terça-feira, 6 de outubro de 2015

E no rescaldo das eleições o vencedor foi?????

E no rescaldo das eleições o vencedor foi?????
TODOS!
Portugal à Frente, porque e apesar de ter perdido a maioria absoluta foi o partido mais votado pelos portugueses.
O Partido Socialista porque, apesar de ter perdido as eleições, aumentou o número de mandatos e de deputados, e porque o Portugal à Frente ficou sem maioria absoluta.
O Bloco de Esquerda porque aumentou o número de votos e passou a ser a terceira força politica.
A Coligação Democrática Unitária porque, e apesar de ter passado de terceira, para quarta força politica, conseguiu mais um deputado, que nas eleições de 2011.
Dos partidos pequenos, o Pessoas Animais e Natureza, porque conseguiu pela primeira vez eleger um deputado para a assembleia da república.
Também a abstenção, porque teve uma percentagem de 43,07, o que representa o valor mais elevado de sempre numas eleições legislativas em Portugal.
Para além de tudo isto, resta dizer que mesmo aqueles partidos que não conseguiram eleger nenhum deputado também ganharam, se considerarmos a lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, onde por exemplo os partidos liderados por António Marinho e Pinto (PDR) e José Garcia Pereira (PCTP/MRPP) que não conseguiram eleger qualquer deputado nas legislativas, mas por terem conseguido mais de 50 mil votos vão receber uma subvenção anual superior a 170 mil euros cada um durante os quatro anos que dura a legislatura... então quem perdeu?
Resta concluir que os portugueses foram votar para eleger novo governo, mas os partidos estiveram na rua em campanha eleitoral a esfalfarem-se para conseguir votos, muito também para garantir e conseguir o seu próprio posto de trabalho e quem os condena?


Imagem: Internet

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

..e o ÓSCAR vai para...


Depois do assunto ter dominado os últimos dias, as últimas semanas, os últimos meses, e eu arriscaria... até os últimos anos. Eis que o dia está a chegar... O dia em que os portugueses irão exercer o seu direito de voto e dar o ÓSCAR a...
 "Não se deixe enganar"... "Não vá em cantigas"... e blá, blá, blá, ataca aqui ataca ali é o que a mente retém efectivamente da campanha eleitoral, para não falar do desconhecimento quase total dos programas eleitorais (que depois de analisados pormenorizadamente, pouco diferem uns dos outros, talvez num ponto aqui ou ali, ou se o fazem, alguns são tão absurdos que parece estão a vender viagens a marte para "Tugas"). 
Mas não há que ter medo... conforme dizem os analistas, comentadores  e especialistas no assunto, no domingo tudo se sabe. Se as enfadonhas sondagens diárias estão ou não certas, e se os portugueses, talvez um pouco às escuras, dada a enorme lista de candidatos, e o desconhecimento dos mesmos... vão ou não desferir com a caneta a cruz na tão odiada mas tão desejada cadeira do poder e votar no (des)governo certo. 


Nota: Este post é resultado de uma análise exaustiva, árdua e bastante renhida efectuada através de um frenético Zapping por todos os canais de comunicação social.

 
Foto: Internet

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Um dia abananadamente (im)perfeito,

Por vezes dou por mim a fazer comparações entre modos de vida, entre a vida no campo e a vida na cidade, a vida na santa terrinha e a vida na terra santa... 

E eu pertenço a essa espécie de aves raras, que pode comparar o melhor e o pior dos dois mundos. A vida agitada da maravilhosa cidade de Lisboa e o transito infernal da aldeia. Qual transito?? Só se for um tractor a ir para o campo. Porque isto de sair dez minutos de casa, antes de ir trabalhar, sem problemas de estacionamento, e almoçar todos os dias em casa é realmente uma canseira a que uma pessoa se habitua facilmente, uma qualidade de vida superior. 
Mas nem tudo é perfeito, por vezes falta o barulho da multidão e os encontros com os amigos cosmopolitas, no final do dia:
"Comer um gelado numa praia sem vento"; jantar num  terraço desses hotéis famosos de Lisboa,que poucos conhecem"; ou beber uma jinjinha com elas, em copos de vidro enxaguados apenas com água"? ...Estar sentado num lugar cheio de gente onde "aparentemente" se cuida da aparência, mas onde na verdade essa aparência é o que menos importa. 

Foto: Internet

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

No limite

No limite...
Viver no limiar da pobreza de espírito é uma característica a que muitos assiste, mas que não tem que ser uma verdade para toda a vida. Ter coragem de ultrapassar esse "ápice de elegância" e conseguir olhar para além de...  é o desafio. 
Daqueles que se cruzam no nosso caminho, há os que vivem perto de nós, falamos com eles todos os dias, mas que são apenas duas linhas paralelas, que por mais que façam parte da nossa vida nunca nos encontram (profundamente falando, porque nada nos dizem e nada nos fazem sentir). Mas depois há os outros, aqueles que na sua maioria dos dias estão distantes, muitas vezes na distância de uma boa memória, de uma palavra, de apenas um, ou de  vários momentos, quase uma vida inteira, alguns já não neste mundo, familiares amigos, ou amigos muito familiares... 
.. mas que nos fazem viver todos os dias num tempo congelado à espera do próximo raio de sol.  


Foto: Catirolas

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Lagartas

A vida que vivemos todos os dias nem sempre é a que idealizamos, mas por vezes tem rasgos...
É na verdade um estranho dilema...que de estranho tem apenas a realidade que passa despercebida tal não é a velocidade a que vivemos...Tão depressa estamos no verão como subitamente o tempo muda, vestimos de novo os casacos, embrulhamos-nos em ideais que nos impelem a dar prendas uns aos outros, entre isso ainda votamos, voltamos às aulas, (não necessariamente por esta ordem). E quando damos por ela... já foste sem sair do mesmo lugar!..e o tempo que tinhas para plantar couves nos poucos metros disponíveis no quintal, para poupar uns euros, foi comido pelas lagartas, disfarçadas de tanta gente que anda por aí a comer, literalmente, a energia e a boa vontade genuína de quem decididamente só dedicar-se à agricultura.

Foto: Internet

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Pizza de Sócrates

Há assuntos incontornáveis, há a politica o futebol e depois há o Sócrates, não o filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, mas o "nosso" Sócrates. Igualmente famoso e igualmente estudado, sobre vários pontos e matérias: politica, sociologia, psicologia, direito e agora mais recentemente também utilizado como estratégia de Marketing de uma conhecida cadeia de restaurantes de comida italiana. 
Tudo pelo mediatismo dado à entrega da sua primeira refeição fora da cadeia de Évora, que escolheu pizza como a primeira refeição "livre".
A partir de agora a pizza de pepperoni  e extra queijo nunca mais será a mesma, no mínimo será sempre conhecida como a Pizza de Sócrates, só resta saber a que outros palatos agradará esta combinação, se mais à esquerda ou à direita, certamente que nos próximos dias não faltará debates e digníssimos comentadores de todas as áreas, para esmiuçar o assunto, mesmo um pouco antes de teorizarem sobre a que horas e quantas vezes deve ir à casa de banho. 



sábado, 5 de setembro de 2015

Analogias de politiquismo futebolístico

Esta é aquela altura do ano, em que e apesar de não estarmos ainda oficialmente em campanha eleitoral para as próximas legislativas, (ver nota) só ouvimos falar dela, de tal forma que não parece sequer ter sentido existir um período para esse efeito, um pouco como os jogos de pré-época de futebol, com a diferença de que na politica e com excepção do período eleitoral, todo o resto do tempo parece ser sempre de pré-época. E isto acontece porque em Portugal e na sua grande maioria as atenções parecem incidir essencialmente sobre dois temas, a política e o futebol, ou se preferirem como dizem os brasileiros “NO JOGO DE BOLA", que na sua essência é o mesmo: um grupo de gente a correr atrás de uma bola, que no caso da política será o poder, tentando fintar o adversário, com mais ou menos fair play, tentando agradar os adeptos, ou conquistar novos (no caso da politica eleitores), com o objectivo de ganhar. Os mesmos atletas cujos lideres (os treinadores ou os cabeças de lista dos partidos) se insultam uns aos outros, mesmo quando não estão a jogar.
E esta matéria é de tal forma importante que já se questiona o facto de os jogos do dia 4 de outubro, do Porto o Benfica e o Sporting, no mesmo dia das eleições, colocarem em causa o dever cívico de cada português e de isso fazer aumentar a abstenção do acto eleitoral. Ora, isso é absurdo, pois os cidadãos têm o dia inteiro para votar, haja vontade e consciência cívica para o fazer.




Foto: De Cartoonista português Rodrigo de Matos que venceu o Grande Prémio Press Cartoon Europe com um trabalho, publicado no semanário Expresso em novembro de passado, sobre futebol e a crise económica portuguesa,






Nota: há um período de campanha eleitoral (de aproximadamente 12 dias) em que os partidos têm direito a meios específicos de campanha, nomeadamente a tempos de antena na televisão e rádio, a espaços adicionais de afixação de propaganda e à utilização de salas de espectáculo e recintos públicos;
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Prioridades desportivas

Ontem foi dia de jogo de selecção nacional.
Portugal “parou” para ver o jogo entre Portugal e França, que a selecção das quinas perdeu (mais uma vez). O excesso de antena, os debates em cima de debates e o exagero de protagonismo que dão ao futebol é inútil e enervante. No mesmo dia em que Portugal jogou e perdeu, Nelson Oliveira, o nosso campeão nacional de contra relógio ao serviço da Lampre vence uma etapa da Vuelta 2015 (volta à Espanha em bicicleta).

Para todos aqueles que acham que o ciclismo não é duro e emocionante, e que só existe interesse no último quilómetro, deveriam ter assistido a esta etapa. 
Fantástica!
Foto: Volta a Espanha

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A teorizar sobre as férias

Verão é tempo de férias... férias... férias e férias...
Mas afinal o que são as férias?
Para muitos será certamente dias de calor, de papo para o ar, em praias apinhadas de gente, a mais de 1000 milhas do local onde se vive, onde subitamente se repara, que ao lado da nossa toalha está alguém que se conhece e que naquele momento não gostaríamos de ver ou de ser visto, em fato de banho.
É dizer que se vai descansar uns dias e levar o portátil, o telemóvel, o tablet... entre outros aparelhos que nos mantém ligados all day long, numa altura onde a prioridade deveria ser desligar.

Nestas férias... Não quero pensar, quero apenas estar.
Não me interessa para onde vou... interessa-me com quem vou e com quem vou estar.
Partilhar estrelas com as minhas estrelas!
Deliciar-me com conversas banais.
Dar abraços, cobrar amaços e respirar esse tempo de qualidade, que o tempo de férias me dá.
Foto: Alguém em período de férias... by Catrirolas


 





quarta-feira, 15 de julho de 2015

Turista acidental

Estávamos definitivamente no verão. O calor invadia a sala, melancólica de abrigar tantos rostos suados e moles. Os papéis estendidos em cima da mesa pareciam querer cair dali abaixo. "Se ou menos houvesse uma ventoinha". As cadeiras colavam-se às pernas  bronzeadas, em corpos que traduziam sessões de praia ao fim de semana. Na mente, nesses pequenos momentos em que estamos mais para lá do que para cá, persistia apenas uma ideia: Férias! 
Foi então que por momentos, esqueci as birras no trabalho, as tarefas rotineiras, as hora de ponta, a voz de alguém a zumbir no ouvido, os vizinhos mal educados e parti rumo à aventura.
Imaginei-me um turista acidental perdido num paraíso, com a mochilinha às costas, os calções a t-shirt, os chinelos, a tenda, o saco-cama, o cantil de água, a máquina fotográfica, o mapa, o repelente para os insectos e a caixa de preservativos. 
Carregado com toda esta tralha, com aquele ar de boneco desorientado estampado no rosto, passeava por entre as paisagens idílicas que me trespassavam a mente, visitava monumentos e lugares históricos, praias de areia branca, onde me embalava à noite a ver o pôr do sol e a beber uns cocktails exóticos, com gente exótica e colorida, numa mistura de frutas com vários sabores. Depois dançava numa discoteca ao ar livre, fazia amor com desconhecidas, apanhava um escaldão e gastava, em duas semanas de férias, todo o dinheiro ganho em 365 dias.
A alegria era contagiante, as fotografias ilustravam tudo: convívio, cor, amor, aventura, essa quimera de poder viver a sensação de não fazer nada, nada e nada, ainda que só por dois décimos de segundo, o tempo que dura um turista imaginário a acordar do seu sonho quando confrontado com a sensação desagradável de dor, sentida ao cair na cadeira naquela bela tarde de verão, descobrindo que afinal, férias, férias, só mesmo para o ano...

Texto: Catirolas
Foto: Internet

sábado, 11 de julho de 2015

Férias para todos

Em época de férias há milhares de pessoas em transição:
Há os de cá, que estão lá e que querem vir para cá; há os de lá que simplesmente querem vir até cá; há os de cá que querem ir para lá; e há ainda os de cá que querem ir para qualquer lugar, mas que face às dificuldades económicos não saem nem de lá para cá, nem de cá para lá, que é como quem diz não vão a lado nenhum.



Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...