terça-feira, 8 de julho de 2014

O melhor das Férias é....

As férias estão aí, semana mais semana, dia mais dia, elas chegam de “carroça” devagarinho e partem de avião. Mas se é verdade que se por um lado ansiamos tanto, por esquecer a cara do colega, a voz do “Big Boss”, das rotinas, do email, ou do sabor da comida aquecida no micro ondas para poupar uns trocos; por outro, quando estamos no “tal lugar de relax”, que escolhemos criteriosamente de acordo com a cobertura da internet, não resistimos a visitar o “mundo virtual” e a colocar fotos de cada recanto mais “estúpido” do “mundo real”, para todos perceberem onde estamos e o que estamos a fazer nas nossas férias, uma realidade paralela que deturpa completamente o conceito de desligar. Mas se neste verão conseguirmos efectivamente deixar as tecnologias fechadas no armário e desfrutarmos dos momentos, então podemos dizer, a nós próprios, a única realidade que interessa, que estivemos de férias MESMO!

Foto: Internet

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Avós de netos imaginários.

Com a chegada do verão e das férias escolares, a ocupação dos “miúdos” é sempre uma “dor de cabeça” para as famílias, sem dinheiro e tempo para os ocupar em actividades próprias em tempo de férias. A opção é na grande maioria das vezes recorrer aos avós. Uma geração que conseguiu reformar-se ainda em idade relativamente jovem e que é uma mais-valia e uma grande ajuda para os pais aflitos. Uma geração que será extinta em poucos anos, pois com o aumento da idade da reforma e com o aumento dos encargos, os pais de agora avós de amanhã, terão que trabalhar mais e durante mais anos, e provavelmente não chegarão a ter muito tempo para os netos. Um problema que não teremos sequer que nos preocupar, pois com a taxa de natalidade a decair para níveis assustadores, os avós de amanhã serão apenas avós de netos imaginários.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

E se subitamente ficássemos todos sem Internet?

E se subitamente ficássemos todos sem Internet, sem blogues, sem redes sociais, sem telemóveis, sem os meios de comunicação dos tempos modernos. Será que teríamos a capacidade de voltar a saber comunicar? De encontrar um "amigo" sem atrasos, de procurar e de passar informação,  de sair da "toca" e de cultivar as relações pessoais, com as pessoas, num mundo físico, olhos nos olhos, com todas as implicações para o bem e para o mal, que existem na comunicação presencial, com ou sem sinais de fumo. Será que teríamos a capacidade de nos voltar a encontrar? 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Formadores de Opiniões positivas

Portugal é um país de críticos. Críticos do futebol, da culinária, da politica, dos direitos dos animais e das plantas, da arte, da música, da moda, enfim... é uma "profissão" com tal dimensão, que até já existem críticos para criticar aquilo que aqueles, que nasceram para criticar, criticam. 
Mas o que é mais curioso, não é o facto de se ser critico de alguma coisa, porque em bom rigor, "o especialista" em determinada área que o faz de uma forma objectiva com argumentos que sustentem o seu comentário, acrescenta valor e faz falta ao mundo. Mas o que acontece na maioria dos caso é que as "farpas" que se lançam na "praça pública", ultrapassam muitas vezes os limites da objectividade, onde dizer o que está mal, é o mais fácil e que dá mais gozo, esquecendo de o fazer com aquilo que está bem e são tantas, as coisas boas que se fazem em Portugal e no mundo e são tantas, as pessoas, que de uma forma mais ou menos anónima, se esforçam para mudar, ou fazer alguma coisa sem qualquer interesse pessoal ou profissional, que deveriam ser mais vezes, "alvos" dos formadores de opiniões positivas.



sábado, 7 de junho de 2014

A indiferença da cidade e a notoriedade da santa terrinha.

Por vezes se a vontade de fazer mais, melhor e de correr mais além, com uma visão que não nos é alheia, e muito menos indiferente à falta de capacidade de ler nas entrelinhas, nos coloca para segundo plano, vulnerável aos interesses e às vontades de "seres de pensamento superior", que em nada nos constroem e nos dignificam como profissionais. 
Então o que andamos a fazer e porque razão continuamos? 
Talvez porque temos paixão e muito gosto no que fazemos, sem obrigações, ou prémios monetários. Porque o que interessa são as pessoas de carne e osso, onde não existem estatutos ou carreiras egocêntricas, sentindo e realizando o valor e o papel que cada um tem na vida e na sociedade, ainda que questionável .Valorizando sem preconceitos ,tanto aquele que come o pão fresco todos os dias, sem nada  fazer para ter direito a ele, como aquele que o faz todos os dias sem o poder comer. "Retratos" que me lembram outros tempos e outras paragens, onde indiferença da grande cidade parece continuar a ser muito melhor que a notoriedade da santa terrinha. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A politica do futebol e o futebol com politica = 0

Não há dúvida, Portugal está em êxtase por causa do Campeonato do Mundo de Futebol. 
Já não basta todas as reportagens à volta da partida e da chegada da selecção, do que fazem, o que comem, quando vão à casa de banho. De todas as criticas de moda à volta das barbas e dos bigodes dos jogadores, de todas as teorias e estudos sobre a lesão de Cristiano Ronaldo, e agora ainda vem Passos Coelho também entrar em campo e "chutar" a bola para o Tribunal Constitucional e assim "queimar" tempo para o jogo terminar com um resultado favorável ao Governo. 
Decididamente melhor mesmo só as analogias de Bruno Carvalho sobre as quais não vale a pena teorizar.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Laços coloridos

Este é um ano para reforçar laços e não me refiro aos laços dos vestidos, ou daqueles que adornam as prendas. A verdade é que por vezes o estar longe e o querer estar mais perto, nos faz sentir que quanto mais perto estamos mais longe parecemos estar e a verdade é que estamos mesmo perto, dessa terra onde o pensar e o realizar, são tarefas de dia a dia, onde as pessoas são muito diferentes de outras com as quais as relações afectivas já estariam estabelecidas e onde o saltar e quebrar barreiras com um sorriso ou com aquilo que somos todos os dias, sem fingimento, com a naturalidade e talvez até alguma ingenuidade que nos caracteriza, não nos torna mais dignos e mais merecedores desses laços, apenas ousados e diferentes e até únicos, seja isso uma coisa mais ou menos positiva.


terça-feira, 27 de maio de 2014

Um "UNO" de muitas energias colectivas.

As eleições europeias ainda estão na ordem do dia, mas não sei se hei-de desprezar mais a falta de ideias concretas para o futuro de Portugal e da Europa, ou a nossa sociedade, na qual me incluo, pela falta de vontade em participar concretamente no que é importante para o futuro de todos. 
Passamos a vida enfiados com a nossa cabeça de avestruz no buraco e quando olhamos o sol, mesmo num dia de nuvens, parece que somos invadidos por uma onda de ignorância mas ao mesmo tempo de sentido critico demasiado apurado e afinado para quem não percebe nada, mas que sabe quase tudo. 
Olho em frente com uma vontade optimista e faço uma pequena reflexão por todos aqueles, que mais do que nunca correm sem saber realmente para onde vão ou para onde querem ir. Não se iludam, não vivemos sozinhos no mundo, nem nos locais mais distantes onde a solidão é um flagelo. Tudo o que fazemos como um gesto único, é na verdade um "UNO" de muitas energias colectivas.

Imagem: Internet

terça-feira, 20 de maio de 2014

E na hora de votar... escolhe a tua pulseira elástica da moda

O país prepara-se para enfrentar mais uma votação eleitoral. Poucos são os que sabem as propostas concretas que os partidos apresentam e os rostos que nos irão representar no Parlamento Europeu, mas muitos são os que não querem, não procuram, nem tão pouco tem intenção de votar, nesta que habitualmente costuma ser em Portugal, a votação que apresenta menos idas às urnas. 
As pessoas parecem estar de "costas voltadas com a politica e com os políticos", mas se é verdade que pelo país fora, na comunicação social, na barbearia, no café...na sociedade em geral, muitos os são os candidatos às criticas, mais ou menos construtivas, a realidade é que na hora de fazer alguma coisa pela sua terra, pela aldeia, vila, cidade, região... pelo país, nem que seja um gesto cívico tão simples como reciclar o lixo ou até mesmo votar, poucos há, que tenham mesmo vontade de fazer e de mudar alguma coisa. 
  

sábado, 10 de maio de 2014

A moda de ir a Fátima a Pé

Por estes dias, muitos são os peregrinos que se deslocam até Fátima, numa caminha de vários Km, e todos os anos aumentam o número de pessoas que o fazem. Mas será que são todos movidos pela devoção a Nossa Senhora? Claro que não, a verdade é que em muitos casos a ida a Fátima a pé, tornou-se numa moda, muito mais que uma questão de devoção. De qualquer forma o sentido mantém-se e se as pessoas por fazem por promessa, por devoção ou simplesmente porque é "giro", fazem-no porque acreditam em alguma coisa, e acreditar em algo é ter fé. 


terça-feira, 6 de maio de 2014

Uma palavra aos amigos das minhas letras

Sei que ultimamente tenho andado fugida este espaço, mas descansem que a Catirolas não está em insolvência. Para ser sincera, tenho andado a tentar arranjar coragem para escrever sobre uma pessoa que perdi...para outro lugar, alguém que não via todos os dias, mas que sabia que estava lá, que me fazia os queijinhos frescos com a palma da mão, que me fazia rir com o "remédio dos Pitos", que tinha sempre um carinho, uma palavra e uma história para contar. 
Nunca mais me irei esquecer da sua alegria, da sua ternura e essencialmente da sua magia, que fazem parte de mim e que sem dúvida me ensinaram a ser aquilo que hoje sou,... hoje é esse dia.

Até sempre A.M.






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Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...