segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vida de princesa

Não sei se se trata de uma crise de idade ou de identidade, não sei se é uma anorexia restritiva de sentimentos perdidos algures entre o soar das 5 da tarde e as 5 da manhã, e um copo de água para beber.
Não sei, mas nunca estive tão decidida, tão determinada, tão segura de mim.
Sei que sou a principal, a única, responsável pelo caminho traçado na minha vida, e o que quero fazer a seguir é sempre mais e mais. É sempre uma ansiedade, é sempre um desejo concretizável, uma força imensa que brota dentro de mim, uma árdua esperança de quem consegue agarrar a vida nas mãos e com as mãos, os pés, a cabeça, ultrapassar os obstáculos, e eles são sempre muitos.
Não fosse o meu cérebro o chefe de família, o meu coração o chefe do chefe de família, e as formigas já não dormiam mais no alpendre da nossa casa. Não fosse o teu sorriso todas as manhãs, e o teu hálito a bagas de arroz e salmão com gambas e eu não aguentava nem mais um dia, prisioneira desse tempo escasso e irrecuperável.
Não posso lamentar ou rejubilar-me sobre o que fiz, tenho sempre que pensar no que quero e no que me falta fazer. Na cumplicidade e no compromisso que tenho comigo própria, porque cada vida é afinal, apenas e somente uma vida! O que na realidade é tudo.



4 comentários:

Tulipa disse...

Muito bonito Catarina! kiss

Raquel disse...

Vida de princesa no seu melhor!

Fantástico texto.

Beijinho grande.

Catarina Reis disse...

A vida é uma inspiração pela negativa e pela positiva. Obrigada Tulipa.
Beijos

Catarina Reis disse...

Raquel, um beijo enorme amiga, tu que me sabes sempre ler nas entrelinhas.

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