sábado, 7 de março de 2015

Bungee jumping

Há momentos na vida em que damos por nós abstraídos em segundos de reflexão.

Atravessar ou não a ponte e ficar na outra margem é o desafio que se coloca, numa tarefa que comporta, não apenas o ato de atravessar, mas de mudar. Mudar a vida, mudar atitudes, comportamentos...colocando em causa, toda essa existência de existir com causa, sem saber se essa causa tem realmente algum efeito. É então que no meio desse o limbo, algures entre o meio da ponte, aí que nesses micro segundos em que nos abstraímos da nossa vidinha egoísta e individualista que nasce a certeza desse mundo, um lugar que não é feito de coisas mas sim de gente, gente maravilhosa, simples e genuína, que marcam a diferença pela simplicidade de serem aquilo que são e de estarem lá, com uma presença que apesar de não se fazer notar sente-se e vive-se...basta olhar para além de estigmas, clichés ou estereótipos, com a coragem de tirar o retrato e guardar no coração. Um privilégio.

Foto: Internet


quinta-feira, 5 de março de 2015

A advinha

A noite é gelada. A lua é arrepiante. A imagem impressiona. Ela esconde-se, senta-se com vontade de não ser vista. Não há pinheiros, não há rochas, há pinhões e pedras.Camisas desfraldadas em calças sem bolsos, e bolsos sem mãos e mãos sem dedos...
"Que perfeição!" Que enlevo de monte. Adora e pasma o homem da sua vida, que não a vê, porque na realidade não está lá (o homem, não o monte), não há nada. Nem luz, nem cores, muito menos amor... apenas a dolorosa realidade. Mas sim, essa mão que se abate sobre o corpo, esse alguém que abre os olhos aos dias desse leito, quando os dias não aparecem, está lá, para reclamar a si essa alma frouxa de prantos mortuários, para lhe esculpir a face com cuspo e num gesto premeditadamente compulsivo lhe cortar o fio da vida.
O que tem? O que pensa? O que deseja? São quimeras de sentimentos, nascendo numa terra dura sem sequer lá terem sido semeadas e não é preciso ser-se um génio para DIVINHAR!

Foto: APAV


quarta-feira, 4 de março de 2015

Beber para esquecer???

Caros fãs e ou leitores mais ou menos do acaso.
Tenho andado ausente...e esta ausência poderia ter um milhão de explicações mas a verdade é que não fui avisada pelos serviços pseudo administrativos da Catirolas e entretanto esqueci-me.
Mas o que importa é que estou aqui agora... então cá vai disto.
Não sei se repararam mas toda a vez que se realiza um salão internacional do setor alimentar e bebidas, não há ministro que não apareça. Ainda dizem que não temos no governo gente com ideias e empreendedoras, capaz de levar o país para a frente e com capacidade de mostrar provando (literalmente) o que de Portugal tem de melhor... o melhor exemplo de demonstração de esforço foi o que precisamente fez o nosso Vice-Primeiro-Ministro Paulo Portas, provando nessa feira, tudo o que viniculamente Portugal tem de melhor, ou isso ou então resolveu aproveitar e beber para esquecer os últimos episódios da novela Passos Coelho.
Admirável capacidade de tanto beber.
Há tanta má língua por aí...

Foto: Cm jornal


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Os simples

O envelhecimento é um facto consumado na nossa vida, por mais que se queira ignorar, todos os dias ele está presente, faz parte de nós... mas o envelhecimento não é um posto, nem é um dado adquirido na nossa mente, ainda que por vezes o corpo nos diga o oposto.
Quantos de nós novos nos sentimos com mais idade do que aquilo que realmente temos? E quantos de nós velhos, só queremos viver, sentir e pensar a juventude, como a irreverência e a espontaneidade e por vezes até a inocência que o tempo não foi apagando com o passar das Primaveras, apenas melhorando? As plásticas, as "magias" estéticas podem até melhorar ou apagar muita coisa, mas por mais que se queira, por mais que se deseje, para lá das aparências há um mundo de coisas que não se consegue alterar. Cabe a cada um escolher como quer viver a sua vida. Focado naquilo que se quer parecer, ou no que realmente se é.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Mudanças

Mudanças... 
Abrimos a janela todos os dias e nada nos parece igual, a paisagem, o tempo, o sentimento... Mesmo naqueles lugares em que a janela dá directamente para a casa do vizinho do prédio em frente, com quem nunca falámos, mas que parece que conhecemos desde sempre, tal não é  a proximidade visual que temos dele. 
A violência e a sua magnitude ganham destaque por estes dias. Mas será que a violência que hoje reclamamos não será uma consequência de outra violência, a que em alta voz gritamos de "Liberdade", a mesma liberdade que deveria terminar onde começa a liberdade do outro? 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Tentar

Chegámos a 2015 mais ou menos sóbrios de acontecimentos.
Não há previsões ou astros que nos digam que este vai ser aquele ano, o mais certo é existirem atrocidades e dificuldades que podemos ou não ultrapassar, conforme a nossa vontade, dedicação ou determinação.
Não existem amores perfeitos, trabalhos perfeitos, amizades perfeitas, vidas perfeitas... tal como não existem dias, semanas, meses, ou anos perfeitos,... e ninguém nos garante que a perfeição nos leve à felicidade, pelo contrário, muitas vezes são os pequenos nadas imperfeitos que nos fazem felizes, por isso em 2015 tudo o que podemos fazer é tentar!
Bom ano

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal

Já é Natal. 
É tempo de reviver os momentos em família, horas de encontros e reencontros, de pausas e de partilha, "de preferência longas". Tantas quanto as conversas e os mimos trocados antes, durante e depois da ceia, "com bacalhau pois claro" e com pedaços de saudades daqui e dali... de quem já não está, de quem está longe e de quem está perto mas ausente... e assim se vai enchendo o coração, a única explicação  para o aumento substancial de calorias nesta época do ano.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Que se deixe ser a justiça a fazer a justiça..

E se subitamente... não ouvíssemos mais falar de corrupção, de branqueamento de capitais, de favorecimentos, de lavagens de dinheiro. Se deixássemos de espreitar por entre as "cortinas" à procura daquela "imagem" que mostrará o rosto que não queremos crer, mas que todos queremos ver. Se deixássemos de usar a nossa "sede de verdade", como desculpa, para mexer com tudo, em tudo.
 Julgar!
Que se cumpram as leis e que se faça justiça, mas que se deixe ser a justiça a fazer a justiça.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Lixo do Luxo


Tanto se tem falado por estes dias em honestidade.
Os vistos Gold são a prova viva de que a ganância e a vontade de fazer e de usar o poder em proveito próprio passando por cima de todos, num vale tudo e num tudo vale, daqueles que nada valem. UM LIXO!
E pensar que os "bons" exemplos acabam por vir dos homens que no exercício do seu trabalho encontraram "o Euro Milhões" e que não hesitaram em o devolver. Pessoas que levam para casa as "migalhas", a que um dia "os do vale tudo e do tudo vale, daqueles que nada valem", resolveram dar o nome de salário mínimo. UM LUXO!

 "Ao meu querido fã número um, que reclamou a ausência da Catirolas"


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O tempo que faz e o que fazemos com o tempo.

O tempo que faz não é bem o tempo que o calendário nos ensinou a querer, mas enquanto aguardamos pelo dia internacional de descer das árvores, mesmo ao lado do dia internacional de as subir (caso não saibam é o dia 28 de março), vamos aproveitando o tempo para comer castanhas e bebericar umas imperiais, em calções, porque sem darmos conta, o que nos dá fulgor à alma é a certeza de estarmos perto, de qualquer coisa nenhuma. De vivermos um pouco na incógnita daquilo que não sabemos, mas que faz todo o sentido e do que julgamos controlar mas que na verdade é incontrolável, a vida... por isso é que o tempo que faz hoje faz tão bem!

"De perto ninguém é normal", Caetano Veloso "e ao longe a normalidade é uma anormalidade óptica" Catirolas




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Amizade

Há dias assim.
Momentos de outono em que sou invadida pelo recordar do cheiro a castanhas, "quentinhas e boas" da Rua Augusta, pelos almoços em jeito de tertúlia da "má língua" na Gulbenkian, ou das ginginhas ao final da tarde em copos de vidro mal lavados. Há dias em que me faz falta a confusão do fecho de qualquer coisa grande. Da gente que usa gravata durante semana e que se veste de modo casual à sexta-feira; de um "after work" no Pavilhão Chinês e de sentir o cheiro a maresia misturado com  o óleo dos barcos que atravessam o Tejo. Tenho saudades das conversas banais no "Pulo da Cerca" e de comer um gelado "numa praia sem vento", mas o que é mais verdade é que sinto falta daquelas pessoas com quem tive uma relação grande parte da minha vida, gente citadina mas simples, puras e genuínas, que sabem como eu sou, do que gosto e como estou naquele dia, com um simples olhar. Amigos de sempre e para sempre... que apesar de estarem perto estão demasiado longe para neste momento conseguir abraçar.

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...