terça-feira, 28 de março de 2017

O lixo e o mexilhão


Há dias em que me apetecia interiorizar, não confundir com exteriorizar ou teorizar sobre um local que guarda todo o tipo de transacções, vulgarmente conhecido por caixote do lixo, não confundir com banco. 
Está cientificamente provado que o lixo que produzimos diz muito sobre cada um de nós, mas muito de nós diz também sobre o que fazemos com o lixo. Há quem o guarde só para si, por todos cantos e divisões da casa, quem o partilhe com os outros, nos actos e verbalização dos gestos e das palavras, mas há também quem o atire pela janela virtual, pessoal, individual, em grupo,..., numa infinidade de possibilidades, apenas barradas por outra pérola metafórica, o mexilhão. Foquemos então o assunto nesse complexo emaranhado de relações entre um bivalve agarrado às rochas e os seus predadores, que podem ser o pescador, a estrela do mar, ou simplesmente as ondas do mar,..., uma infinidade de possibilidades, a súmula dessa vulgar asserção de quem se lixa é o mexilhão...e não é que é quase quase verdade!

Nota: às vezes o que não faz sentido à primeira faz menos sentido à segunda.


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