terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Pizza de Sócrates

Há assuntos incontornáveis, há a politica o futebol e depois há o Sócrates, não o filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, mas o "nosso" Sócrates. Igualmente famoso e igualmente estudado, sobre vários pontos e matérias: politica, sociologia, psicologia, direito e agora mais recentemente também utilizado como estratégia de Marketing de uma conhecida cadeia de restaurantes de comida italiana. 
Tudo pelo mediatismo dado à entrega da sua primeira refeição fora da cadeia de Évora, que escolheu pizza como a primeira refeição "livre".
A partir de agora a pizza de pepperoni  e extra queijo nunca mais será a mesma, no mínimo será sempre conhecida como a Pizza de Sócrates, só resta saber a que outros palatos agradará esta combinação, se mais à esquerda ou à direita, certamente que nos próximos dias não faltará debates e digníssimos comentadores de todas as áreas, para esmiuçar o assunto, mesmo um pouco antes de teorizarem sobre a que horas e quantas vezes deve ir à casa de banho. 



sábado, 5 de setembro de 2015

Analogias de politiquismo futebolístico

Esta é aquela altura do ano, em que e apesar de não estarmos ainda oficialmente em campanha eleitoral para as próximas legislativas, (ver nota) só ouvimos falar dela, de tal forma que não parece sequer ter sentido existir um período para esse efeito, um pouco como os jogos de pré-época de futebol, com a diferença de que na politica e com excepção do período eleitoral, todo o resto do tempo parece ser sempre de pré-época. E isto acontece porque em Portugal e na sua grande maioria as atenções parecem incidir essencialmente sobre dois temas, a política e o futebol, ou se preferirem como dizem os brasileiros “NO JOGO DE BOLA", que na sua essência é o mesmo: um grupo de gente a correr atrás de uma bola, que no caso da política será o poder, tentando fintar o adversário, com mais ou menos fair play, tentando agradar os adeptos, ou conquistar novos (no caso da politica eleitores), com o objectivo de ganhar. Os mesmos atletas cujos lideres (os treinadores ou os cabeças de lista dos partidos) se insultam uns aos outros, mesmo quando não estão a jogar.
E esta matéria é de tal forma importante que já se questiona o facto de os jogos do dia 4 de outubro, do Porto o Benfica e o Sporting, no mesmo dia das eleições, colocarem em causa o dever cívico de cada português e de isso fazer aumentar a abstenção do acto eleitoral. Ora, isso é absurdo, pois os cidadãos têm o dia inteiro para votar, haja vontade e consciência cívica para o fazer.




Foto: De Cartoonista português Rodrigo de Matos que venceu o Grande Prémio Press Cartoon Europe com um trabalho, publicado no semanário Expresso em novembro de passado, sobre futebol e a crise económica portuguesa,






Nota: há um período de campanha eleitoral (de aproximadamente 12 dias) em que os partidos têm direito a meios específicos de campanha, nomeadamente a tempos de antena na televisão e rádio, a espaços adicionais de afixação de propaganda e à utilização de salas de espectáculo e recintos públicos;
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Prioridades desportivas

Ontem foi dia de jogo de selecção nacional.
Portugal “parou” para ver o jogo entre Portugal e França, que a selecção das quinas perdeu (mais uma vez). O excesso de antena, os debates em cima de debates e o exagero de protagonismo que dão ao futebol é inútil e enervante. No mesmo dia em que Portugal jogou e perdeu, Nelson Oliveira, o nosso campeão nacional de contra relógio ao serviço da Lampre vence uma etapa da Vuelta 2015 (volta à Espanha em bicicleta).

Para todos aqueles que acham que o ciclismo não é duro e emocionante, e que só existe interesse no último quilómetro, deveriam ter assistido a esta etapa. 
Fantástica!
Foto: Volta a Espanha

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A teorizar sobre as férias

Verão é tempo de férias... férias... férias e férias...
Mas afinal o que são as férias?
Para muitos será certamente dias de calor, de papo para o ar, em praias apinhadas de gente, a mais de 1000 milhas do local onde se vive, onde subitamente se repara, que ao lado da nossa toalha está alguém que se conhece e que naquele momento não gostaríamos de ver ou de ser visto, em fato de banho.
É dizer que se vai descansar uns dias e levar o portátil, o telemóvel, o tablet... entre outros aparelhos que nos mantém ligados all day long, numa altura onde a prioridade deveria ser desligar.

Nestas férias... Não quero pensar, quero apenas estar.
Não me interessa para onde vou... interessa-me com quem vou e com quem vou estar.
Partilhar estrelas com as minhas estrelas!
Deliciar-me com conversas banais.
Dar abraços, cobrar amaços e respirar esse tempo de qualidade, que o tempo de férias me dá.
Foto: Alguém em período de férias... by Catrirolas


 





quarta-feira, 15 de julho de 2015

Turista acidental

Estávamos definitivamente no verão. O calor invadia a sala, melancólica de abrigar tantos rostos suados e moles. Os papéis estendidos em cima da mesa pareciam querer cair dali abaixo. "Se ou menos houvesse uma ventoinha". As cadeiras colavam-se às pernas  bronzeadas, em corpos que traduziam sessões de praia ao fim de semana. Na mente, nesses pequenos momentos em que estamos mais para lá do que para cá, persistia apenas uma ideia: Férias! 
Foi então que por momentos, esqueci as birras no trabalho, as tarefas rotineiras, as hora de ponta, a voz de alguém a zumbir no ouvido, os vizinhos mal educados e parti rumo à aventura.
Imaginei-me um turista acidental perdido num paraíso, com a mochilinha às costas, os calções a t-shirt, os chinelos, a tenda, o saco-cama, o cantil de água, a máquina fotográfica, o mapa, o repelente para os insectos e a caixa de preservativos. 
Carregado com toda esta tralha, com aquele ar de boneco desorientado estampado no rosto, passeava por entre as paisagens idílicas que me trespassavam a mente, visitava monumentos e lugares históricos, praias de areia branca, onde me embalava à noite a ver o pôr do sol e a beber uns cocktails exóticos, com gente exótica e colorida, numa mistura de frutas com vários sabores. Depois dançava numa discoteca ao ar livre, fazia amor com desconhecidas, apanhava um escaldão e gastava, em duas semanas de férias, todo o dinheiro ganho em 365 dias.
A alegria era contagiante, as fotografias ilustravam tudo: convívio, cor, amor, aventura, essa quimera de poder viver a sensação de não fazer nada, nada e nada, ainda que só por dois décimos de segundo, o tempo que dura um turista imaginário a acordar do seu sonho quando confrontado com a sensação desagradável de dor, sentida ao cair na cadeira naquela bela tarde de verão, descobrindo que afinal, férias, férias, só mesmo para o ano...

Texto: Catirolas
Foto: Internet

sábado, 11 de julho de 2015

Férias para todos

Em época de férias há milhares de pessoas em transição:
Há os de cá, que estão lá e que querem vir para cá; há os de lá que simplesmente querem vir até cá; há os de cá que querem ir para lá; e há ainda os de cá que querem ir para qualquer lugar, mas que face às dificuldades económicos não saem nem de lá para cá, nem de cá para lá, que é como quem diz não vão a lado nenhum.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Formigueiros


A idade não é um posto, ninguém sabe mais disto ou daquilo porque é mais velho, já a vivência, a convivência e já agora a conveniência e conivência que são fáceis de explicar, complicadas de ultrapassar mas muito óbvias de entender, são outro departamento, situado no limbo, algures entre o fazes falta ou vai-te embora melga
Cada pessoa é uma pessoa, e a vida é apenas uma etapa de aprendizagem constante que nem sempre é consistente. Os erros de entendimento, de julgamento, pela falta ou excesso de controle das emoções, não passam despercebidos. Ainda que as palavras não sejam efectivamente pronunciadas, a linguagem não verbal e os actos dissimulados são bem visíveis a quem tem o dom/desgraça de observar e de intuir... um "mundo" onde tudo o resto são apenas migalhas sem açúcar para as formigas, que se juntam quando lhes convém, a discutir quem afinal é o líder ou o rato.









terça-feira, 2 de junho de 2015

O que fizemos às nossas crianças?


Ontem foi o dia da Criança. Ser criança no mundo atual, é:
Viver uma vida muito preenchida, (à semelhança dos pais). É ver os pais sair a 100 e entrar a 200 e quase não ter tempo para brincar, entre a escola e as actividades extra curriculares. 
É viver uma vida social muito activa ao fim de semana, de casa em casa, de festa em festa, do amiguinho que faz anos. É dominar tudo o que é tecnologia de ponta e ficar surpreendido quando "o campo vem à cidade". É ter o comando da televisão "colado à mão" e ver um infindável programas de bonecos estranhos, e depois "consumir" todo o tipo de merchandising que o marketing para kids oferece.
Ser criança nos dias de hoje é ter pais "cools" e carradas de tios com mais ou menos laços familiares; ter tempo de qualidade passado com os novos avós/avós novos e poder alcançar uma diversidade de matérias e de descobertas com uma facilidade gigante.
Ontem foi o dia da criança. 
Os homens de hoje, mais ou menos inconscientes, transformaram a vida das crianças, o seu paraíso inocente, num mundo de pequenos adultos, esquecendo-se por vezes tudo o que uma criança é e deve ser, é apenas isso, criança....

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Primaverando

Quantas vezes pensámos em começar de novo e esse começo ficou preso ao caruncho do armário à espera de apanhar um raio de sol e um rasgo de ar, nas proporções certas.
 Está na altura de o abrir!
Quantas vezes lançámos desafios à nossa mente, vestimos a pele “de sou capaz”, e essa vontade ficou amarrada a um cliché, demasiado óbvio para ser verdade, mas que acabou por se tornar numa realidade.
Se o melhor do mundo são as pessoas por que razão a lealdade, o carinho e a sinceridade dos animais, parece mais perto daquilo que desejamos e idealizamos para um ser humano, mesmo para o mais desumano?
Crer no melhor da humanidade é o primeiro passo para a tornar humanamente animalesca, sem que isso seja algo depreciativo.
O tempo pode até ser pouco favorável, a conjuntura pode até nem ser a melhor, mas quando a vontade a determinação e a paixão pela vida persistem e a crença no mundo e nos outros, conhecidos ou desconhecidos acontece, sinceramente sentida, então a primavera reinventa-se.

sábado, 2 de maio de 2015

Os nossos abraços

Há momentos!
Em que vivo numa percepção que me faz crer que metade do que vivo é como se fosse sempre por inteiro.
Se pudesse concretizar algo impossível isso seria mesmo o tele transporte. Poder estar naquele lugar, naquele preciso momento em que toca o telefone e sentimos que do outro lado está aquele amigo que sempre admirámos, pela beleza, pela simpatia pela tenacidade e que está frágil, numa fragilidade que temos medo de não conseguir ajudar a superar... essencialmente pela distância física que se torna ela também numa linha longitudinal psicológica, porque 2 horas de qualquer lado, não é já ali, por mais que se tenha vontade de contrariar o tempo de transição. ( aquele que nos faz deslocar de um ponto a outro)
Descreve-te como pessoa? O que faz de ti aquilo que és hoje, o que és realmente ou o que aparentemente queres ser, não és tu.
Muitas vezes o que dizem ainda que não seja a verdade, não deixa de ser a tua realidade e nós como ser des(humano), temos tendência a guardar o pior das pessoas esquecendo o que elas têm de melhor. Mas eu não. Eu acredito, não "Naifemente", porque isso não existe nas quase quatro décadas de vida e vinte e tal de amizade, acredito na pessoa que és e sei que por baixo dessa carapaça de tartaruga forte, está alguém que tudo o que precisa é de um abraço forte e apertado, sem palavras, hipocrisias ou falsidades...
... OS NOSSO ABRAÇOS!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Rotinas

A rotina é uma praga que nos faz viver a vida demasiado depressa esquecendo os detalhes que nos fazem felizes.

Há aqueles que o procuram toda uma vida sem o alcançar... e há aqueles que absorvem simplesmente.... o cheiro a maresia misturado com o óleo dos barcos embalados pelo riso das gaivotas. Os passos que se cruzam em cada calçada portuguesa, bela e indiferente a cada pessoa que passa, gente que trabalha, gente que passeia, gente que vagueia, inocentes que não se apercebem que o chão que pisam são autenticas obras de arte; as vozes que se cruzam em esplanadas, miradouros e bairros típicos, onde as varinas ainda apregoam nas suas bancas e as gentes de casas com escadas difíceis sem elevador, ainda lavam e estendem a roupa à mão e os velhos se sentam nos bancos e mesas dos jardins a jogar à bisca e à sueca, indescritível! Mas é quando a noite cai e as pessoas regressam aos seus lugares que tudo se compõe, as luzes e o silêncio de umas ruas, contrastando com o movimento de outras, prostitutas, turistas ou simplesmente amantes da noite... tudo se confunde, se une e se transforma, até ao momento em que a madrugada chega e o nascer do sol no horizonte lembra que é tempo de abraçar um novo dia que está agora a chegar, sem medos, indiferente a tudo e a todos...lembrando que a vida é um tic tac constante, cuja ideia de controlo é o maior descontrolo da nossa existência. 

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...