quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Trabalhar na véspera de Natal é Cool


À partida poder-se-ia dizer que existe uma classe privilegiada que não trabalha na véspera de Natal... mas ao contrário do que muitos pensariam, há uma sacola de vantagens em trabalhar, em parte desse dia.. pelo menos em profissões que não exigem atendimento ao público.
Querem saber quais?
É um óptimo dia para tranquilamente fazer telefonemas ou enviar mensagens de Natal aos familiares, amigos e a toda a gente, a debitar na conta de outra entidade, que não é a nossa carteira.
Uma forma subtil de nos esquivarmos às tarefas de organizar a ceia de Natal (estamos a trabalhar, alguém tem que fazer por nós).
Há sempre alguém, que tendo pena de estarmos a "trabalhar", aparece com um bolo ou uma prenda de última hora e que nos faz fazer pausas, de cinco em cinco minutos, para confraternizar. E depois há ainda os colegas, os chefes, entre outros, (aqueles que ousam aparecer depois do descalabro da festa de Natal, em que alguma euforia da época e muitos copos a mais, desvendaram personagens e personalidades que de outra forma não haveríamos de conhecer, e que apesar dessa sensação causar muito medo, não deixa de ser algo que queremos e iremos recordar para o resto dos nossos dias laborais), essas personagens, que estão estupidamente felizes e alegres, contagiados pelo espírito Natalício ou quiça ainda pela tal festa de Natal e com quem é (alguns pela primeira vez) muito fácil de conviver.
Foto: Internet Dreamstime

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Vaidades!

Vaidades!
Seres correctos no âmago da rua da soberba.O cientista, o filósofo a modelo,..., aquele que descobriu a pólvora e a pólvora explodiu-lhe na mão.
Desejos emoldurados na sala de "estares" tu, eu e uma multidão, escondidos nas vestes pomposas dessas linhas traçadas na palma da mão.
E é silabando na vida que te julgo encontrar, diante do espelho, ou no reflexo espampanante de qualquer lugar, por breves momentos, em que corre a vida ávida de desejo por um rasgo de beleza eterna...
onde raros são aqueles que usam os pés para andar e aqueles que usam o espelho para se olharem, realmente.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O tal postal


Um pouco por todo o lado há um brilho a iluminar as ruas, que lembra que estamos no Natal. Mais um a marcar o calendário, "e pensar que ainda ontem estávamos a tomar banhos de praia e que o sol nos marcava a pele com as cores de chocolate, ou de amoras, dependendo do tipo de pele".

Mas afinal que significado tem realmente esta data que faz sobressair o melhor do ser humano, ou o pior, se tivermos em conta a confusão e o consumismo, tantas vezes desmedido e desnecessário. Significa muito pouco, quando existe uma "obrigação" de qualquer coisa, como o oferecer de  uma prenda, com receio de receber sem ter nada para dar, quando a nossa presença, não apenas no Natal, mas em muitos dias do calendário,  deveria ser a melhor prenda do mundo.
Mas nem tudo é mau, há os abraços e amassos com os amigos de longa data e com a família, as iguarias da época, a solidariedade, e ainda toda a magia e encanto que esta quadra festiva traz... fazendo sobressair o que cada um tem de melhor. Valores que valem o que valem, com mais ou menos sentimentos, mas que muitas vezes e questionando aquilo em que tornámos o Natal, me faz acreditar que ainda assim, um Natal é sempre Natal... pelo menos enquanto choverem "postais da santa terrinha" para o resto do mundo, daqueles que o carteiro entrega na velhinha caixa de correio... sem virtualidades... e o deste ano está quase a chegar.





sábado, 28 de novembro de 2015

Já que ninguém se lembra...(hu)(a)mor faz bem à saúde!

Não, não é nenhuma implicância partidária ou pessoal sobre os partidos de direita ou de esquerda, de ambos, daqueles que não pertencentes a nenhum partido, parecem tomar partido de tudo e de todos e ainda dos outros, que antes de serem partidos, já estão todos escavacados e que passam a vida a partir, a vida dos portugueses. Antes desta embrulhada politica, a única verdade, aquela que não não posso deixar de teorizar, é que: 
António Costa alinhou num governo a três e anda num carro eléctrico azul cueca. 
Muito fofinho!
(pronto ok, não é bem azul cueca... para para lá caminha)
Imagem: Internet

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Violência (in)Vertida

A televisão comanda o ritmo da vida e enquanto a bola percorre os campos de futebol e os olhos se fixam na caixinha cada vez com menos botões, não há fome, frio ou sede!
O mundo pára. Pára o pai, a mãe e o filho, mas não os gritos no sofá que acompanham toda a emoção. 
Durante o tempo que a bola rola, não existem problemas, questões, nada.
Tudo assume uma cor estupidamente estonteante e bela, como se tivessem fumado “umas brocas” inalado uma “brown-shugar”, ou como alternativa mais económica, o garrafão de tinto da taberna da esquina. 
Minutos depois, acaba o jogo na televisão e começa o jogo da vida. 
Aos pulos no sofá o filho grita, instigado pelo ensinamentos do "macho alfa" lá de casa, e o comentador desportivo acompanha essa descoordenação, com as habituais perguntas óbvias e desnecessárias. 
Nos intervalos daquilo que se passa entre a ficção do estádio e a realidade de todos os dias, entre quatro paredes, a mãe, cansada e enfurecida, a precisar de libertar o stress acumulado naquelas horas de pura euforia, porque não dá para partir mais nenhum bem material, desprende toda a sua repulsa e ira no pai, que está ali mesmo ao lado, a um, dois,...  insignificantes sopapos de distância, ao mesmo tempo que lhe grita compulsivamente ao ouvido: Quem é que se esqueceu de fazer o jantar?
Foto: internet

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Eu não faço questão

Confesso que nos últimos tempos tenho pensado e pensado e voltado a pensar numa forma de caracterizar o panorama politico dos últimos dias, especialmente de ontem para hoje,  até porque estou preocupada com o Toni Costa e da forma como ele se vai desenvencilhar como primeiro ministro e conseguir governar nesta nova realidade de esquerda, de um ódio cego que virou amor diplomático, numa espécie de swing em Bloco com a CDU à portuguesa! 
E não é que depois de tanto pensar descobri a fonte de inspiração.
É provável que nos próximos dias apareçam imagens inéditas de António Costa, a caminhar pelos corredores da Assembleia da República, com os headfones nos ouvidos.

Esquece tudo
Vem na vibe
E liberta a tensão
Abre o sorriso
Me abraça
Me dá tua mão
Só vivemos uma vez
Não vivas em vão
O tempo voa do berço até ao caixão
Essas rotinas fazem confusão
Abre a tua mente
Segue o teu coração
Se o que importa é o dinheiro e não a profissão
Diz aí meu irmão
Eu não faço questão
Não, Não, Não. Não

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Embrulhos de Natal

Tem dias… quase todos.

Naqueles dias em que dedico grande parte do meu tempo ao empreendedorismo social, (sim ainda em novembro), não abraçando aquele espírito natalício do “salve-se quem puder, chega para lá que essa prenda é minha”! Nesses dias, (especialmente nesses dias) em que não sou uma cidadã do mundo que condena ataques terroristas, (embora sim os condene), ou uma cidadã de Portugal, que se aborrece com as pérolas da política, (embora sim isso me aborreça). Nesses dias, especialmente nesses sou surpreendida, (ainda sou) por aquelas pessoas que são por si só, aquilo que esperamos delas, o que a pobreza espiritual e a falta de capacidade de estender uma mão, independentemente dos motivos, chama de NATAL antecipado!
E é nesta altura, antes mesmo de desembrulhar a prenda que ainda não foi embrulhada, que lhe devolvo um sorriso e lhe estendo a minha mão, pois todos temos o direito e capacidade de escolher o nosso caminho sem julgar o amanhã... ainda que o amanhã seja hoje e o hoje tenha sido igual ao dia de ontem.   

sábado, 7 de novembro de 2015

Feliz Natal em novembro.

Lá diz o ditado que o  "Natal é quando o homem quiser", mas por estes dias e tendo em conta que estamos no inicio do mês de novembro com 24 graus à sombra, que o frio ainda não chegou, e que a neve e as renas estão muito longe, não entendo por que razão em muitos locais JÁ É NATAL, com decorações, luzes e apelos às compras.
Será porque se gosta tanto desta época consumista? Será porque o povo está cansado do governo do desgoverno, ou do desgoverno que não forma governo, e que precisa dedicar-se a assuntos mais coloridos? Ou porque finalmente se começa agora a assumir que o Natal, é uma virose que faz as pessoas comprarem, na maioria, coisas que não fazem falta, para dar, muitas vezes a pessoas que nada verdadeiramente lhes dizem, porque é bonito, é tradição, e porque por todo o lado, as lavagens cerebrais, diretas e indiretas, nos dizem que é preciso gastar dinheiro, a economia agradece muito e por isso o melhor é começar JÁ?
Claro que todas as possibilidades são possibilidades, mas também nem tudo é assim e existe o lado do amor, do "fazer bem sem olhar a quem", da união familiar, que convém "cultivar", de preferência todos os dias do ano, não vá uma tempestade súbita acabar com a colheita, antes mesmo das sementeiras.
Porque no fim de contas, o Natal até pode ser quando o homem quiser, mas quem manda são as promoções.



Foto: Catirolas, Kikinha a preparar-se para o Natal

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Na hora em que nada muda


No próximo sábado muda a hora, a chamada hora de inverno, altura em que atrasamos uma hora, ao horário actual. 
O que poucos sabem é que esta é uma ideia que remota a 1916, e que tinha como principal objectivo poupar energia.
O “Daylight Savings Time” (DST), foi pensado para poupar velas em 1784, por Benjamim Franklin, mas só foi implementado em 1916, numa fase inicial por Winston Churchill, protagonista das duas grandes guerras, em nome da poupança de recursos.   
Interrompida durante alguns anos, a ideia voltou a ser recuperada depois da crise do petróleo de 1973 acabando por se transformar em diretiva europeia em 1981.
O que todos sabem, é que e depois da adaptação dos primeiros dias.... nada muda e a vida continua à velocidade com que cada um faz com o tempo que tem, esteja na hora de verão ou de inverno.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

E no rescaldo das eleições o vencedor foi?????

E no rescaldo das eleições o vencedor foi?????
TODOS!
Portugal à Frente, porque e apesar de ter perdido a maioria absoluta foi o partido mais votado pelos portugueses.
O Partido Socialista porque, apesar de ter perdido as eleições, aumentou o número de mandatos e de deputados, e porque o Portugal à Frente ficou sem maioria absoluta.
O Bloco de Esquerda porque aumentou o número de votos e passou a ser a terceira força politica.
A Coligação Democrática Unitária porque, e apesar de ter passado de terceira, para quarta força politica, conseguiu mais um deputado, que nas eleições de 2011.
Dos partidos pequenos, o Pessoas Animais e Natureza, porque conseguiu pela primeira vez eleger um deputado para a assembleia da república.
Também a abstenção, porque teve uma percentagem de 43,07, o que representa o valor mais elevado de sempre numas eleições legislativas em Portugal.
Para além de tudo isto, resta dizer que mesmo aqueles partidos que não conseguiram eleger nenhum deputado também ganharam, se considerarmos a lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, onde por exemplo os partidos liderados por António Marinho e Pinto (PDR) e José Garcia Pereira (PCTP/MRPP) que não conseguiram eleger qualquer deputado nas legislativas, mas por terem conseguido mais de 50 mil votos vão receber uma subvenção anual superior a 170 mil euros cada um durante os quatro anos que dura a legislatura... então quem perdeu?
Resta concluir que os portugueses foram votar para eleger novo governo, mas os partidos estiveram na rua em campanha eleitoral a esfalfarem-se para conseguir votos, muito também para garantir e conseguir o seu próprio posto de trabalho e quem os condena?


Imagem: Internet

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

..e o ÓSCAR vai para...


Depois do assunto ter dominado os últimos dias, as últimas semanas, os últimos meses, e eu arriscaria... até os últimos anos. Eis que o dia está a chegar... O dia em que os portugueses irão exercer o seu direito de voto e dar o ÓSCAR a...
 "Não se deixe enganar"... "Não vá em cantigas"... e blá, blá, blá, ataca aqui ataca ali é o que a mente retém efectivamente da campanha eleitoral, para não falar do desconhecimento quase total dos programas eleitorais (que depois de analisados pormenorizadamente, pouco diferem uns dos outros, talvez num ponto aqui ou ali, ou se o fazem, alguns são tão absurdos que parece estão a vender viagens a marte para "Tugas"). 
Mas não há que ter medo... conforme dizem os analistas, comentadores  e especialistas no assunto, no domingo tudo se sabe. Se as enfadonhas sondagens diárias estão ou não certas, e se os portugueses, talvez um pouco às escuras, dada a enorme lista de candidatos, e o desconhecimento dos mesmos... vão ou não desferir com a caneta a cruz na tão odiada mas tão desejada cadeira do poder e votar no (des)governo certo. 


Nota: Este post é resultado de uma análise exaustiva, árdua e bastante renhida efectuada através de um frenético Zapping por todos os canais de comunicação social.

 
Foto: Internet

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Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...