sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Pura amizade / Amizade pura

Neste tempo de férias, tenho-me cruzado com pessoas, umas que acabei de conhecer, pelo que não tenho qualquer opinião consolidada sobre elas, e outras que já conheço a alguns anos, com as quais criei laços fortes de amizade, mas que curiosamente mudaram tanto, a maneira de ser e de pensar, que a sensação que tenho é que as voltei a conhecer de novo. 
Os momentos de crise e de aperto, tem destas coisas, e se as dificuldades por vezes fazem sobressair o que de pior existe no ser humano, acho que é essencialmente o melhor que acaba por prevalecer, e subitamente o que era desinteressante e banal, passa a ter outro valor, os pequenos momentos ganham outra dimensão e as amizades, sobrevalorizadas, são agora um bem imaterial a guardar como um tesouro para o resto da vida. A única coisa que vale o que vale, sem corantes nem conservantes. 
Sejam amigos, boa sexta-feira. 


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Politica para quem não percebe nada de culinária

Agora que já se conhecem quase todas as listas autárquicas, de todos os partidos, o difícil vai ser escolher. 
"Uma ementa demasiado longa e extensa, com muitos pratos para optar, é sinal, de uma cozinha baralhada". Assim anda a politica em Portugal.
Normalmente e neste tipo de eleições, os eleitores, acabam por escolher as pessoas e não os partidos a onde elas pertencem, por uma questão de afinidade e proximidade, muitas vezes sem conhecer os programas eleitorais, ou os principais problemas da terra... um pouco como tentar fazer-se um prato elaborado, sem nunca sequer se ter ligado o fogão, ou posto os pés na cozinha, para além de se sentar à mesa e comer.
Seja como for, por estes tempos e até para aqueles eleitores que nada percebem de culinária, conta muito, o dinheiro que se tem no bolso e as expectativas em relação ao trabalho, e se houver no "Marketing Politico", quem trabalhe bem esta questão, então, certamente vai ter uma casa cheia para servir refeições, mais ou menos indigestas.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

As traças dos livros das bibliotecas de praia

É curioso, mas um detalhe que reparei em algumas praias que visitei este ano, algumas repetentes outras não, foi o aumento do número de bibliotecas de praia. Existem cada vez mais pontos, onde é possível "levar um livro emprestado", e entre um mergulho e uma dentada numa Bola de Berlim, degustar um mar de letras.
Muito se fala e com razão, da importância de fomentar os hábitos de leitura, mas por vezes, pouco se faz nesse sentido. Algumas das bibliotecas de praia, não têm qualquer apoio das entidades locais, vivendo muitas vezes da vontade e do voluntariado, daqueles que vêem a leitura muito mais que uma propaganda ou um clichê de ocasião, como um alimento intelectual, um bem essencial para "as traças e aspirantes a traças" dos livros.  

Imagem: Biblioteca de praia, da praia das Paredes da Vitória, foto tirada da Internet.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O perfil do incendiário

O perfil do incendiário em Portugal está a mudar. Agora já não é apenas, aquele individuo, mais ou menos lunático ou com problemas mentais entre os 20 e 50 anos. Não. Os incendiário da era moderna agora são: Os herdeiros na disputa de um terreno, que enquanto não é de ninguém permanece abandonado; o cidadão comum "amigo das ervas daninhas", que as deixa crescer quintal fora até quase tapar a janela de sua casa, o vizinho do cidadão comum, que não o deixa cortar as ervas porque que estão no seu terreno, e no que é dele, ninguém toca. As autoridades administrativas, que com as suas burocracias infinitas, não deixam avançar projectos agrícolas em terrenos baldios, o pequeno e grande empresário, que continua a despejar lixo na floresta, por "aparentemente" ter menos custos e por estar já ali; as autoridades fiscais e a justiça, por continuarem a ser demasiado lentas e brandas, no fazer cumprir a lei; o próprio estado, por não dar o exemplo, naquilo que lhe pertence e por negligenciar património florestal. E por fim, cada um de nós, por acharmos que o que não é nosso, não nos interessa, porque a preservação do ambiente, não deveria ser apenas uma prioridade, "no nosso quintal" deveria ser para todos, individual e colectivamente um modo de vida, todos os dias. 

Imagem: Internet

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os forasteiros na santa terrinha

Os lugares pequenos, longe dos centros urbanos, encerram determinadas peculiaridades que a muitos passam despercebidos, 
Tenho a certeza que foi num destes lugares, ainda que de uma forma inconsciente, que nasceu o  termo "politicamente correcto", pois é aqui que ele é aplicado de uma forma metódica e consistente. 
É na "santa terrinha" que, mais visivelmente, todos querem "aparecer" nos dias de festa e todos querem "desaparecer", nos dias em que é preciso dar a cara e lutar para melhorar o que está menos bem.
Mesmo nas mentalidades mais jovens, as aparências são muito importantes e o ser "qualquer coisa na vida", ainda implica ir para a faculdade, para conseguir ter qualquer coisa antes do nome...ainda que isso nada signifique, ou pelo contrário, signifique tudo.
Este tipo de comportamentos, é sem dúvida uma desvantagem à adaptação daqueles que "aparentemente chegaram agora e parece que já querem mudar tudo", mesmo que "estes forasteiros", sejam na verdade aqueles que lá moram, que lá trabalhem e que estão lá, desde que nasceram. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pensamento de sexta-feira

Na maioria das vezes os julgamentos que fazemos, em relação à vida e aos outros, depende apenas daquilo que somos e da forma como encaramos cada momento. Porque aquilo que vimos ou que queremos ver,  nem sempre é aquilo que realmente lá está e muitas vezes o caminho mais sinuoso, é na verdade aquele que apresenta menos obstáculos, haja coragem para o conseguir alcançar e haja sobretudo alguém que nos abrace na meta, porque nada se conquista na solidão e nada se partilha se não houver com quem partilhar.
Bons mergulhos!




quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O arranha-céus sem elevador

Em Portugal, e ao que parece em Espanha também, quando determinado funcionário, de categoria profissional baixa, (abaixo da cadeia alimentar), comete um erro grave, é prontamente sancionado e despedido, mas quando esse profissional está no (topo da cadeia alimentar), a solução é sair para outro lugar ainda melhor, sem qualquer penalização ou responsabilização.

Em Benidorm, um arranha-céus, que começou a ser construído e que tinha como objectivo servir de símbolo de esperança e prosperidade, está parado porque os engenheiros e arquitectos esqueceram-se de introduzir os elevadores. 
Inicialmente o edifício era para ter apenas 20 andares, mas a meio da obra resolveram aumentar o número de pisos, para 47 e a altura, para 200 metros, esquecendo-se que devido a este aumento, o novo projecto, iria precisar de uma estrutura maior para os elevadores, assim, o novo arranha-céus só tem elevador até ao 20º piso e até agora não houve qualquer responsabilização nem foi encontrada solução para o esquecimento.
Deveria haver um juiz que obrigasse, para o resto da vida, os responsáveis, a comprar os últimos pisos e a fazê-los diariamente a pé.





terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cheira bem.... cheira a eleições

E subitamente... o fenómeno acontece. 
Tapam-se os buracos naquelas estradiolas, que por lá estarem há tanto tempo, faziam-nos crer que já faziam parte delas; arranjam-se passeios, limpam-se ruas, plantam-se Oliveiras em rotundas baldias, que "desde que nasceram", nunca tinham tido outros inquilinos para além de lixo e de ervas daninhas.
Inexplicavelmente, o dinheiro que tantos reclamavam não haver, parece agora nascer de alguma fonte perdida, e iniciam-se obras, ainda que meio estaparfúdias e sem utilidade prática, porque o importante é mostrar trabalho; e obviamente acabam-se outras, que pareciam não ter fim à vista, nem tão pouco prazo de execução, para que, com um nicho de sorte, cheguem a ser concluídas, mesmo a tempo de se cortar uma fita, ou de destapar uma placa, um pouco antes do desferir, com a caneta, a cruz, na tão odiada mas tão desejada cadeira do poder. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Piadas de Verão

É impressão minha, ou a recente praga de mosquitos e melgas no Algarve, coincidiu com as férias de alguns dos nossos políticos, também por paragens Algarvias?
A questão pertinente e preponderante: "Será que existe algum tipo de repelente suficientemente eficaz para por fim a essa praga? A experiência eleitoral diz-me que por mais que mudem a cor dos mosquitos e das melgas, eles hão de arranjar sempre maneira de deixar a sua marca ( que é como quem diz, de nos picar).