Por vezes tentamos seguir um caminho que achamos ser o correcto e não nos apercebemos que este nos leva para próximo do abismo, onde está uma corda, forte o suficiente para nos segurar.
Não vale a pena atirarmos a culpa para os políticos, eleitos democraticamente pela maioria. Eles não prestam é um facto, mas são os que temos.
É preciso encarar os problemas como etapas de crescimento. Ok. Provavelmente não vai ser possível fazer viagens de longo curso, mas apenas passeios pedestres por um Portugal tão bonito; provavelmente não se vai poder mudar de carro todos os anos, comprar uma peça de roupa nova todos os meses para depois deitar fora; provavelmente vai ser preciso cultivar alguns legumes nas rotundas das cidades, ou nos baldios dos campos; talvez as empresas tenham que fazer, realmente desta vez, ginástica mental envolvendo todos os trabalhadores para motivar a economia, ultrapassando aquela ideia de recorrer ao estado, sempre que há momentos de crise, e nem pensar nele em períodos de grande lucro... talvez algumas famílias tenham que voltar à velha televisão dos 4 canais, em detrimento daqueles outros tantos 100 que quase ninguém vê, e tenham que voltar a sentar-se à mesa, para jantar todos à mesma hora e tenham que voltar a conversar e a ser uma família novamente, sem as distracções da massificação televisiva.
Provavelmente outras coisas piores irão acontecer num quadro como este, mas outras coisas boas também…talvez a falta de dinheiro faça realmente sobressair o que as pessoas têm de melhor e que é facilmente esquecido por uma sociedade que apenas aprendeu a consumir:
- O seu sentido de humanidade.