terça-feira, 23 de setembro de 2014

National Geographic em horário nobre

A estreia da 5.ª edição da casa dos segredos foi vista por 1,5 milhões de espectadores.
Apesar dos números assustadores, a única coisa que realmente me surpreende é saber que existe tanta gente interessado em programas do género a que o "National Geographic"  já nos habituou. 
Uma dezena de animais fechados num "ambiente controlado", monitorizados, alimentados e manipulados, acompanhados por uma população, ávida de polémicas, "cusquices", traições, mentiras e de muita pornografia barata. Certamente que os "animais" escolhidos a dedo, tal ratos de laboratório, não irão desapontar e os próximos meses prometem muito, porque hoje em dia parece que vale mesmo tudo sem filtros ou limites. Valha-nos a escolha de cada um! 



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A "Geniosidade" da Catirolas

Um dos assuntos que está na ordem do dia é a campanha eleitoral para a escolha do novo líder do Partido Socialista e que teve ontem o primeiro debate televisivo, entre os dois candidatos. 
Sabendo de antemão que a politica que realmente tem interesse, para além dos problemas concretos e reais da grande maioria dos cidadão, é os jogos do empurra, do diz que disse, onde vale tudo e tudo vale para a cadeira do poder, lembrando a cada palavra não dita, que as pessoas são apenas aquilo que são, com valor real quando traduzidos em números e quando esse número vale um voto, isto sem querer generalizar ou particularizar, não sei bem porquê mas acho que aquele que tem maior probabilidades de vir a ser o próximo líder do Partido Socialista é o António. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Os banhos públicos de São Pedro

Nestes últimos dias tem chovido copiosamente um pouco por todo o país, mas ao contrário do que seria de esperar esta chuva de verão não deriva de nenhum fenómeno meteorológico ou de alguma explicação cientifica. A verdade é que depois de ver tanta gente a despejar baldes de água fria para cima da cabeça, (os banhos públicos), S. Pedro ficou confuso e decidiu ele próprio dar uma ajuda, fazendo aquilo que ele faz melhor.... chover! 

sábado, 6 de setembro de 2014

A outra face pouco oculta

A atenção mediática do processo Face Oculta não é mais que um reflexo da nossa pequena realidade. Quantas vezes já presenteámos alguém com alguma coisa com segundas intenções, ou focado em algum interesse?  
Quantas vezes valorizamos e invejamos o "Chico Esperto" em contra ponto com o "Chico Honesto"?
Varrer o lixo para debaixo do tapete é uma realidade concreta dos nossos dias, que por mais se esconda não desaparece até que a limpeza aconteça.
O que importa reter deste caso, muito mais que a dimensão da corrupção ou a eficiência da justiça é saber o que andamos a fazer. 
Que mundo andamos a ajudar a construir, em que os valores materiais parecem prevalecer, cada vez mais, sobre os seres humanos?
  

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Emoções em caldos de galinha

Num cenário próprio de um filme, em que a paisagem é apenas mais um enlace romântico de emoções e de palavras congruentes, que mais tarde que cedo nunca acabam em bem.
Aqui há emoções aos "molhes" de tudo e para tudo; o rapaz que feriu o joelho num jogo de futebol virtual, a adolescente que descobriu o amor nas dunas da praia em dia de maré cheia e de lua vazia, ou a saudade daquele abraço de quem tem tudo para nos dar sem sequer nos tocar.... EMOCIONANTE
Ligados à corrente somos finalmente aquilo que queremos ser, absolutamente nada, num lugar de destaque em que a única realidade é aquela construímos, ou que deixamos des(construir), própria das modernices da modernidade onde envelhecemos lentamente emocionados com o cheiro e o sabor de uma canja de galinha, que não nos conseguimos lembrar!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Corre(rias)

A vida é uma verdadeira correria.
Somos maratonistas, verdadeiros atletas, campeões de estádios imaginários, em que o trabalho, a família, os afazeres, são meras desculpas para dizermos que não temos tempo, para o tempo que temos, mas que afirmamos não ter. Um pouco como julgar, dizer mal, desvalorizar, menosprezar,..., o que julgamos com a nossa capacidade intelectual interplanetária saber mais que o outro, onde a generosidade, a simplicidade ou a humildade são realidades perdidas no meio desse meio tempo, em que nos dedicamos a tudo, menos ao que é realmente importante - tempo para escolher quem queremos ser nessa na nossa realidade mais ou menos livre- maratonistas de longa distância com o feudo na na barriga e o feno na cabeça. 



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Paraísos da "santa terrinha"

Quantas vezes em tempo de férias percorremos milhares de quilómetros à procura do tal paraíso acabando por ir aos lugares onde todos vão? 
Quantas vezes gastamos dinheiro e tempo em pedaços de "natureza" de roteiros massificados, demasiado fotografada, nada idílica ou natural. 
Por vezes os lugares mais belos são aqueles que estão mesmo ao nosso lado... 


Fotos: Tiradas pela Catirolas, num paraíso da zona Oeste de Portugal.














sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Vamos a banhos públicos?

Vamos a banhos públicos?
A causa até pode ser nobre, a ideia até parece ser engraçada, mas será que valerá a pena todo este "espectáculo"?
Quando a ideia é ajudar parece que tudo vale e tudo serve e a sociedade, o mundo planetário, todos nós, ansiamos por ver os desafiantes cumprirem publicamente os desafios propostos pelos desafiadores. 
Para além do perigo que representa para a saúde, um banho gelado, a questão que se coloca é o que se seguirá? Matar alguém? Saltar de uma ponte? Dormir com os leões?
Será que não estamos a "educar e a incentivar" a sociedade a seguir as acções uns dos outros, sem sequer o questionar, deixando a mensagem de que para ajudar é preciso chegar a estes extremos?
No fim de todo este espectáculo o que menos importa são os fins, que parecem em tudo e para tudo servir que nem uma luva para justificar os meios.

Cartoon Partilhado do site: http://asdcavir.com/2014/08/cartoons-banhos-publicos/#.U_cOicUj25w
By JV PINTO


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Insensibilidade humana

Nas férias é usual, infelizmente, ver-se por aí, muitos casos de abandono de animais que não cabem dentro do narcisismo, egoísmo e comodismo, de todos aqueles que querem ir de férias sem problemas e com a (in)consciência tranquila, como se um "amigo" fosse um problema,  mas a verdade é que abandono não é apenas pegar num animal e deixá-lo à beira da estrada.  Existem outras formas, um pouco mais camufladas, mas que não escapando à visibilidade da Catirolas, não me sentiria bem se aqui não as referisse. Deixá-los no quintal durante vários dias, semanas, sem limpeza, ao calor e ao frio, sem comida, ou água, sem carinho, também é uma forma de abandono. A verdade é que se não se tem condições físicas e psíquicas para se ter um animal, não vale a pena sequer tê-lo. Algumas pessoas deveriam passar por rigorosos testes de selecção antes de poderem ter um animal de estimação e de preferência feitos pelos próprios.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um dia banalmente perfeito,

Por vezes ao olhar para o horizonte pelo buraco do telefone não consigo deixar de pensar.
Que mundo este em que as pessoas são vítimas no seu local de trabalho de uma espécie de assédio moral, pela imposição de tarefas e pela ameaça constante de um futuro tão incerto como a vida, que é cada vez mais para ser vivida, um dia e apenas um dia de cada vez?
Que lugar "icónico" este em que as crianças são atiradas para "abraços de água a ferver", pelos próprios pais?
Que gente, que mundo! O que se passa com os valores, com a amizade, com o respeito e com o amor? 
Perdidamente desesperados em luta pelo desespero de uma causa com pouca casualidade, mas de muito feio efeito. Esperança que o tal dia de um dia de cada vez e que hoje é um inferno seja amanhã, com muitas repetições, um dia banalmente perfeito...365 dias por ano.    

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

À procura do paraíso

Se queremos fazer mais e melhor o que nos impede? Se sabemos que nos usam, que nos manipulam e que nos moldam ao sabor da ventania, porque deixamos?
De que serve tanta energia e coragem para ir, se o medo nos prega ao chão, com uns pregos imaginários que muitas vezes é apenas fruto de uma imaginação demasiado cultivada em campos sem estrume e sem água de uma cultura biológica radioactiva, quase impossível de vingar.

Não vale a pena andar de carro a meter a mudança errada se é para andar aos soluços pela vida...Podemos sempre fazer o caminho a pé, mesmo devagarinho, sem mapas ou direcções apenas com o coração e a intuição de se ser apenas aquilo que se é, com a certeza da incerteza, de que seja qual for o tempo e a distância percorridos, qualquer passo, é sempre melhor do que não sair do mesmo lugar à espera que um dia alguém se lembre, nos pegue ao colo e nos leve para o “paraíso”.

Foto: Catirolas

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