quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Controlo


Hoje conheci uma pessoa extraordinária e ontem também. Todos os dias conheço alguém que o é. Um golpe de sorte? Um boletim premiado no coração? Talvez uns olhos maiores que a barriga...e a barriga parece pesar sempre um pouco mais e a tragédia do saber tem apenas três tempos: o não saber, o querer saber e o aprender a saber. 
O tempo está a mudar, mas no guarda, que guarda a roupa, no guarda roupa, os trapos parecem permanecer aguardando que os escolham sem reservas do tempo. E vontade? Se aguardarmos as melhores condições para viver fora do imprevisto, podemos chorar. Há sentimentos e adversidades no nosso ser que jamais conseguiremos controlar, a pressão exterior é como um ciclone: é imprevisível, implacável e foge continuamente ao nosso controle. O mais certo é que ter que interiorizar em 360 graus, tudo ao mesmo tempo e viver tudo, de uma vez só, esperando conseguir encontrar o amor e a sabedoria que nos faz viver apenas, um dia e um só dia, de cada vez.

Rir a fundo perdido


Hoje apetecia-me rir a fundo perdido, sem pagar impostos camuflados de rugas de expressão. Apetecia-me ser um pão que se derrete à medida que vida se manteiga e o sol aproveita para escaldar o coração, sem o incendiar com os seus raios de inveja e indiferença. E à medida que o outono chega, chegar com esses braços de amizade, que podem vir embrulhados em forma de riso, só para me roubar um sorriso a fundo perdido. Um achado difícil de achar.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Luxúria


Nesse misto de emoções incontroláveis, corremos algures por aí, esgalhando o asfalto da vida, de tal forma que os meses parecem dias e os dias... bem os dias, não se parecem com nada do que queríamos que se parecessem... talvez se por um segundo se fizesse, se se visse, luz...ou amor, o tempo parasse por ali e por ali ficasse, sem passar. 
E queremos? Queremos sequer ousar querer? Não creio.
... enquanto desejamos voltar ao sitio onde já fomos felizes, outros só querem um sitio para ser felizes. 



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O regresso às aulas dos alunos candidatos

Por mais que o queira ignorar, é impossível contorná-lo.

O inicio do mês de setembro é habitualmente marcado pelo regresso às aulas, mas este ano, o tema é dividido pelo protagonismo das eleições autárquicas.
Numa sociedade evoluída, a campanha eleitoral já não se faz tanto no porta à porta, cara a cara com os eleitores, mas mais perfil a perfil, nas redes sociais, onde não se dá propriamente a cara, mas dá-se tudo!
E tudo é mesmo tudo.
No meio desta divisão entre o regresso às aulas, encontra-se facilmente semelhanças com as eleições autárquicas.Querem ver?
Em época de eleições são todos mais ou menos alunos: uns repetentes, outros novos nestas andanças, aqueles que têm a escola toda e aqueles que aspiram ter, e depois há ainda aqueles que já andaram num estabelecimento de ensino, mas que agora já estão noutro. No meio de tudo isto, a maior diferença entre os "alunos" estudantes e os "alunos" candidatos, é que, na grande maioria, estes últimos, uma vez colocados, tudo fazem para o repetir, pelo menos de quatro em quatro anos.  

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...