segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O tal ano novo

Lá diz o ditado "Ano Novo Vida Nova", mas será que é mesmo assim?? Porque razão comemoramos que nem uns tolinhos a passagem de mais um ano?
Pela esperança da renovação, porque o novo parece ser sempre bem vindo... 
Na realidade e para a maioria de nós a vida é a mesma, as alterações são temporais e os traços que nos vão toldando a tela do nosso corpo são a única coisa que indiscutivelmente muda a par com o custo de vida, que tendencialmente aumenta sempre no inicio de mais um ano. Mas o facto de haver a renovação desta esperança é bom sinal, é sinal que acreditamos em alguma coisa, que depositamos na vida alguma fé onde crer e sonhar.... é ser e fazer parte dessa renovação.

Feliz 2014

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

VIVER

Agora que mais um Natal passou e a correria acabou... ou talvez não... pois os saldos ainda mexem com os instintos mais consumistas do ser humano que não resiste a uma boa promoção. É tempo de pensar um pouco no ano que ai vem, ou talvez seja melhor nem pensar, talvez viver um dia de cada vez com o que se tem, com os "nadas" que nos enchem de felicidade, porque raramente damos valor aquilo que apesar de não nos pertencer verdadeiramente é durante alguns anos o que de melhor temos... a nossa vida.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Que o vosso Natal seja realmente Natal.

É quase Natal... a correria às lojas, as iluminações e as festividades características, não deixam dúvidas.
Mas afina o que é isto do Natal para além do significado religioso da data.? 
Muito se ouve falar da união da família, da solidariedade e de todos esses valores que esta festa parece fazer despertar... mas por vezes o que parece sobressair é a "obrigação" de marcar encontro com os amigos, com a família, com nós próprios. Toda a ansiedade de oferecer uma prenda, com receio de receber sem ter nada para dar. Valores que valem o que valem, com mais ou menos sentimentos, mas que muitas vezes me fazem questionar aquilo em que realmente tornámos o Natal.

Que o vosso Natal seja realmente Natal.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Humor de Natal

Enquanto no resto do mundo, muitos são aqueles que contam já ansiosamente os dias que faltam para o Natal. Existem locais em Portugal em que se contam os dias para a passagem de ano, ou não fosse essa uma das principais imagens de marca da Nazaré, antes mesmo da chegada da onda.



Imagem: Catirolas. Nazarena com placa a alugar apartamentos para a passagem de ano

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Desigualdades

Por vezes somos confrontados com pessoas e situações que vão para além daquilo que a nossa visão consegue alcançar. Entristece-me sentir que uma grande maioria se liga e interliga em função daquilo que não(tem) e daquilo que é e representa para a sociedade, num mundo onde o que parece importar, não é aquilo que és, como ser humano, mas todo o estatuto que conseguiste criar à tua volta, onde o grau académico parece sobressair no meio social, independentemente da competência, ou do valor. Tratamos as pessoas conforme o seu estatuto, ou o seu ego social conseguiu vingar e esquecemos tudo o resto,  o que faz realmente dar significado aquilo que o tem, a simplicidade, a humildade, a honestidade e a capacidade humana de cada um. 
Ao contrário do que se poderia pensar, aqui na "santa terrinha", existem grandes desigualdades entre ricos e pobres, mas as desigualdades com maior expressão, não são as económicas,  são as desigualdades psicológicas. Uma pobreza de espírito inigualável, onde aqueles que "ganham" e aqueles que "perdem"  não são quem imaginamos... 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

As meias de Natal de Passos Coelho

Talvez seja da época em que estamos, ou de uma gripe por falta de vacina, mas a realidade é que parece que o nosso Primeiro Ministro, o Dr. Passos Coelho, contou finalmente a verdade ontem em entrevista à TVI/TSF. 
Subitamente as palavras sinceras e verdadeiras ecoaram pelas colunas do sistema de som, sem qualquer ruído ou deturpação comunicativa. 

Então palavra aqui, palavra ali, lá foi dizendo com naturalidade que os portugueses só recuperarão os salários e as pensões, daqui a alguns anos, se a economia portuguesa o permitir e as contas do estado também. 
Sem se comprometer com uma descida de impostos em 2015, ano de eleições, lá foi deixando escapar :«O que eu posso dizer é que não é pelo facto de haver eleições que não deixaremos de aliviar a carga fiscal seja no IRS seja no IVA se as condições o permitirem. Isto significa que nós precisaremos de ter um resultado orçamental e um crescimento da economia compatíveis com esse objetivo», que é o mesmo que dizer que, se em 2015 houver alguma ínfima possibilidade disso, coincidindo com o facto de ser ano de eleições, claro que o governo irá aproveitar para dar umas meias aos portugueses... ou será que não?



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Neste Natal sejam diferentes...ofereçam a vossa presença.

Os novos tempos mudaram e a forma como vemos e interagirmos com o mundo está mais presente. 
Antigamente os pais sabiam o que acontecia na escola onde estudavam os filhos, aqueles que tinham a possibilidade de a frequentar, quando estes se comportavam mal e eram chamados à direcção da escola. 
Actualmente os pais, na sua maioria com formação, estão cada mais atentos e interessados, ainda que por vezes até de uma forma excessiva, sobre o que se passa na escola onde andam os seus filhos, chegando mesmo a interferir de uma forma errada em áreas que não são da sua competência, sobrepondo aquilo que acham ser o mais correcto, ao que realmente o é,  esquecendo-se que a educação começa em casa, e que aquilo que fazem e a forma como agem vai interferir e influenciar o comportamento das crianças e não é uma consola de video jogos, ou outro brinquedo qualquer que irá fazer a diferença ou que vai substituir alguém, nessas quatro paredes onde muitas vezes "as tecnologias", assumem de uma forma aparentemente eficiente o papel paternal.

Neste Natal sejam diferentes...ofereçam a vossa presença.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Abraços de Natal

Nunca percebi muito bem esses dramas de quem tem que se levantar cedo para ir trabalhar. 
Mais do que isso, o que custa é aceitar um papel para entrar numa peça que nada nos diz, encarnar uma personagem que nada tem a ver com aquilo que somos ou com o que gostaríamos de ser, e vivê-la e revivê-la intensamente todos os dias, sabendo exactamente que aquilo que queremos para o resto da nossa vida, e que de nós depende e a nós nos apela, está ao alcance dos nossos abraços, e ainda assim sem saber exactamente porquê, permanecemos inertes e sós, perdidos num mesmo lugar sem a capacidade de expressar um carinho ou de dar um abraço.

Feliz Natal com muitos abraços.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Reflexões de Natal

Dezembro tem sido um mês frio.
Pelas ruas da cidade já cheira a Natal, as montras enfeitadas, a música a animação de rua, procuram de alguma forma lembrar que estamos naquela época do ano onde a palavra de ordem não é só a amizade, a partilha, a família e a confraternização mas sim a compra, o consumo, a troca de prendas. Numa hora em que parece que estamos todos contagiados por uma doença que nos faz entrar no "espírito consumista",  e oferecer coisas só por oferecer, sem qualquer significado ou rigor, mesmo em alturas de aperto e onde acabamos por esquecer os verdadeiros valores da vida, que nada têm a ver com o materialismo, no qual nos habituámos a viver e será que é preciso tudo isso para que exista Natal? 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Postal de Natal

As tecnologias já se tornaram um bem essencial com as quais não conseguimos viver, são elas que nos permitem gerir de uma forma mais fácil e com menos tempo, tudo aquilo que temos que fazer no dia a dia. 
Mas nem tudo o que é tecnologicamente avançado é sinónimo de qualidade de vida. 
Se tudo o que fazemos com o tempo livre que as tecnologias nos proporcionam, é passar mais tempo no mundo virtual do que no mundo real, então a única coisa que estamos a fazer com esse tempo, é viver uma relação intensa, apaixonada, com o teclado.
Este ano saiam de casa e mandem um postal de Natal... vão ver que não existe tecnologia que supere isso.