segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Rescaldo das eleições

As eleições correram conforme o habitual. 
Nos locais de votação, os candidatos aderiram em catadupa, para mostrar o seu empenho, logo desde a primeira hora, em estar próximo das populações. 
A comunicação social deu o habitual destaque: a Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, esquecendo as outras terrinhas, onde também vivem pessoas interessadas no que acontece na sua região e que fazem parte deste país. Felizmente que existe alguma imprensa local, de qualidade, ou a esta hora ainda estaríamos sem saber os resultados.
Para finalizar, esperamos que os cartazes, panfletos e toda a publicidade que serviu de apoio às diversas campanhas, não fique por aí perdida por muito tempo, quem sabe aguardando pela próxima tempestade do século, ou pelas próximas eleições, que analisando ao detalhe parece ser a mesma coisa.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ao ritmo do pré-esquecimento

É curioso como a vida corre a um ritmo frenético, ontem estava sol... hoje temos chuviscos de Outono.
Por estes dias, só se houve, vê e respira autárquicas, nunca as "terrinhas", tiveram tanta movimentação, tanta música e notoriedade. Nunca estas, tiveram tanta importância, nem as pessoas que nela habitam, tiveram tanta atenção, afinal é nestes dias que as pessoas contam, até que os votos sejam apurados, e voltem de novo a ser números, de preferência contribuintes.
É curioso como a vida corre a um passo alucinante, depois de Domingo tudo voltará mais ou menos, durante algum tempo ao ritmo do calendário, onde predominará em muitos lugares, novamente o esquecimento. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Boa vizinhança

Quer se viva no campo ou na cidade, quer se viva na horizontal, na vertical, ou até na diagonal, o mais certo é termos vizinhos. 
Ser bom vizinho e criar laços de cordialidade e simpatia é: empurrar o lixo da nossa porta, para a porta do outro, depositar nos contentores do lixo, todo o tipo de lixo, sem qualquer escolha ou ponderação, sem qualquer noção de civismos ou preocupação ambiental e no fim para rematar, deixar os caixotes abertos, para perfumar o bairro. Ser bom vizinho é fazer barulho à noite e silêncio de dia, para que saiba que está sempre alguém do lado de lá; é não contribuir com as contribuições do condomínio, não ir às reuniões e passar a vida a reclamar por tudo e por nada; é queimar sistematicamente lixo no quintal, ou na varanda, sempre que possível quando existe roupa estendida nos outros quintais, para que esta fique perfumada e livre de qualquer tipo de praga; ser bom vizinho é tudo isto e muito mais, mas é sobretudo não ter a mínima noção de que a nossa liberdade, acaba onde começa a liberdade do outro.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Criaturas, mais ou menos livres

Já repararam?
Por vezes o que exigimos, aos outros, enquanto clientes, não é o mesmo que exigimos a nós próprios enquanto "profissionais", do outro lado da barreira. 
Se enquanto profissionais, tivéssemos o mesmo grau de exigência, que temos como consumidores, provavelmente cometeríamos menos injustiças e menos erros no nosso trabalho.
Como cidadãos deveríamos também ter semelhante postura, porque apontar o dedo ao que está mal, não é exactamente o mesmo que fazer o que está bem, e nesta altura de eleições é fácil fazê-lo o difícil é chegar lá e exercer um direito, com mais ou menos vontade, que muitos lutaram para conquistar, e que faz de nós umas "criaturas, mais ou menos livres".

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As cores das eleições

Oficialmente arrancou a campanha para as eleições autárquicas. 
Temo que para muitos a dúvida maior seja mesmo a escolha. 
Nas vilas e aldeolas, fora dos grandes centros urbanos, o voto, centra-se com a questão de proximidade e com a afinidade que se tem, em relação a este ou aquele candidato, que vive ali mesmo ao lado, com o seu quintal cheio de patos e galinhas.
Nestas questões eleitorais, onde muito se fala das limitações das juntas de freguesia e da escolaridade dos seus presidentes, acho que esse assunto é pouco relevante, uma vez que  ter um presidente com a quarta classe não é sinónimo de um mau desempenho, por vezes vale mais uma quarta classe de antigamente do que um licenciatura de hoje, tirada, não por mérito próprio, mas através de créditos e de bonificações atribuídos pelos amigos do amigo. O que me choca é não haver muitas ideias e projectos concretos que tragam benefícios à populações, e que tudo dependa muitas vezes, do dinheiro disponibilizado pelas Câmaras Municipais, que depende da cor da camisola que o presidente da Junta de Freguesia veste e se faz ou não, "pandãn" com a do presidente da Câmara Municipal. 




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nos tempos da escola...

No tempo das nossas avós, ir à escola era um privilégio que poucos podiam usufruir.
Nos tempos dos nossos pais, a ida à escola, era feita entre os intervalos das tarefas do campo e da casa, os professores eram considerados "uns seres superiores a respeitar" e a roupa e o calçado, que passava de irmão para irmão, era o único e maior bem a preservar.
Nos nossos tempos a escola também era diferente, não tínhamos que levar uma mochila com o dobro do nosso peso, não havia cacifos, nem telemóveis, nem consolas para jogos. Tínhamos as bolas, as fisgas e a imaginação para brincar e os intervalos eram passados com actividades físicas e ao ar livre. Levávamos a roupa escolhida pelos nossos pais (com mais ou menos gosto), e as marcas era apenas uma coisa de "betinhos". Já nesse tempo existiam "tablets", mas daquelas que eram feitas ou de chocolate, para comer, ou de ardósia, para escrever e o único perigo real, era perdemos as moedas que levávamos nos bolsos para comprar a senha para o almoço.
Nos dias de hoje não existe nada disso.... os professores são os que menos importam na "cadeia hierárquica escolar", não existe aluno que não leve telemóvel, que não passe os intervalos e às vezes as aulas nas redes sociais, que não tenha portátil, "tablet", "ipad" e outras tecnologias, que não tenha conta bancária e cartão multibanco, onde é depositada a mesada. Para grande maioria, a escola é apenas mais um encontro e desencontro de massas, cada vez mais pesadas, viciadas em desportos virtuais, onde o gosto pelo estudo, pela leitura e investigação dos livros, se perde muitas vezes na busca fácil que a Internet proporciona.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O falso funeral

Um dos piores reflexos da nossa sociedade, é o abandono e a ausência de valores. Por vezes, num espaço onde tudo corre à velocidade, dos nossos interesses, os mais velhos são esquecidos, muitos são deixados ao abandono, numa espécie de "Câmaras de Morte", a que graciosamente se chamam de lares... esquecidos pelos familiares e pela própria sociedade, demasiado interessada em assuntos materialistas, e pouco incomodada com o que realmente tem valor, as pessoas.
Na Albânia, um homem de 70 anos, resolveu simular a sua morte para ver quem da família realmente se interessava por ele, dado que desde que tinha deixado de enviar dinheiro aos familiares, mais ninguém se preocupou com ele. A verdade é que a realidade deste feito apenas veio comprovar o pior dos cenários, apenas a sua filha mais velha compareceu "ao falso funeral".
Felizmente que no meio deste drama que envolve os mais velhos, existe também muito boa gente que se preocupa, que gosta, e que aprecia esta classe etária que tem tanto para ensinar e tanta de vontade de aprender. Porque quer se goste ou não, todos nós, no seu tempo e a seu tempo, no curso natural da vida,  na nossa vida, seremos um dia também, mais velhos que alguém.







terça-feira, 10 de setembro de 2013

O regresso às aulas dos candidatos autarcas

Este mês de Setembro está uma verdadeira confusão. Um dia são as reportagens sobre os autarcas e os seus "castelos", municipais, outro dia é a avalanche do "regresso às aulas".  Mas na essência é tudo a mesma coisa, ou não fossem os candidatos o reflexo dos nossos estudantes.
De idades e ideologias diversificadas, uns alunos repetentes, outros novos nestas andanças e agora existem também aqueles repetentes, que por já ali andarem há tanto tempo, foram forçados a mudar de escola. A única diferença, deste alunos para os outros, é que uma vez colocados, tudo fazem para não sair de lá.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sabias que... locais que passam despercebidos


Sabias que.... na Nazaré, local de veraneio (considerado o Algarve do Centro por muitos), não existe só praia, diversão e mulheres de pescadores a oferecerem "chambres" e mais recentemente a onda gigante todos querem ver e fotografar?
Nesta terra, com um enorme potencial turístico por explorar, existem locais que passam despercebidos, não só, à maioria dos turistas, mas também a muita gente que lá mora. Pequenos recantos que por não virem normalmente referenciados nos roteiros turísticos de ocasião, acabam por cair no desconhecido e no esquecimento. Pois hoje a Catirolas "atira uma rede".
Existe na Nazaré, uma casa pequenina, mas muito bonita. É uma Casa-Museu dedicada ao pescador da Nazaré que foi recuperada e restaurada por um particular, um nazareno amante e orgulhoso das tradições da sua terra, Manuel Àgueda Limpinho.
Inaugurada a 11 de Dezembro de 1999, esta casa foi minuciosamente restaurada, de forma a representar o mais fiel retrato, exterior e interior de uma típica casa, de uma família de pescadores, ligada à venda de peixe nas décadas de 1930 a 1950. Aqui nada foi esquecido, para além dos utensílios domésticos e de mobiliário, também podem ser admirados as artes de pescas e algumas miniaturas de embarcações nazarenas da época. 
Para os amantes de Geocaching, este é também um local para coleccionar.




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tirar o pé do chão

Por vezes, existem momentos em que nos apercebemos e nos questionamos sobre determinadas coisas que fazemos e que vão de contra a tudo, o que seria normal para a maioria das atletas amadoras, do desporto diário,  mas há razões que a razão desconhece, e por vezes o que nos apetece fazer, é mesmo aquilo que nos dá prazer. A adrenalina a emoção, independentemente dos "rótulos", ou das criticas que isso nos cause. Mesmo que por vezes seja apenas mais um desporto solitário, que fazemos todos os dias ao final da tarde, para desanuviar a mente, porque não conseguimos convencer "as amigas", a tirar o pé do chão. 

I Ride Because... from Passagens ao Acaso on Vimeo.

Vídeo: Enviado por um amigo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Os bons e os maus da fita.

O mês de Setembro é considerado pelos psicólogos um mês nostálgico. Para muitos é o fim das férias, e o recomeço do trabalho.
Começam as aulas, as vindimas, os dias são notoriamente mais curtos e as noites mais longas, é o mês onde acaba um ciclo e recomeça outro.
É também nesta altura que saem as "famosas listas de colocação dos professores" e outras tantas listas que engrossam a lista no centro de empregos. Afinal e cada vez mais, parece, que  aquilo que somos, a isso se resume, números e listas, porque de pessoas e de sentimentos estão as entidades (in)competentes portuguesas e europeias, fartas. 
E não são apenas os professores, os bons e os maus da fita, porque eles existem em todas as profissões. Neste momento, a lei que prevalece, não é bem a do salve-se quem puder, é a do politicamente correcto, aquela lei que consegue fazer "amigos", em qualquer parte, com um custo beneficio largamente sobrevalorizado, ainda que a formação real, (não a forjada curricular-mente) a experiência e a competência, pouco ou nada signifiquem.