terça-feira, 29 de novembro de 2011

O lixo radar

Tanto se tem falado por aí nos últimos tempos na criatividade dos ladrões para assaltarem tudo e mais alguma coisa sem serem apanhados, estou a referir-me obviamente aos políticos e dirigentes corruptos. Mas ao que parece a polícia também tem o seu "Q" de idiota, pois consta que andam por aí a "circular" nas ruas de Lisboa, caixotes do lixo com câmeras incorporadas que funcionam como radares de velocidade. Já pensaram se alguém o resolve levar para casa, ou despejar-lhe lixo lá dentro. Sinceramente será que existe alguém que ache que este método seja realmente funcional?




Fotos: O exterior e o interior do caixote.
A primeira imagem está um pouco tremida pois foi tirada a alta velocidade na Av. de Ceuta em Lisboa, local onde este exemplar se encontra.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ajudar quem ajuda

Este fim-de-semana estive de serviço ao Banco Alimentar contra a fome. É curioso ver que em tempos de maior necessidade existem cada vez mais pessoas a dar, e quem menos pode por vezes é quem mais o faz.
As pessoas conhecem o Banco e acreditam na sua eficácia, o que torna importante a seriedade e honestidade na distribuição de alimentos, de forma a que estes cheguem a quem realmente precisa, porque infelizmente, tal como em todos os campos da nossa sociedade a "corrupção" acaba por descredibilizar instituições que realmente têm um papel importante junto dos mais desfavorecidos e que procuram realmente fazer aquilo que lhes compete, ajudar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A greve da greve

Sexta-feira, no rescaldo de mais um dia de greve. 
Podem não acreditar mas aqui na Santa Terrinha não se sentiu os efeitos de qualquer greve geral, tudo funcionou como habitualmente, escolas, centros de saúde, serviços municipais, e até os burros, as carroças e os tractores continuaram no seu ritmo habitual, devagar, devagarinho...Numa análise real da questão, sem grandes considerações aos que fizeram ou não greve, de uma forma espontânea ou forçada, para mim, isto só vem provar de certa forma, uma vez mais, o isolamento e o abismo que existe entre os grandes centros urbanos e o resto do mundo.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Noveladas

O Emmy ganho este ano pela Sic, com a novela "Laços de sangue", o mesmo troféu que a TVI no ano passado com a Novela "Meu Amor", só veio comprovar aquilo que tenho vindo a dizer, quase diáriamente, nas entrelinhas, nos posts que escrevo. 
Existe um aperfeiçoamento e uma aposta cada vez maior da ficção nacional, naquilo em que, quase todos os sectores da sociedade, mas com especial relevo para os  politicos e dirigentes, são cada vez melhores, NOVELADAS.

Imagem: Internet

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os foguetes do Albertinho

Por estes dias, nas redes sociais, na blogosfera e na imprensa muito se tem falado dos foguetes do Alberto João Jardim, e o dinheiro que se vai gastar com as luzes de Natal e com a Passagem de Ano, a verdade é que a Madeira vive quase exclusivamente do turismo, e esta festarola, talvez economicamente não seja viável, mas não pode deixar de existir, o que se deveria fazer, era na parte das receitas obtidas do evento, encaminhar esse dinheiro para saldar a divida Madeirense.
De qualquer forma acho que é muito mais grave a proposta que o PSD/Madeira aprovou hoje e que permite que os votos de cada partido presente na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, sejam contados como representando o universo de votos do respectivo grupo parlamentar. Que equivale a dizer que um trabalha e que os outros já podem ir para a borga.
Já repararam se esta ideia contagia o mercado laboral? AH! Espera, acorda Catirolas, isso já acontece. Quantas e quantas vezes um colega de trabalho vai-se embora e surpresa! Não existe substituição, apenas redistribuição de tarefas, porque afinal a polivalência é um termo muito abrangente.

E O GLOBO DE OURO VAI PARA:
Imagem: "Roubada" do Facebook à minha amiga Mónica








segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Chamar os bois pelos nomes

Para além de ser segunda-feira e eu estar de bom humor, (devo ser a única)... Não sou do século passado, (bem talvez alguma parte de mim), gosto de inovações, sou a favor de mudanças e da evolução, mas meus amigos, existem coisas que são da maneira que são e que se forem de outra forma deixam simplesmente de ser aquela coisa, e passam a ser outra, perceberam??? Pois o que eu quero dizer é que uma alheira de Mirandela feita de bacalhau, ou uma Francesinha feita à base de vegetais, não é nem pode ser num caso uma alheira e noutro uma Francesinha. Seja na gastronomia, na politica ou na nossa vida pessoal/profissional, tem que se chamar os bois pelos nomes, é para isso que eles existem, os nomes e os bois também já agora.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Linhas de esperança

Hoje não me apetece muito falar sobre os Troikas, ou Troikanos, esse povo que veio para cá armado em senhores feudais, dos tempos dos reis, onde os portugueses são obrigados a prestar vassalagem.
O que eu gostava é que os Portugueses dessem mais valor aquilo que têm, e que não acabassem com trajectos, linhas, e carris cheios de memórias e de história, que um dia serviram para aproximar povos e culturas, gente do campo e da cidade, e que agora arriscam-se a fazer da proximidade uma miragem e do isolamento uma forma de vida.


Imagem: Internet com arranjos da Catirolas


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fred, o gato telefonista

Não é segredo para ninguém que entre outros atributos profissionais, sou treinadora de felinos e domino na perfeição o Gatez. Mas ao longo da minha carreira animalesca, confesso que este gato ultrapassa tudo o que já me amassou com as patinhas, o colo: Um verdadeiro gato telefonista - O Fred, que mal ouve o telefone vai logo atender.
O que mais me impressionou neste gato, foi a rapidez com que atendeu o telefone e delicadeza com que pronunciou "O Miau" de atendimento, muito mais profissional, que alguns profissionais de duas patas que conheço.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Uma selecção muito fashion

Portugal venceu "tranquilamente", FINALMENTE, ontem a Bósnia e apurou-se para o Europeu de futebol. Considerações e comentários futebolísticos à parte, deixo isso "obviamente" para quem é entendido na matéria. Não sei o que terá passado na cabeça de alguns dos jogadores, para além dos penteados radicais e cortes diferentes, mas que finalmente marcaram golos lá isso é verdade (não sei se repararam).
Nota: Se quiserem imagens, terão que fazer pesquisa.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um ser especial

Existem diversas formas de amor, o de mãe, o de irmãos, o de amigos, o de amigos coloridos, o da nossa cara-metade…, por mais psicologias, terapias, conceitos pré-concebidos, conselhos que a "sociedade" nos imponha, nunca estamos completamente preparados para os desafios da vida, e para as dificuldades que nos surgem a cada esquina, rua, beco, travessa ou auto-estrada da vida (de preferência sem portagens), sejam elas de que tipologia forem. Mas a verdade, e como diz alguém que conheço, o que não nos destrói, torna-nos mais fortes, e felizmente que também não estamos preparados, para a amizade, carinho e cumplicidade dessas pessoas que amamos e cujo as palavras não ditas, são suficientes para fazer aquilo que cada vida é, única e especial.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A verdadeira tempestade

Portugal está a ser fustigado por um temporal que começou no Domingo, com chuvas,  ventos fortes e trovoadas,  e que irá prolongar-se até terça-feira. Dizem os metereologistas, que os ventos fortes vindos directamente da Madeira, terão o seu pico máximo, hoje, provavelmente durante o encontro entre o Ministro das Finanças e o Alberto João Jardim, (diz a Catirolas).

Imagem: Internet

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Return to innocence

É ilusão minha ou será que estamos a regressar ao tempo dos nossos antepassados?
Lembro-me perfeitamente, com algum carinho e saudade, das histórias que a minha avó Helena me contava, das necessidades que passou, da falta de condições que existiam, da liberdade que foram adquirindo ao longo dos tempos, do direito ao voto, do direito à educação, ao sistema de saúde, da evolução dos meios de transporte, da passagem de aldeia a vila e depois a cidade...
Se a minha avó ainda estivesse aqui, talvez não se apercebesse da real dimensão deste retorno ao antigamente, (escolas que encerram, centros de saúde, correios, os comboios que deixam de passar, a destruição de tudo o que foi sendo criado para melhorar as condições de vida das pessoas, mas que por não ser economicamente viável, já não faz mais sentido).
Numa sociedade onde os números contam mais que as pessoas, talvez, ela não notasse muito a diferença, porque de uma forma ou de outra, os locais rurais sempre foram e continuarão a ser, lugares esquecidos, apenas mais um “X” no mapa, onde o que importa é o número de eleitores, naqueles anos em que a “Feira” vai à terriola.

Não sei porquê, mas assim de momento lembrei-me desta música.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Condutores avós

Envelhecer é uma etapa normal da vida e aprender a viver com as limitações que o avanço da idade tem, também.
Muitas vezes, no local onde vivo, me cruzo com pessoas com idade avançada, algumas com dificuldades motoras e psíquicas notórias mas que ainda assim, por necessidade humana de mobilidade se deslocam por essas estradas numa condução, lenta, mas nem por isso menos perigosa.
Bem sei, que actualmente a legislação portuguesa e em relação à carta de condução, já prevê regras que a partir de determinada idade passam por exames médicos. Um médico que irá determinar numa consulta, as capacidades de cada pessoa para o exercício da condução. Não generalizando, porque cada caso é um caso. O mesmo profissional que muitas vezes apenas pergunta às pessoas como se sentem, e com base nisso lhes passa um atestado de aptidão para continuarem a conduzir.
Felizmente, que existe "alguém" que também avalia a capacidade do médico para passar atestados. Ou não?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nonsense

Sempre que o dia me corre mal, sempre que me sinto mais em baixo que a altura que herdei da genética familiar, lembro-me das coisas boas que sou capaz de fazer, da facilidade que tenho em perceber muito para além daquilo que os olhos vêem, ou de que o outro quer mostrar, isto se as habilitações e a experiência de vida não forem suficientes para comprovar o incontrolável.
Não vale a pena dramatizar e fazer das cenas quotidianas uma tragédia Grega à moda da crise europeia, afinal a vida é feita de animais e os animais são seres extraordinários, dotados de uma capacidade afectiva que ultrapassa qualquer egoísmo ou egocentrismo humano.

Imagem: Do armário da Catirolas, tirada em Leiria, dizeres sobre a crise

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O aquecimento

O frio acabou de chegar, veio de mansinho e agarrou-me nos seus braços gelados, nada como o conforto do lar e o aconchego dos amigos, de preferência as duas opções juntas; para me manter quentinha nestes dias.... Boa segunda-feira. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Crescer

Outubro e Novembro é aquele mês em que os aniversários invadem a casa, e que nos fazem pensar, mais do que habitual, aqueles que habitualmente pensam... na vida.
A questão da idade é e será até ao momento uma lacuna da medicina, pois por mais plásticas, cirurgias ou algo inovador que inventem, o processo evolutivo começa no dia em nascemos.
O verdadeiro elixir da juventude, é e continuará a ser, no meu entender, viver um dia de cada vez, aceitar com naturalidade cada fase da vida e aproveitar ao máximo, o tal momento que é único e que passa, assim que acaba o dia e começa outro, sem medo de envelhecer, porque apesar de podermos mudar um rosto, não podemos mudar, no essencial, a maneira de ser.


Deixo-vos um vídeo, visto por mais de 4 milhões de pessoas, de uma rapariga que tirou fotos de si própria, todos os dias durante 4 anos e meio, e depois resolveu fazer este vídeo com a evoulução.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A azeitona

Por estes dias talvez tenham notado a minha ausência, ou não...mas tenho tido algumas tarefas extra-curriculares, que me têm impedido de "Blogar" com a frequência habitual. Numa dessas ausências pouco notórias, dediquei-me à apanha da azeitona, logo agora que a agricultura amadora está na moda, e que os centros urbanos viraram, assim da noite para o dia, hortas comunitárias, eu, uma rapariga da cidade que migrou para o campo, subi às Oliveiras e ripei as azeitonas num ritual familiar que nos faz reforçar os laços, e que ao mesmo tempo nos permite produzir de uma forma tradicional e genuína, azeite de qualidade suprema para todo o ano... o insólito da questão foi o que subitamente me caiu nos "abraços" que nem uma azeitona fofinha.

Foto: Catirolas na apanha da azeitona.