sábado, 10 de maio de 2014

A moda de ir a Fátima a Pé

Por estes dias, muitos são os peregrinos que se deslocam até Fátima, numa caminha de vários Km, e todos os anos aumentam o número de pessoas que o fazem. Mas será que são todos movidos pela devoção a Nossa Senhora? Claro que não, a verdade é que em muitos casos a ida a Fátima a pé, tornou-se numa moda, muito mais que uma questão de devoção. De qualquer forma o sentido mantém-se e se as pessoas por fazem por promessa, por devoção ou simplesmente porque é "giro", fazem-no porque acreditam em alguma coisa, e acreditar em algo é ter fé. 


terça-feira, 6 de maio de 2014

Uma palavra aos amigos das minhas letras

Sei que ultimamente tenho andado fugida este espaço, mas descansem que a Catirolas não está em insolvência. Para ser sincera, tenho andado a tentar arranjar coragem para escrever sobre uma pessoa que perdi...para outro lugar, alguém que não via todos os dias, mas que sabia que estava lá, que me fazia os queijinhos frescos com a palma da mão, que me fazia rir com o "remédio dos Pitos", que tinha sempre um carinho, uma palavra e uma história para contar. 
Nunca mais me irei esquecer da sua alegria, da sua ternura e essencialmente da sua magia, que fazem parte de mim e que sem dúvida me ensinaram a ser aquilo que hoje sou,... hoje é esse dia.

Até sempre A.M.






quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Silêncio da Planície

Dia 23 de Abril é o dia Internacional do Livro. Apesar da evolução dos tempos e de lermos cada vez mais o que se escreve online, em detrimento da leitura do livro físico. Os livros são e continuarão a ser, pedaços mais ou menos completos de letras, de palavras e sobretudo  de sentimentos, sejam técnicos, científicos, históricos,... ou lúdicos, porque as pessoas que os escrevem ou que "pedem" para os escrever, sendo mais ou menos letradas, são o intelecto que levam à  sua criação.   

Um livro que vale a pena ler:
O Silêncio da Planície, Maria do Céu Barradas





terça-feira, 15 de abril de 2014

Os campos de concentração da saúde

No outro dia vivi uma experiência na terceira pessoa, porque se fosse na primeira, não sei se tinha aguentado, absolutamente de outro mundo, que entre hospitais públicos e viagens de vários quilómetros, o problema de uma espinha espetada na garganta, ficou resolvido em 10h00, removida sem anestesia com uns tubos enfiados garganta abaixo. 
Desde que houve um aumento das taxas moderadoras, os portugueses estão a optar pelas urgências dos hospitais privados em detrimento dos hospitais públicos, o tempo de espera e a qualidade do serviço estão na origem dessa opção.
O Ministro da Saúde acha normal, uma concorrência saudável. 
Qual concorrência? Se o atendimento, a qualidade do serviço e o tempo de espera  não têm comparação. 
Não há sistemas perfeitos é verdade, mas aspirar a perfeição deveria ser uma máxima, ainda mais quando se trata de pessoas, de vidas humanas... uma população a caminho do extermínio e da extinção, num campo de concentração moderno a que deram nome de Urgências.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Chutos e Pontapés

Já há algum tempo que queria publicar isto aqui.
Com 35 anos de "Chutos e Pontapés", fica aqui a homenagem.
Publicado no "Correio da Manhã", 28 de Fevereiro 1999.

sábado, 5 de abril de 2014

O Apelo!

A vida muda de um dia para o outro, nada é aquilo que tantas vezes planeamos e quando pensamos que temos o "mundo controlado",  logo vem o "universo", dizer-nos precisamente o contrário. Este fim de semana vai haver mais uma campanha de recolha de alimentos promovida pela Missão Sorrisos e pela Cruz Vermelha e por uma série de voluntários onde se incluí a "Catirolas". 
Se for possível ajudar, ajudem! Nunca se sabe o amanhã e o amanhã poderá ser quando menos se espera. Agora mesmo!



quinta-feira, 27 de março de 2014

Já falaram com alguém hoje?

A evolução do mundo e a evolução natural de todos nós faz com que as proximidades e as acessibilidades virtuais e físicas, sejam na realidade e simultaneamente um processo cada vez maior de proximidade e de afastamento social.
Naturalmente mudámos a forma de comunicar e as palavras que utilizamos hoje, para comunicar uns com os outros, são na sua maioria caracteres e imagens mais ou menos abreviadas, que muitas vezes nos levam a esquecer os sons, os cheiros e o tacto do contacto humano e isto não é assim tão absurdo, se repararem tanto pessoal como profissionalmente, as chamadas telefónicas que fazemos diariamente, são uma pequena, nano porção, dos contactos que fazemos via email e o mais estranho é que ficamos todos com a sensação de que já falámos realmente com alguém hoje.

domingo, 23 de março de 2014

Demasiado optimista e sonhador para um domingo, véspera de segunda.

O mundo não é um lugar comum, tal não é as diferenças que existem em cada recanto e em cada lugar, mas o mundo tem lugares que são comuns e que apenas diferem na forma como cada pessoa interage com eles, assim como são sempre diferentes as formas como as pessoas se relacionam umas com as outras. 
...E esperar que hajam de uma forma correta, honesta, sincera, com a comunidade desse mundo, com os outros, estranhos ou conhecidos e principalmente com elas próprias, é talvez querer fazer desse mundo um lugar de lugares únicos. Demasiado optimista e sonhador para um domingo, véspera de segunda.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Dia do pai no mundo real.

Ontem foi o dia do pai. Fotos, mensagens, lembranças...mais ou menos reais e honestas, muito se disse e tudo se viu um pouco pela virtualidade a que tanto nos habituarmos, mas a verdade é que este outro mundo em que "pensamos que vivemos", não consegue superar em nada, todo o sentimento daquele abraço físico e carnal, do carinho, da cumplicidade...e que faz realmente do dia do pai o dia de qualquer filho. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Manifestação Pública "Quero Ser Tua" .

Os tempos estão difíceis...Hoje em dia as manifestações são quase uma imagem de marca da sociedade portuguesa, uma forma de contestar o que não está certo. Mas a verdade é que já se tem visto manifestações que não são mais que manobras politicas, que pouco ou nada fazem para defender os direitos dos trabalhadores e dos cidadãos e que utilizam a conjuntura e  mobilizam pessoas para um único fim, a descredibilização do verdadeiro sentido da democracia. Claro que no meio do que está menos bem, existe a honestidade e a seriedade de muitos e não podemos generalizar. Mas politiquice à parte, o que por estes dias gostava mesmo, era de ver uma manifestação pública sobre a canção que irá representar Portugal no Festival da Canção, em Copenhaga, no próximo mês de maio, mas tenho a certeza que poucos foram aqueles que acompanharam o concurso e que já ouviram a canção.
Pimbalhadas à parte, ninguém diria mas a música foi escrita e composta por Emanuel.


quarta-feira, 5 de março de 2014

Vacas magras versus vacas obesas

Ao vislumbrar as listas da "Forbes" , é curioso constatar que se para os mais ricos, os tempos de "vacas magras" são tempos de "vacas gordas", para os mais pobres as "vacas magras", são já carcaças em decomposição onde já nem os ossos se pode comer. 
As desigualdades económicas, o abismo entre os que muito têm e os que de quase nada vivem e a extinção progressiva da classe média, são uma realidade dos nossos tempos... por vezes muito se especula de como seria se houvesse a 3.ª Guerra Mundial, que tipo de armas iriam destruir o planeta, mas a realidade é que já há muito que esta guerra está a acontecer, a mais longa e a mais dolorosa, a guerra económica e social, a guerra dos que tudo têm e dos que do nada sobre(vivem). 

http://www.forbes.com/lists/




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Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...