quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Corre(rias)

A vida é uma verdadeira correria.
Somos maratonistas, verdadeiros atletas, campeões de estádios imaginários, em que o trabalho, a família, os afazeres, são meras desculpas para dizermos que não temos tempo, para o tempo que temos, mas que afirmamos não ter. Um pouco como julgar, dizer mal, desvalorizar, menosprezar,..., o que julgamos com a nossa capacidade intelectual interplanetária saber mais que o outro, onde a generosidade, a simplicidade ou a humildade são realidades perdidas no meio desse meio tempo, em que nos dedicamos a tudo, menos ao que é realmente importante - tempo para escolher quem queremos ser nessa na nossa realidade mais ou menos livre- maratonistas de longa distância com o feudo na na barriga e o feno na cabeça. 



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Paraísos da "santa terrinha"

Quantas vezes em tempo de férias percorremos milhares de quilómetros à procura do tal paraíso acabando por ir aos lugares onde todos vão? 
Quantas vezes gastamos dinheiro e tempo em pedaços de "natureza" de roteiros massificados, demasiado fotografada, nada idílica ou natural. 
Por vezes os lugares mais belos são aqueles que estão mesmo ao nosso lado... 


Fotos: Tiradas pela Catirolas, num paraíso da zona Oeste de Portugal.














sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Vamos a banhos públicos?

Vamos a banhos públicos?
A causa até pode ser nobre, a ideia até parece ser engraçada, mas será que valerá a pena todo este "espectáculo"?
Quando a ideia é ajudar parece que tudo vale e tudo serve e a sociedade, o mundo planetário, todos nós, ansiamos por ver os desafiantes cumprirem publicamente os desafios propostos pelos desafiadores. 
Para além do perigo que representa para a saúde, um banho gelado, a questão que se coloca é o que se seguirá? Matar alguém? Saltar de uma ponte? Dormir com os leões?
Será que não estamos a "educar e a incentivar" a sociedade a seguir as acções uns dos outros, sem sequer o questionar, deixando a mensagem de que para ajudar é preciso chegar a estes extremos?
No fim de todo este espectáculo o que menos importa são os fins, que parecem em tudo e para tudo servir que nem uma luva para justificar os meios.

Cartoon Partilhado do site: http://asdcavir.com/2014/08/cartoons-banhos-publicos/#.U_cOicUj25w
By JV PINTO


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Insensibilidade humana

Nas férias é usual, infelizmente, ver-se por aí, muitos casos de abandono de animais que não cabem dentro do narcisismo, egoísmo e comodismo, de todos aqueles que querem ir de férias sem problemas e com a (in)consciência tranquila, como se um "amigo" fosse um problema,  mas a verdade é que abandono não é apenas pegar num animal e deixá-lo à beira da estrada.  Existem outras formas, um pouco mais camufladas, mas que não escapando à visibilidade da Catirolas, não me sentiria bem se aqui não as referisse. Deixá-los no quintal durante vários dias, semanas, sem limpeza, ao calor e ao frio, sem comida, ou água, sem carinho, também é uma forma de abandono. A verdade é que se não se tem condições físicas e psíquicas para se ter um animal, não vale a pena sequer tê-lo. Algumas pessoas deveriam passar por rigorosos testes de selecção antes de poderem ter um animal de estimação e de preferência feitos pelos próprios.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um dia banalmente perfeito,

Por vezes ao olhar para o horizonte pelo buraco do telefone não consigo deixar de pensar.
Que mundo este em que as pessoas são vítimas no seu local de trabalho de uma espécie de assédio moral, pela imposição de tarefas e pela ameaça constante de um futuro tão incerto como a vida, que é cada vez mais para ser vivida, um dia e apenas um dia de cada vez?
Que lugar "icónico" este em que as crianças são atiradas para "abraços de água a ferver", pelos próprios pais?
Que gente, que mundo! O que se passa com os valores, com a amizade, com o respeito e com o amor? 
Perdidamente desesperados em luta pelo desespero de uma causa com pouca casualidade, mas de muito feio efeito. Esperança que o tal dia de um dia de cada vez e que hoje é um inferno seja amanhã, com muitas repetições, um dia banalmente perfeito...365 dias por ano.    

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

À procura do paraíso

Se queremos fazer mais e melhor o que nos impede? Se sabemos que nos usam, que nos manipulam e que nos moldam ao sabor da ventania, porque deixamos?
De que serve tanta energia e coragem para ir, se o medo nos prega ao chão, com uns pregos imaginários que muitas vezes é apenas fruto de uma imaginação demasiado cultivada em campos sem estrume e sem água de uma cultura biológica radioactiva, quase impossível de vingar.

Não vale a pena andar de carro a meter a mudança errada se é para andar aos soluços pela vida...Podemos sempre fazer o caminho a pé, mesmo devagarinho, sem mapas ou direcções apenas com o coração e a intuição de se ser apenas aquilo que se é, com a certeza da incerteza, de que seja qual for o tempo e a distância percorridos, qualquer passo, é sempre melhor do que não sair do mesmo lugar à espera que um dia alguém se lembre, nos pegue ao colo e nos leve para o “paraíso”.

Foto: Catirolas

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Paris Hilton a DJ que "arrasou" Vilamoura

 A socialite Norte Americana Paris Hilton esteve na madrugada da última terça-feira a animar a discoteca Seven, em Vilamoura...mas com tanta gente dentro da discoteca, a única pessoa que deve ter conseguido dançar ao som da música, terá sido a Paris Hilton, pois só a cabine de DJ tinha espaço para tal, tudo resto parecia mais uma festa do "empurranço" e do "roçanço", mas de uma forma chique e glamorosa, ou não fosse esta uma das discotecas mais IN do Algarve e esta uma das festas mais badaladas. Nota: (como se houvesse diferenciação possível para esses palavrões).

Foto: Internet

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quando a comédia é apenas o falso rosto da realidade

Morreu Robin Williams, o actor que tantos inspirou com a sua maneira de ser, com o seu sentido de humor, com a capacidade de fazer rir... Mas afinal quem era o homem cujo o humor que tanto o caracterizava parece não ter sido suficiente para interpretar o maior papel da sua vida, a sua vida?
A realidade é que no mundo existem muitos actores, que encarnam uma personagem, uma atitude, na vida que pode não corresponder exactamente ao que sentem e aquilo que são, muitas vezes mesmo ao nosso lado, no nosso circulo de amigos, na nossa família, muito difícil de descobrir muito difícil de saber, muito difícil de combater.
Somos humanos e todo o ser humano tem os seus limites.





No dia da juventude à procura do dia do adulto!

Hoje é o dia internacional da juventude, por todo o lado há ofertas, transportes, entradas em museus e uma série de actividades para e ligadas aos jovens sem qualquer custo, jovens até aos 30 anos, o que deixa de fora todos aqueles que apesar da sua energia, da sua vontade e da sua atitude psíquica intemporal, que contraria qualquer estado físico e natural próprio de quem desde que nasce, “cresce” todos os dias um bocadinho. 
Pelo menos uma vez por ano, existem dias para tudo e para todos; dias para os avós, para os pais para as mães, para os filhos, até um dia para os animais, mas ainda não fizeram um dia para todos aqueles que ficam ali no limbo... entre os 30 e os 65, que não se enquadrando em nenhuma categoria específica, são apenas adultos com muitas contribuições para pagar e ainda que alguns se pudessem enquadrar pelo menos no dia dos animais, a verdade é que hoje definitivamente não é o seu dia! 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Limites do Pós Pimba

Não tenho vindo a "banhos" de letras por estas paragens... mas se calhar estou a precisar de "tomar" os "ares" que os artistas portugueses têm vindo a oxigenar na comunicação social. 
Será que está tudo doido, "como dizem os Deolinda", ou  o "Sai da minha Vida", da Ágata que tinha acabado a carreira e que depois voltou, segundos antes de se ter cruzado nos bastidores da carreira, com pai do Rock, "Rui Veloso" que lhe confessou que padecia do mesmo mal e que também ele iria colocar, não uma virgula, mas um ponto final na carreira, por se sentir desiludido com o país musical e com os novos artistas que já em muito ultrapassaram os limites do Pós Pimba, (Ponto de exclamação). Esperemos que as reticências apareçam depressa e que a pausa não seja demasiado longa.