quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O perfil do incendiário

O perfil do incendiário em Portugal está a mudar. Agora já não é apenas, aquele individuo, mais ou menos lunático ou com problemas mentais entre os 20 e 50 anos. Não. Os incendiário da era moderna agora são: Os herdeiros na disputa de um terreno, que enquanto não é de ninguém permanece abandonado; o cidadão comum "amigo das ervas daninhas", que as deixa crescer quintal fora até quase tapar a janela de sua casa, o vizinho do cidadão comum, que não o deixa cortar as ervas porque que estão no seu terreno, e no que é dele, ninguém toca. As autoridades administrativas, que com as suas burocracias infinitas, não deixam avançar projectos agrícolas em terrenos baldios, o pequeno e grande empresário, que continua a despejar lixo na floresta, por "aparentemente" ter menos custos e por estar já ali; as autoridades fiscais e a justiça, por continuarem a ser demasiado lentas e brandas, no fazer cumprir a lei; o próprio estado, por não dar o exemplo, naquilo que lhe pertence e por negligenciar património florestal. E por fim, cada um de nós, por acharmos que o que não é nosso, não nos interessa, porque a preservação do ambiente, não deveria ser apenas uma prioridade, "no nosso quintal" deveria ser para todos, individual e colectivamente um modo de vida, todos os dias. 

Imagem: Internet

4 comentários:

Estudante disse...

É bem verdade... :\

somaijum disse...

É o relaxe habitual, só que numa área onde o relaxe sai caro.

Eu costumo dizer que há profissionais da saúde que agem como se fossem mecânicos ou eletricistas, com a diferença que um erro num humano, tem consequências bem mais grave do que uma porca mal apertada.

Para concluir sem que esta última parte não fique a parecer deslocada, o que quero dizer é que não podemos ser igualmente relaxados em situações onde as consequências são diferentes e, nalguns casos, muito graves.

Alberto Santos disse...

Na verdade existe um sem número de processos que poderiam obstar que acontecessem este "fenómenos?",para além da malvadez da incúria etc etc. Quando
cessou a obrigatoriedade do cumprimento do serviço militar coloquei a minha opinião no sentido
dessa continuidade obrigatória e já que felizmente não havia guerra os elementos fizessem uma especialização para estes casos dos fogos e mais tal como no meu tempo de tropa se faziam acampamentos no verão eles continuariam espalhados por essas serras além e ao mesmo tempo que eram vigilantes seriam os que mais depressa acorreriam aos sinistros.Desculpe este longo comentário.Alberto Santos "Alberto Latoeiro"

Catarina Reis disse...

Realmente Sr. Alberto tem toda a razão, e isso era feito havia um patrulhamento das matas, por parte dos militares... mas uma coisa que muitos não sabem, é que os militares que têm mandado para a ajuda aos bombeiros nos fogos, ainda que não vão para o combate do fogo, não vão com fardas adequadas, e muitos deles não têm qualquer formação nesse sentido. Se isso fosse feito, talvez o contributo fosse mais eficaz, porque até temos os meios, por vezes não sabemos é o que fazer com eles. Obrigado pelo comentário Bjs

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