Este é um ano para reforçar laços e não me refiro aos laços dos vestidos, ou daqueles que adornam as prendas. A verdade é que por vezes o estar longe e o querer estar mais perto, nos faz sentir que quanto mais perto estamos mais longe parecemos estar e a verdade é que estamos mesmo perto, dessa terra onde o pensar e o realizar, são tarefas de dia a dia, onde as pessoas são muito diferentes de outras com as quais as relações afectivas já estariam estabelecidas e onde o saltar e quebrar barreiras com um sorriso ou com aquilo que somos todos os dias, sem fingimento, com a naturalidade e talvez até alguma ingenuidade que nos caracteriza, não nos torna mais dignos e mais merecedores desses laços, apenas ousados e diferentes e até únicos, seja isso uma coisa mais ou menos positiva.
Ainda não sei muito bem como vai ser, mas um blogue poderá ser uma transmissão de ideias e pensamentos diários.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
Um "UNO" de muitas energias colectivas.
As eleições europeias ainda estão na ordem do dia, mas não sei se hei-de desprezar mais a falta de ideias concretas para o futuro de Portugal e da Europa, ou a nossa sociedade, na qual me incluo, pela falta de vontade em participar concretamente no que é importante para o futuro de todos.
Passamos a vida enfiados com a nossa cabeça de avestruz no buraco e quando olhamos o sol, mesmo num dia de nuvens, parece que somos invadidos por uma onda de ignorância mas ao mesmo tempo de sentido critico demasiado apurado e afinado para quem não percebe nada, mas que sabe quase tudo.
Olho em frente com uma vontade optimista e faço uma pequena reflexão por todos aqueles, que mais do que nunca correm sem saber realmente para onde vão ou para onde querem ir. Não se iludam, não vivemos sozinhos no mundo, nem nos locais mais distantes onde a solidão é um flagelo. Tudo o que fazemos como um gesto único, é na verdade um "UNO" de muitas energias colectivas.
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| Imagem: Internet |
terça-feira, 20 de maio de 2014
E na hora de votar... escolhe a tua pulseira elástica da moda
O país prepara-se para enfrentar mais uma votação eleitoral. Poucos são os que sabem as propostas concretas que os partidos apresentam e os rostos que nos irão representar no Parlamento Europeu, mas muitos são os que não querem, não procuram, nem tão pouco tem intenção de votar, nesta que habitualmente costuma ser em Portugal, a votação que apresenta menos idas às urnas.
As pessoas parecem estar de "costas voltadas com a politica e com os políticos", mas se é verdade que pelo país fora, na comunicação social, na barbearia, no café...na sociedade em geral, muitos os são os candidatos às criticas, mais ou menos construtivas, a realidade é que na hora de fazer alguma coisa pela sua terra, pela aldeia, vila, cidade, região... pelo país, nem que seja um gesto cívico tão simples como reciclar o lixo ou até mesmo votar, poucos há, que tenham mesmo vontade de fazer e de mudar alguma coisa.
sábado, 10 de maio de 2014
A moda de ir a Fátima a Pé
Por estes dias, muitos são os peregrinos que se deslocam até Fátima, numa caminha de vários Km, e todos os anos aumentam o número de pessoas que o fazem. Mas será que são todos movidos pela devoção a Nossa Senhora? Claro que não, a verdade é que em muitos casos a ida a Fátima a pé, tornou-se numa moda, muito mais que uma questão de devoção. De qualquer forma o sentido mantém-se e se as pessoas por fazem por promessa, por devoção ou simplesmente porque é "giro", fazem-no porque acreditam em alguma coisa, e acreditar em algo é ter fé.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Uma palavra aos amigos das minhas letras
Sei que ultimamente tenho andado fugida este espaço, mas descansem que a Catirolas não está em insolvência. Para ser sincera, tenho andado a tentar arranjar coragem para escrever sobre uma pessoa que perdi...para outro lugar, alguém que não via todos os dias, mas que sabia que estava lá, que me fazia os queijinhos frescos com a palma da mão, que me fazia rir com o "remédio dos Pitos", que tinha sempre um carinho, uma palavra e uma história para contar.
Nunca mais me irei esquecer da sua alegria, da sua ternura e essencialmente da sua magia, que fazem parte de mim e que sem dúvida me ensinaram a ser aquilo que hoje sou,... hoje é esse dia.
Até sempre A.M.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
O Silêncio da Planície
Dia 23 de Abril é o dia Internacional do Livro. Apesar da evolução dos tempos e de lermos cada vez mais o que se escreve online, em detrimento da leitura do livro físico. Os livros são e continuarão a ser, pedaços mais ou menos completos de letras, de palavras e sobretudo de sentimentos, sejam técnicos, científicos, históricos,... ou lúdicos, porque as pessoas que os escrevem ou que "pedem" para os escrever, sendo mais ou menos letradas, são o intelecto que levam à sua criação.
Um livro que vale a pena ler:
O Silêncio da Planície, Maria do Céu Barradas
terça-feira, 15 de abril de 2014
Os campos de concentração da saúde
No outro dia vivi uma experiência na terceira pessoa, porque se fosse na primeira, não sei se tinha aguentado, absolutamente de outro mundo, que entre hospitais públicos e viagens de vários quilómetros, o problema de uma espinha espetada na garganta, ficou resolvido em 10h00, removida sem anestesia com uns tubos enfiados garganta abaixo.
Desde que houve um aumento das taxas moderadoras, os portugueses estão a optar pelas urgências dos hospitais privados em detrimento dos hospitais públicos, o tempo de espera e a qualidade do serviço estão na origem dessa opção.
O Ministro da Saúde acha normal, uma concorrência saudável.
Qual concorrência? Se o atendimento, a qualidade do serviço e o tempo de espera não têm comparação.
Não há sistemas perfeitos é verdade, mas aspirar a perfeição deveria ser uma máxima, ainda mais quando se trata de pessoas, de vidas humanas... uma população a caminho do extermínio e da extinção, num campo de concentração moderno a que deram nome de Urgências.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Chutos e Pontapés
Já há algum tempo que queria publicar isto aqui.
Com 35 anos de "Chutos e Pontapés", fica aqui a homenagem.
Publicado no "Correio da Manhã", 28 de Fevereiro 1999.
Com 35 anos de "Chutos e Pontapés", fica aqui a homenagem.
Publicado no "Correio da Manhã", 28 de Fevereiro 1999.
sábado, 5 de abril de 2014
O Apelo!
A vida muda de um dia para o outro, nada é aquilo que tantas vezes planeamos e quando pensamos que temos o "mundo controlado", logo vem o "universo", dizer-nos precisamente o contrário. Este fim de semana vai haver mais uma campanha de recolha de alimentos promovida pela Missão Sorrisos e pela Cruz Vermelha e por uma série de voluntários onde se incluí a "Catirolas".
Se for possível ajudar, ajudem! Nunca se sabe o amanhã e o amanhã poderá ser quando menos se espera. Agora mesmo!
quinta-feira, 27 de março de 2014
Já falaram com alguém hoje?
A evolução do mundo e a evolução natural de todos nós faz com que as proximidades e as acessibilidades virtuais e físicas, sejam na realidade e simultaneamente um processo cada vez maior de proximidade e de afastamento social.
Naturalmente mudámos a forma de comunicar e as palavras que utilizamos hoje, para comunicar uns com os outros, são na sua maioria caracteres e imagens mais ou menos abreviadas, que muitas vezes nos levam a esquecer os sons, os cheiros e o tacto do contacto humano e isto não é assim tão absurdo, se repararem tanto pessoal como profissionalmente, as chamadas telefónicas que fazemos diariamente, são uma pequena, nano porção, dos contactos que fazemos via email e o mais estranho é que ficamos todos com a sensação de que já falámos realmente com alguém hoje.
domingo, 23 de março de 2014
Demasiado optimista e sonhador para um domingo, véspera de segunda.
O mundo não é um lugar comum, tal não é as diferenças que existem em cada recanto e em cada lugar, mas o mundo tem lugares que são comuns e que apenas diferem na forma como cada pessoa interage com eles, assim como são sempre diferentes as formas como as pessoas se relacionam umas com as outras.
...E esperar que hajam de uma forma correta, honesta, sincera, com a comunidade desse mundo, com os outros, estranhos ou conhecidos e principalmente com elas próprias, é talvez querer fazer desse mundo um lugar de lugares únicos. Demasiado optimista e sonhador para um domingo, véspera de segunda.
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