quinta-feira, 30 de março de 2017

A verdade nas palavras

A ver uma reportagem na SIC, por sinal bastante interessante,sobre Imprensa Falsa e os "sitio" de imprensa falsa, 
A mentira, a forma como circula, os fins a que se destina e a velocidade com que se propaga é absolutamente arrepiante, tão assustador como a quantidade de "nós" que utiliza o verbo aquinhoar em todas as suas conjugações possíveis. Tão agressivo como a realidade de que há sempre alguém a criticar, quando alguém erra e esse erro gera de forma involuntária, uma não verdade, e a partilhar efusivamente, no segundo seguinte, uma mentira sem sequer parar para pensar ou questionar.
Todos os dias sou confrontada com tanta (des)informação: boa, má verdadeira ou falsa, e todos os dias, com essa sentido de critica que domina o meu ser, as dúvidas me assombram: se escutei com clareza, se expressei de forma correta os sentimentos de alguém, são apenas algumas. 
Tantas  e tantas vezes adormeço e acordo sobre "o assunto", para que os erros não assumam a forma de verdade e essa verdade se transforme em mentira, nessa sinceridade que vem do coração e que me ensina a ser verdadeira, não com o outro, mas comigo própria. 


quarta-feira, 29 de março de 2017

Tributo

A poesia em que acredito é aquela que transforma os sonhos em realidade e a realidade em sonhos.
O teatro que me faz vibrar é aquele que usa o palco da vida, para colocar a vida em palco.
A música que quero ouvir, é aquela que me faz sentir estar em casa... e como é bom ter uma casa,...uma casa de sonhos no teatro da realidade|

terça-feira, 28 de março de 2017

O lixo e o mexilhão


Há dias em que me apetecia interiorizar, não confundir com exteriorizar ou teorizar sobre um local que guarda todo o tipo de transacções, vulgarmente conhecido por caixote do lixo, não confundir com banco. 
Está cientificamente provado que o lixo que produzimos diz muito sobre cada um de nós, mas muito de nós diz também sobre o que fazemos com o lixo. Há quem o guarde só para si, por todos cantos e divisões da casa, quem o partilhe com os outros, nos actos e verbalização dos gestos e das palavras, mas há também quem o atire pela janela virtual, pessoal, individual, em grupo,..., numa infinidade de possibilidades, apenas barradas por outra pérola metafórica, o mexilhão. Foquemos então o assunto nesse complexo emaranhado de relações entre um bivalve agarrado às rochas e os seus predadores, que podem ser o pescador, a estrela do mar, ou simplesmente as ondas do mar,..., uma infinidade de possibilidades, a súmula dessa vulgar asserção de quem se lixa é o mexilhão...e não é que é quase quase verdade!

Nota: às vezes o que não faz sentido à primeira faz menos sentido à segunda.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Permissão

Porque as segundas também podem parecer terceiras mal metidas, mesmo naquele ponto onde o ponto de embraiagem roça para o obsceno, nesse segundo que pode durar uma eternidade de reflexão inflectida num universo invertido, paralelo a essa mala onde cabe um minuto de ensaio sobre a vida, mas nada sobre a morte, teorizando sobre o tempo que faz, apesar do tempo que não faz mas que devia fazer, como se o homem mandasse no tempo, e manda! 
Voltando então ao problema mecânico, e ás segundas que parecem sextas, pela velocidade da vida, que não esperou passar mais devagar, nesse lugar onde as horas parecem durar segundos, os anos meses, os meses dias e a vida uma falsa eternidade, nesse quintal que me faz correr sem saber o que vou encontrar, tirando o céu que não existe, ou o chão que os meus passos insiste carregar, onde os aromas marítimos se confundem com "quentes e boas" e o coração é esse insigne espaço onde a mais pesada das criaturas pode levitar. Será que posso esperar pela próxima segunda para acordar?

domingo, 26 de março de 2017

O apagão da Catirolas




Há dias em que as palavras não parecem fazer qualquer sentido, nesse jogo do gato e do rato (em que o rato é que apanha o gato), numa noite de prime time, onde o que fazes é sempre mau, mas o que não fazes é igualmente aterrador. Já houve tempos em que acreditava nas formigas nocturnas, nos seus gestos, na sua boa vontade. Tempos em que a casualidade era tão real, como escrever este post em Trikini, com uma touca na cabeça e chinelos no dedo, num dia semelhante ao de hoje, sem grandes gestos e num silêncio de palavras desconfortantes, em que faz falta tanta coisa, mas ainda mais essa taça de chá de folhas verdes, e muito mais esse amigo, que coloca a água ao lume e nos aconchega, sem questionar.
Por vezes sinto falta de olhar para trás e de ficar por lá algum tempo. Saudades de ouvir musicas de antigamente, ainda que numa versão espanhola, depois da portuguesa ter sido censurada, escrutinada e amplamente criticada...Aglutinada por esse conjunto de actos, que confundimos muitas vezes por "valores", mas que parecem ser, cada vez mais, uma modernice da nossa era, vou então ouvir essa música e suspender a actividade eléctrica, ou se preferirem, desligar!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Parar, escutar... ficar ou partir



Nas catirolices de hoje pensei em escrever uma autobiografia, já que está tanto na moda, mas depois ponderei…Oh Catirolas tu não és expresidente de coisa alguma, na verdade não és coisa alguma, por isso deixa-te disso e faz o que fazes pior, mas tão bem….


Às vezes basta parar e escutar! O eco da cidadania, o cantarolar da critica… a voz daqueles a quem todos dão razão, sem questionar. Nessa sabedoria cega, que me faz ter medo do mundo. 
Depois há que correr, correr bem e depressa, sem fazer aquecimento, preparação, descalça,… assim me sinto e me vejo por estes dias, onde dar o melhor de consciência e coração, já não basta. Não há caminho que nos leve à nascente se não tivermos o mapa da intuição no bolso dessas calças de ganga, que miraculosamente ainda nos serve (o bolso não as calças). O modo como governamos e somos governados, no dia a dia, sem qualquer conotação politica ou ideológica, faz-me pensar na vida.
Nas linhas das mãos e nos traços dos pés, vagueiam vagões de comboios a vapor, desses tempos em que era impossível descarrilar e há tanta coisa que gostava de mudar… mudar em mim, nos gestos, nas palavras, no absurdo…  mas mudar o quê? Se as linhas se mantém apesar dos comboios agora serem outros, ou não existirem comboios sequer. Fazer de consciência e  de coração, oferecer o melhor de nós, para nós e para os outros, é hoje, quer se acredite ou não, uma quimera e a grande diferença entre o ficar e o partir e eu não sei bem porque ainda estou por aqui.Às vezes basta parar e escutar! 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Dia de conhecer os pais


O mais curioso, o mais enigmático, o mais pitoresco,..., o mais curtido de mais um Dia do Pai é que graças ao mundo virtual, não só fiquei a saber como muitos partilharam os seus dias, as lembranças que ofereceram, ou as memórias que revisitaram, como conheci o rostos de muitos pais até então desconhecidos para mim... e isso tem muito de ternura e um gosto de Primavera.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Aquilo que juntamos, nós somos

Somos aquilo que juntamos, a frase parece demasiado feita para ser real, mas o que está para lá do que se lê nas linhas parece, parece-me, não com demasiada ironia, que há por aí uma forte obsessão de "conquista". E há tanta coisa que se perde.
A julgar por tantas atitudes e vontades parece, parece-me que o conta, não é bem a qualidade, o que importa, não é exactamente a forma ou o conteúdo, mas sim a velocidade com que se produz e mais importante, se mostra ao mundo primeiro. Será possível desbravar outros territórios? Podemos ao menos respirar um pouco?
Longe de uma memória colectiva e num entendimento mais perto da loucura do que de um sofismo., somos garantidamente..., não no sentido físico das palavras, como o entrelaçar de duas mãos, ou, no sentido poético, de um belo versar de palavras, aquilo que juntamos.
Quando conseguimos olhar para além da comida que nos servem à mesa, percebendo quem colocou a semente na terra, colheu, descascou, cozinhou, serviu à mesa e ainda teve tempo para limpar a cozinha..., um ilustre desconhecido a dar o máximo ganhando o mínimo num restaurante estrelado. Quando nos importamos, somos garantidamente aquilo que juntamos e aquilo que juntamos é amor.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Leituras Motivacionais / "Mutilacionais"


No outro dia dei por mim na biblioteca, que habita no piso abaixo do chão da minha casa, a folhear (diferente de desfolhar, tantas vezes erradamente usada no nosso vocabulário), livros que ensinam a ser rico depressa, (não confundir com procedimentos de algumas figuras, no sentido figurativo e idealmente tóxico da palavra), que nos direccionam por caminhos curtos de ascensão rápida, que nos instruem a ser bons, o máximo, os melhores, The Best e tantas outras preciosidades, que não convém revelar, pois não queremos fazer diminuir os hábitos de leitura, pelo menos não deste blogue. Mas alguém o lê?!! Sem querer generalizar e admitindo que se os tenho na biblioteca, é porque provavelmente existe um lugar para eles, e que naturalmente isso me obriga a reflectir...Cá vai disto: Os livros de auto motivação ensinam-nos a saber aproveitar as oportunidades, mas o que os livros de auto motivação não nos ensinam é que as oportunidades não nos caem no colo, que é preciso criar oportunidades para que elas realmente surjam e para que isso aconteça e sem nos darmos conta estamos a ler livros de AUTO MUTILAÇÃO|

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia da Mulher - Aqui vai disto com humor

Ler a receita e não segui-la, amassar a massa, fazer o bolo e comê-lo numa só dentada, sem ter medo de ficar engasgado e de cuspir as migalhas para o mundo em forma de palavras... aqui vai disto...

As mulheres actuais lutam pelo sofá da sala, por carros com maior cilindrada, pelo direito ao orgasmo, pela sua masculina feminilidade… 
Para assinalar esta data o "Catirolas" escolheu cinco das mulheres mais influentes de Portugal. 
As nossas mães, pelo carinho de estarem sempre presentes.
As nossas avós, pela sabedoria, por nos guardarem os ovos caseiros e queijinhos de cabra, e nos matarem de beijos sempre quando as vamos visitar. 
As nossas amigas, pelo companheirismo e cumplicidade, por nos darem a roupas que já não lhes serve, por nos dizerem que estamos mais magras e belas, (mesmo que não seja verdade). 
As outras mulheres do mundo laboral, por nos fazerem manter os níveis elevados de desempenho e rigor, e nos despertam a ambição e por fim...
As EX dos nossos homens, por lhes terem dado motivo de comparação e por lhes terem ensinado que este amor, é algo que só nós lhes podemos dar.

No dia 8 de Março comemora-se o dia das Nações Unidas para os direitos da Mulher. A data foi adoptada em 1975, e visa lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas ainda estão sujeitas por este mundo.
Este dia tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. 
Actualmente essa luta continua a existir, luta diária contra o “machismo” económico, politico e social, que ainda está muito enraizado no "homem", como ser humano, independentemente do sexo, ainda que com uma melhoria significativa.
Cartaz soviético de 1932.
 Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha."
 Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"





domingo, 5 de março de 2017

Humor negro

Amanhã é segunda feira, a primeira depois do Carnaval.
Agora que já despimos as máscaras, ou em muitos casos, as voltámos a vestir.
Concordem ou não... vale a pena refletir.

Ninguém é completamente inútil... pelo menos serve de mau exemplo.
Errar é humano, mas achar de quem é a culpa parece ser mais humano ainda.
O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.
Quem sabe, sabe e quem não sabe é provavelmente chefe de alguma coisa.
Deixar a bebida é bom, mas é bom lembrar também onde a deixou.
Existe um mundo melhor, mas é caríssimo. 
Existem três palavras que abrem e fecham muitas portas. Puxe, Empurre e (des)honestidade.