quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O comando da televisão tem um botão que diz OFF.

Hoje é o dia mundial a televisão, aquela a que muitos chamam "a caixinha que mudou o mundo", ou se quiserem numa reflexão mais selectiva, a caixa que mudou a forma como vemos o mundo.
 Hoje em dia, a televisão já não tem o protagonismo que tinha noutros tempos, mas é nela que muitos se continuam a apoiar, como se fosse uma amiga ou uma família, neste mundo cada vez mais próximo em relações virtuais, mas cada vez mais distante nas relações físicas. E se é verdade que existe muita manipulação na liberdade de dizer as coisas seja em forma de entretenimento ou na forma de noticia, a verdade é que nós enquanto público, somos os principais culpados, pois normalmente o que gostamos de ver (ainda que por vezes e porque é politicamente correcto fazer, não sejamos capaz de o admitir), é tudo aquilo que na sua maioria a televisão nos dá, o tal entretenimento degradante da vida real alheia, o qual não nos identificamos mas que não conseguimos deixar de ver. Quantos de vós tem uma televisão no quarto? Já pensaram nisso?

terça-feira, 19 de novembro de 2013

(Des)Encontros de Natal

Saber para onde se quer ir e chegar lá é uma quimera que poucos conseguem alcançar.

Tem dias que não me apetece ouvir falar de Dezembro, que me chateiam os encontros e os jantares de Natal, que parece que só têm que ser feitos nesta época e que me ocupam o calendário apertado de tantos eventos, sem tempo e paciência para desfrutar da companhia dessa gente, amiga, querida, familiar que gostaria de poder abraçar, vários dias por ano e não apenas nesta época, só porque assim é.



Os militares portugueses

Por vezes existe uma ideia na opinião pública, sobre as funções que os militares portugueses desempenham que não corresponde totalmente à realidade.
Não podemos nem devemos rotular pessoas por terem escolhido determinada carreira profissional.o
O problema é que a maioria dos contribuintes não está devidamente informado sobre o trabalho operacional que estes profissionais desempenham, que vai muito para além dos cenários de guerra.  Eles são os que estão na linha da frente no combate aos incêndios, são os primeiros a cuidar do património que é de todos, a ajudar instituições de solidariedade com tarefas rotineiras e banais, a dar apoio a populações carenciadas, a dar formação gratuita de qualidade, a limpar o que a maioria de nós suja, entre muitas outras coisas que se os contribuintes tivessem que pagar a profissionais particulares para o fazerem, não haveria dinheiro suficiente e não haveria sequer quem o quisesse fazer, a única questão é que a invisibilidade da sua utilidade tem um preço grande e a esse preço chama-se injustiça.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pessoas pobres / Pobres pessoas

Por vezes, naqueles dias em que dedico algumas horas ao empreendedorismo social, como este fim de semana, dá para perceber tanta coisa.
Há pessoas que são por si só, aquilo que por vezes não esperamos delas, umas vezes pela positiva, outras pela negativa, pois mais triste que a pobreza física, a fome e a falta de condições de vida humana, é a pobreza espiritual e a falta de capacidade de estender uma mão, independentemente dos motivos, pois todos temos o direito e a capacidade de escolher o nosso caminho.

sábado, 9 de novembro de 2013

Trabalho gratuíto

Há dias em que a nostalgia toma conta desses dias. A força que existe em cada um de nós manifesta-se de diversas maneiras e assume várias personagens, nem sempre as mais correctas, por vezes até muito controversas. Por mais que se o negue, qualquer pessoa, sabe do que é, mais ou menos capaz, para onde e até quer ir, o que não quer dizer que o faça. O valor de cada um nem sempre se traduz num factor remuneratório justo, aliás muito se apregoa por aí que não há trabalho, mas o problema não é haver trabalho, quem o habitualmente o faz, sobre diversas formas sendo o mais usual, o estágio ou o voluntariado, que por estes dias parece que serve e se enquadra em tudo e mais alguma coisa, sabe que nunca falta trabalho, normalmente falta é tempo para o fazer, é requisitado por tudo e por todos, para fazer uma "perninha" aqui e ali, o que me leva a concluir que o que não falta é trabalho, o que falta é quem queira pagar esse trabalho pois quem trabalha sem receber nunca tem falta de trabalho. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A essência do Natal.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro emitiu um comunicado declarando a chegada do Natal, a 1 de Novembro, o que implica que os trabalhadores venezuelanos vão receber dois terços dos abonos e das pensões nos próximos dias. Em Portugal o governo através de medidas de incentivo de combate ao consumo interno e de empobrecimento das famílias, dizer a todos os portugueses que o Natal foi definitivamente adiado. Resta-nos a vontade de todos aqueles que acreditam que o Natal, é essencialmente isso mesmo, uma vontade que vem de dentro de cada um.   

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma Onda Humana

Definitivamente a Nazaré, passou de terra de pescadores, a terra de surfistas de ondas gigantes. Subitamente começou a haver um roteiro turístico que leva milhares de pessoas, ao forte de São Miguel Arcanjo para ver as ondas gigantes que nem sempre aparecem quando devem. Mas a verdade é que as arribas ao pé do forte e as que se estendem até à praia do Norte, não oferecem qualquer tipo de condições, são instáveis e não estão preparadas para receber uma multidão que quer a todo o custo, captar aquela imagem... um verdadeiro perigo em terra perfeitamente ignorado por essa onda humana que parece só ter olhos para o mar.
Imagen: Internet

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Pão por Deus

No primeiro fim de semana de Novembro, muitos foram os meninos que vieram bater à minha porta a pedir "bolinhos" ou o Pão-por-Deus, apesar de muitos poucos saberem o que realmente este significa. Celebrado  a 1 de Novembro, este era o dia em que se repartia pelos pobres, pão e bolinhos.
Apesar de ter sofrido algumas transformações ao longo dos tempos, esta é uma tradição que com o esforço dos pais dos educadores, das autoridades locais e das próprias crianças, tem conseguido resistir ao caminhar dos tempos.