segunda-feira, 20 de março de 2017

Dia de conhecer os pais


O mais curioso, o mais enigmático, o mais pitoresco,..., o mais curtido de mais um Dia do Pai é que graças ao mundo virtual, não só fiquei a saber como muitos partilharam os seus dias, as lembranças que ofereceram, ou as memórias que revisitaram, como conheci o rostos de muitos pais até então desconhecidos para mim... e isso tem muito de ternura e um gosto de Primavera.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Aquilo que juntamos, nós somos

Somos aquilo que juntamos, a frase parece demasiado feita para ser real, mas o que está para lá do que se lê nas linhas parece, parece-me, não com demasiada ironia, que há por aí uma forte obsessão de "conquista". E há tanta coisa que se perde.
A julgar por tantas atitudes e vontades parece, parece-me que o conta, não é bem a qualidade, o que importa, não é exactamente a forma ou o conteúdo, mas sim a velocidade com que se produz e mais importante, se mostra ao mundo primeiro. Será possível desbravar outros territórios? Podemos ao menos respirar um pouco?
Longe de uma memória colectiva e num entendimento mais perto da loucura do que de um sofismo., somos garantidamente..., não no sentido físico das palavras, como o entrelaçar de duas mãos, ou, no sentido poético, de um belo versar de palavras, aquilo que juntamos.
Quando conseguimos olhar para além da comida que nos servem à mesa, percebendo quem colocou a semente na terra, colheu, descascou, cozinhou, serviu à mesa e ainda teve tempo para limpar a cozinha..., um ilustre desconhecido a dar o máximo ganhando o mínimo num restaurante estrelado. Quando nos importamos, somos garantidamente aquilo que juntamos e aquilo que juntamos é amor.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Leituras Motivacionais / "Mutilacionais"


No outro dia dei por mim na biblioteca, que habita no piso abaixo do chão da minha casa, a folhear (diferente de desfolhar, tantas vezes erradamente usada no nosso vocabulário), livros que ensinam a ser rico depressa, (não confundir com procedimentos de algumas figuras, no sentido figurativo e idealmente tóxico da palavra), que nos direccionam por caminhos curtos de ascensão rápida, que nos instruem a ser bons, o máximo, os melhores, The Best e tantas outras preciosidades, que não convém revelar, pois não queremos fazer diminuir os hábitos de leitura, pelo menos não deste blogue. Mas alguém o lê?!! Sem querer generalizar e admitindo que se os tenho na biblioteca, é porque provavelmente existe um lugar para eles, e que naturalmente isso me obriga a reflectir...Cá vai disto: Os livros de auto motivação ensinam-nos a saber aproveitar as oportunidades, mas o que os livros de auto motivação não nos ensinam é que as oportunidades não nos caem no colo, que é preciso criar oportunidades para que elas realmente surjam e para que isso aconteça e sem nos darmos conta estamos a ler livros de AUTO MUTILAÇÃO|

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia da Mulher - Aqui vai disto com humor

Ler a receita e não segui-la, amassar a massa, fazer o bolo e comê-lo numa só dentada, sem ter medo de ficar engasgado e de cuspir as migalhas para o mundo em forma de palavras... aqui vai disto...

As mulheres actuais lutam pelo sofá da sala, por carros com maior cilindrada, pelo direito ao orgasmo, pela sua masculina feminilidade… 
Para assinalar esta data o "Catirolas" escolheu cinco das mulheres mais influentes de Portugal. 
As nossas mães, pelo carinho de estarem sempre presentes.
As nossas avós, pela sabedoria, por nos guardarem os ovos caseiros e queijinhos de cabra, e nos matarem de beijos sempre quando as vamos visitar. 
As nossas amigas, pelo companheirismo e cumplicidade, por nos darem a roupas que já não lhes serve, por nos dizerem que estamos mais magras e belas, (mesmo que não seja verdade). 
As outras mulheres do mundo laboral, por nos fazerem manter os níveis elevados de desempenho e rigor, e nos despertam a ambição e por fim...
As EX dos nossos homens, por lhes terem dado motivo de comparação e por lhes terem ensinado que este amor, é algo que só nós lhes podemos dar.

No dia 8 de Março comemora-se o dia das Nações Unidas para os direitos da Mulher. A data foi adoptada em 1975, e visa lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas ainda estão sujeitas por este mundo.
Este dia tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. 
Actualmente essa luta continua a existir, luta diária contra o “machismo” económico, politico e social, que ainda está muito enraizado no "homem", como ser humano, independentemente do sexo, ainda que com uma melhoria significativa.
Cartaz soviético de 1932.
 Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha."
 Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"





domingo, 5 de março de 2017

Humor negro

Amanhã é segunda feira, a primeira depois do Carnaval.
Agora que já despimos as máscaras, ou em muitos casos, as voltámos a vestir.
Concordem ou não... vale a pena refletir.

Ninguém é completamente inútil... pelo menos serve de mau exemplo.
Errar é humano, mas achar de quem é a culpa parece ser mais humano ainda.
O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.
Quem sabe, sabe e quem não sabe é provavelmente chefe de alguma coisa.
Deixar a bebida é bom, mas é bom lembrar também onde a deixou.
Existe um mundo melhor, mas é caríssimo. 
Existem três palavras que abrem e fecham muitas portas. Puxe, Empurre e (des)honestidade.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Bate-me todos os dias mas ama-me uma vez por ano.


Considerações sobre o dia dos namorados.
Bate-me todos os dias mas ama-me uma vez por ano!!!
O amor não necessita de dias específicos, quando se gosta, gosta-se todos os dias. Não vale a pena celebrar o amor num dia, quando se passa o resto do ano com intenções e acções que em nada o dignificam e não é um presente ou uma saída, naquele que é para mim, um dos piores dias do ano para comemorar o que quer que seja a dois, onde tudo é melancolicamente meloso, onde os restaurantes estão atulhados de pares, e tudo parece fútil, demasiado comercial e desinteressante, que vai colmatar uma ausência de vários dias, meses, anos de vazio, de indiferença...
Um romantismo que nada tem de genuíno e único, como o amor deve ser.
Se sou romântica? Sou.
De tal forma que comemoro o dia dos namorados todos os dias, seja 14, 21, ou 31 de fevereiro, com aqueles que residem no meu coração, longe ou perto, com aquilo que me ensinaram e que ainda estou a aprender sobre o amor e o verbo amar.

Foto: Catirolas a celebrar o dia dos namorados fora do dia dos namorados

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Ladeira

Ladeira após ladeira sem olhar para trás, sem pressentir o sol que tapava momentaneamente a lua como se quisesse deixar uma mensagem, levantou-se um ar... talvez o vento. 

Todos os dias sentimos dúvidas e pregamos certezas.
É preciso muita coragem para enfrentar as imperfeições e as desilusões. 
Porque somos tantas coisas diferentes em tão pouco espaço de tempo? De madrugada somos zombies, de manhã profissionais (in)competentes, ao crepúsculo queremos chegar a casa para sermos amantes e cuidar dos nossos filhos, um pouco antes de voltarmos a ser zombies novamente.
Porque não somos tantas coisas diferentes em tão pouco espaço de tempo? Avaliados diariamente com inveja, crítica, carinho ou curiosidade mórbida, vítimas e criminosos de um constante big brother, que pode ou não atingir-nos. Felizmente, a maior parte das vezes, tudo isso faz parte da nossa cadeia alimentar, onde podemos comer e vomitar a seguir, ou então optar simplesmente por fazer dieta, a diferença está naquilo que damos importância e que nos pode ou não realmente afetar. Aconteça o que acontecer, seguir em frente é sempre opção, seguir caminho sem esquecer que os "pés" também podem pedir desculpa e dizer obrigado. 
Desculpem esta ausência, obrigada por ainda estarem aí. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Considerações: Ano Novo! Ano Velho!



O ano novo caminha a passos largos. Daqui sensivelmente a três dias, quatro para alguns, dois para outros, depende do lugar onde se está física e espiritualmente, lá estaremos em 2017. Em jeito de balanço, 2016 foi um bom ano?

Tendo em conta o tempo que se teve, ou que não teve para realizar a vida, (parvoíce, pois temos exactamente o mesmo, essa sensação de ter ou não ter depende apenas do que escolhemos fazer). 
Querer, projectar e agir de acordo, são as esperanças, que ano após ano, depositamos no novo ano, normalmente apenas lembradas a poucos dias desse fim que antecede o inicio.
O meu ano, que ainda não acabou, foi um ano de construção, mas creio que tem sido assim sempre. Mudar, construir, começar. Nada fácil, uma luta constante entre o que desejo, com o que posso, ou realmente consigo. 
Tantas vezes me apetece desistir! Principalmente quando olho para a frente e o caminho apresenta-se sempre cheio de buracos... e nem sempre a vontade de os tapar é constante e consistente.
Se gostava que o virar de mais uma página do calendário, não fosse uma superstição, que houvesse realmente magia? Claro que Sim!
Mas tal como esse ambiente festivo onde se carrega o realizar de todas as promessas, onde se renova a vontade, eu sei que o segredo para a receita dessa magia, é sobretudo viver e agir de acordo com o acreditamos, uns dias melhor, outros pior, nessa vontade que vive em nós, independentemente do dia ou da época do ano. 
Conseguir?! Nunca se sabe onde e como fica o amanhã.
Tentar? Sim. Todos os dias. 





quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O que fizemos nós ao Natal?

O que fizemos nós ao Natal?
A poucos dias da noite da consoada, dessa reunião com os amigos e familiares mais queridos, que todos os anos nos garantem a renovação da gaveta onde mora a roupa interior:, cuecas, meias e pijamas. (Que até adoro receber, apesar da ironia).
Em contagem decrescente também o mundo parece cada vez entrar numa ordem decrescente ou decadente... cada vez mais.
Um camião que atropela pessoas, um lunático que dispara por entre a multidão, um suicida que se faz explodir... Enfim, a lista é extensa, complexa e não vale o protagonismo, mas ainda assim e no meio de tanta barbaridade, custa-me admitir e reconhecer que o mais doloroso, o que me assombra o coração por estes dias e noites, é sentir!
O que mais me magoa, não é esses danos físicos e sim o que vai diretamente a tudo aquilo com o qual não concordamos, que vivenciamos e que nada podemos fazer. O que parece difícil de apagar, ou de esquecer, são as atitudes, as ações e as vontades. O fazer o mal olhando a quem... E a poucos dias do Natal é essa imagem que fica no meu coração e que me tem feito chorar bastante, todos os dias! Muito difícil de esquecer!
Sejam bons para os outros que serão, seguramente, muito melhor para vocês!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Nuverinhando

Pela beira da estrada, nessa terra que parece inteira, mas que é repartida entre dois concelhos, outrora ligados por uma memória burlesca, uma velha arrumada ao seu bordão de ouro passa devagarinho. O arrastar dos passos não faz, ao contrário do que se poderia pensar, (a)divinhar a sua idade, nem o bordão de ouro que vai nuverinhando a sua passagem, a condição de mulher. Pobre? ou rica?
Ricos são aqueles que partiram e me deixaram aqui? Vai murmurando por entre um ladear de palavras pouco meladas. "Os ricos", no tremor da sua voz, são os parentes que vieram buscar tudo o que de valor a "velha" tinha... há muitos anos. Tantos que já se esqueceu do tempo e dos tempos das coisas. Não há dias contados, não existe Páscoa e muito menos Natal. A vida (des)enrola-se como se estivesse presa a uma bebedeira de dor eterna, onde o sossego, o silêncio da tarde quase noite e o vento que não pára por ali hoje torna mais real a sua solidão... e o vento não passa por ali há tanto tempo.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Encontros de Natal


Assim como quem espera pelas renas e pelos presentes no sapatinho, algures entre o 35 e o 36, estamos quase no fim do ano, mas antes de lá chegarmos há o Natal... 
...o que mais gosto nesta quadra,  é poder provar a quiche da Sofia, a tarte de pastel de nata e farófias de forno com leite creme da Carla, o bacalhau com natas da Sandra, o vinho da Mafalda, o frango especial da Sarita, o pão caseiro da Mena e tantas outras iguarias, de tantos amigos que me enchem o estômago de amor e me fazem subir o termómetro do açúcar, já bem adocicado pelos abraços e miminhos desta amizade, que não tem descrição... 
...o que mais amo no Natal são os encontros, com quem infelizmente ao longo do ano não me é possível estar com a frequência que desejaria e de me sentir tão amada, tão divertida... de me sentir tão especial e isso acontece sempre que estamos juntos e não apenas porque é Natal.



Kikinha em modo de festa de Natal










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Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...