanecerá para sempre em terra firme, sem comprimidos para o enjoo.
Glossário:
A jangada é feita, tipicamente, com 6 paus: 2 no centro (chamados de "meios"), 2 seguintes, dispostos simetricamente (chamados "mimburas", palavra de origem tupi), e 2 externos, chamados de "bordos". Os 4 paus mais centrais (meios e mimburas) são unidos por cavilhas de madeira mais dura que a desses paus. Já os paus de bordo são encavilhados nos mimburas, de modo a ficarem um pouco mais elevados.
Glossário:
A jangada é feita, tipicamente, com 6 paus: 2 no centro (chamados de "meios"), 2 seguintes, dispostos simetricamente (chamados "mimburas", palavra de origem tupi), e 2 externos, chamados de "bordos". Os 4 paus mais centrais (meios e mimburas) são unidos por cavilhas de madeira mais dura que a desses paus. Já os paus de bordo são encavilhados nos mimburas, de modo a ficarem um pouco mais elevados.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O dia
É incontornável, por mais que se queira livrar dele hoje, é quase impossível.
É a rádio e as músicas românticas dos "Silencio quatro" e da "Rita dos sapatos vermelhos"; são as montras das lojas apelativas, com chuvas e chuvas de corações, os passatempos, as charadas, as reportagens e os programas temáticos, sempre iguais ano após ano; os restaurantes e os hotéis com as repetitivas ementas e programas mais ou menos picantes. Enfim, é o caos porque se fizermos uma análise racional, o dia de São Valentim, é o pior dia para se sair, com uma invasão extraterrestre de casais, que enchem os espaços vazios de momentos lúdicos e que curiosamente só parecem ter um dia especial, a dois, uma vez por ano.
Mas e para não dizerem que eu sou sempre a mesma criatura do contra e anti-dias instituídos deixo-vos uma receita especial para um dia diferente.
Cobra Frita:
Ingredientes:
1 Cobra preferencialmente preta (escarapão)
5 Dentes de alho médios
Sumo de limão ou vinagre q.b.
Farinha q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
Corta-se a cabeça e a ponta do rabo e esfola-se a cobra. Limpa-se, corta-se aos pedaços e tempera-se com alho picado, sumo de limão ou vinagre e sal.
Depois de algum tempo temperadas, passam-se as postas por farinha e fritam-se em azeite
Bom apetite.
Nota: Receita e imagem tirada do livro "Marvão à mesa com a tradição"
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Mulher encontrada morta em casa 9 anos depois.
Estamos presente em todo o lado, através da internet e das redes sociais, através de mapas virtuais, através de telemóveis, da televisão, e de outras tecnologias ao dispor de um dedo... temos tantos amigos, tantos, quanto o nosso servidor pode aguentar, e sei que não depende do servidor, e simultaneamente vivemos num mundo onde morremos lentamente, onde somos factualmente esquecidos e onde esquecemos facilmente; os seres de carne e osso, a família, os amigos, os vizinhos, a sociedade, a realidade. Adormecemos num sono fictício e quando acordamos para a vida, estamos provavelmente rodeados da pior morte que se pode desejar a um ser humano, a solidão. Somos esquecidos durante nove anos, e ficamos ali caídos, sem que quase ninguém dê pela nossa falta, apenas com a companhia de um amigo, leal, que morre também, talvez de fome, provavelmente de amizade e dedicação, certamente de solidão e esquecimento também. Somos presumivelmente o ser humano mais desumano que existe, mas também sei que nem sempre é assim, e nem todos o somos, porque ainda há quem acredite e se importe realmente, e nessa vontade reside a esperança.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
"Primeiro Casamento Gay na GNR"
Não sei se sou eu que estou com carências "frutículas", negligenciadas com excesso de "cafeíana", mas será que a noticia que faz hoje capa no Correio da Manhã, faz algum sentido? "Primeiro Casamento Gay na GNR", em primeiro lugar não vejo qual é a noticia, a homossexualidade é tão comum e normal hoje em dia, como a heterossexualidade, e enquanto não tratarmos assuntos como estes de uma forma banal e normal, na minha opinião, estão a ser alvo de discriminação; mas o que mais me surpreendeu ainda, foi descobrir que afinal a Guarda Nacional Republicana é na verdade uma instituição que organiza casamentos.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Programas com capacidade de vir a ter talento, às 2 da manhã, num dia de semana
Que existem talentos escondidos por esse país, é altamente provável e credível, mas depois de visionar um programa de caça talentos, cheguei à conclusão, que para além da fraca, Bárbara, eu diria até, apresentação, o talento é algo relativamente subjectivo muito pouco mensurável e paradoxal.
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| Kikinha, uma gata com talento para tirar a língua. |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Audiências na guerra
Que existe imprensa de todo o tipo, formato e conteúdo mais ou menos imparcial, já todos sabemos. Que existem diferenças notórias em relação à selectividade de algumas reportagens entre, a RTP, SIC e TVI, também já todos sabemos (pelo menos eu acho que sei). Ainda assim, confesso, que existem reportagens que pela sua qualidade me continuam a surpreender, estou a falar de uma notícia de ontem, dada em primeira mão pela TVI, sobre um feito extraordinário no conflito do Egipto, onde os repórteres, filmam um homem a ser baleado, vítima de um Sniper em acção. Devo dizer que, e infelizmente, para além da banalidade da notícia, (é um conflito existe violência, faz vários dias até, qual é a novidade?), a captação das imagens são de tão má qualidade, que poder-se ia dizer simplesmente que o homem tropeçou naquele momento, ou que foi vitima de um mosquito. O que eu quero dizer é que, já que o queriam fazer, ou menos mostravam as imagens chocantes, com o sangue e as tripas à mostra, bem ao jeito da mediocridade jornalística, sensacionalista que tanto nos têm acostumado. Que desilusão!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Guerras publicitárias
Nos 5 minutos que ontem perdi a ver televisão, e logo à hora nobre da publicidade, deparei-me com uma maratona de anúncios do tipo, grupo Gerónimo Martins, ataca indirectamente grupo Sonae e vice-versa, numa troca de cantigas e de palavras que falam de aumentos de IVA, descontos, promoções, e afins, mas que resumidamente não servem para nada.
Será que os criativos, responsáveis por estas contas, não sabem fazer melhor do que desacreditar uns e outros? Ou será que pensam que nós somos assim tão "distraídos" e que não percebemos que tudo são apenas artimanhas publicitárias, que nos levam a esquecer a lista de compras, criteriosamente preenchida, como manda a regra do anti-consumismo, para nos levar a comprar simplesmente o que não precisamos, com medo que o mundo acabe, ou não, amanhã.
Pois, a julgar pelo aumento dos lucros e de abertura de novas lojas, destes, e de outros grupos; e da quantidade de papéis esquecidos nos carrinhos de compras, provavelmente não sabemos.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Vitinho virou homem
Parece mentira, mas aquele rapazinho com ar de campónio que cantava "Está na hora da caminha vamos lá dormir", e que durante 10 anos "nos deu" as boas noites, se bem me recordo logo a seguir ao telejornal e antes das novelas, faz hoje 25 anos... o mais engraçado seria imaginar em que tipo de homem "O Vitinho" se teria transformado se tivesse havido realmente uma evolução hormonal.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sobre os cortes de financiamento ao ensino privado
Oh! Meu Deus fala-se tanto por aí de barriga cheia.
Quando eu era pequena andei numa escola que só tinha 4 classes, a primeira e a segunda da parte da manhã dada por uma professora, e a terceira e quarta da parte da tarde, dada por outra. Depois fui para a preparatória, para uma escola que ficava a 10 km de casa, e onde tinha que esperar algumas horas pelo autocarro. Na secundária também não foi muito diferente... escolas com muitos alunos, por vezes com falta de água quente e aquecimento em alguns pavilhões, com o chão a perder os tacos de madeira, e outras tantas deficiências que felizmente têm vindo a melhorar pelo país fora. Onde eu quero chegar com este discurso, é que o Estado e os contribuintes têm investido muito dinheiro para a melhoria das condições escolares, ao nível de ensino, de infraestruturas de equipamentos, e ainda bem que assim é, por isso e havendo tantas escolas publicas em condições, parece-me perfeitamente normal que o financiamento ao ensino privado seja cortado. Ainda não vi nenhum argumento forte por parte dos pais na luta por esta causa. O ensino privado é um negócio, e não faz sentido um pai ter os filhos no ensino público e como contribuinte estar a pagar para outros terem os filhos no ensino privado, na maioria só por capricho. As condições do ensino público melhoraram muito, a distância das escolas face às escolas do ensino privado andam pelos 10km, por isso não existe razão, salvo alguma excepção, para os contribuintes estarem a pagar um negócio que nem sequer pertence ao estado. E quem realmente quer que os filhos andem numa escola privada, então tudo bem, mas então que que paguem para isso, mas que paguem sozinhos e não metam o estado e o dinheiro de todos nós nessa causa.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O sorriso
Por vezes, quando pensamos estar no fundo do poço à espera de uma gota de água, eis que surge uma chuvada de beijos, que nos ergue e nos tira desse mundo, onde a "invejite" espreita a cada canto e a amizade se assume meio perdida, na distância, com a desculpa do tempo. O que se segue depois? Apenas um passeio numa "Ginga", num dia de frio, vento e de chuva, com banhos de lama, de suor e de alma, capazes de erguer um sorriso nesse dia que amanheceu cinzento e adormeceu azul.
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| Foto: Uma Ginga Especial |
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