quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Ladeira

Ladeira após ladeira sem olhar para trás, sem pressentir o sol que tapava momentaneamente a lua como se quisesse deixar uma mensagem, levantou-se um ar... talvez o vento. 

Todos os dias sentimos dúvidas e pregamos certezas.
É preciso muita coragem para enfrentar as imperfeições e as desilusões. 
Porque somos tantas coisas diferentes em tão pouco espaço de tempo? De madrugada somos zombies, de manhã profissionais (in)competentes, ao crepúsculo queremos chegar a casa para sermos amantes e cuidar dos nossos filhos, um pouco antes de voltarmos a ser zombies novamente.
Porque não somos tantas coisas diferentes em tão pouco espaço de tempo? Avaliados diariamente com inveja, crítica, carinho ou curiosidade mórbida, vítimas e criminosos de um constante big brother, que pode ou não atingir-nos. Felizmente, a maior parte das vezes, tudo isso faz parte da nossa cadeia alimentar, onde podemos comer e vomitar a seguir, ou então optar simplesmente por fazer dieta, a diferença está naquilo que damos importância e que nos pode ou não realmente afetar. Aconteça o que acontecer, seguir em frente é sempre opção, seguir caminho sem esquecer que os "pés" também podem pedir desculpa e dizer obrigado. 
Desculpem esta ausência, obrigada por ainda estarem aí.