Nesta altura do ano quando a palavra quase se aproxima a passos largos de qualquer coisa, não posso deixar de sentir uma certa nostalgia e saudade, principalmente da minha avó materna que me fazia o "café das borras" numa cafeteira mascarrada ao lume em cima de um tripé, ao mesmo tempo que amassava a massa com os cotovelos das filhoses para a noite da consoada e me contava histórias de antigamente. Tenho saudades da sua pronúncia beirã e da sua habilidade para dizer uma centena de "caralhadas" numa frase com poucas falas sem parecer mal.
Memórias eternas, entre outras coisas que guardo comigo para sempre.
Olho em frente com a vontade de uma optimista e faço uma pequena reflexão por aqueles que correm sem saber para onde vão: Não se iludam meus queridos amigos leitores, a essência do amor não está nessa caixinha muito bonita cheia de laços e brihantes que provavelmente irão receber no Natal... está sim na vontade de abrir o coração.
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Foto do Baú lá de casa, distorcida, para preservar a identidade da avó Helena. |
3 comentários:
Olá Cat,
Bonita homenagem à tua avó :-)
Eu também sinto muitas saudades da única avó que conheci. Tenho muitas e boas recordações dela. Foi pena ter partido quando tinha apenas 15 anos. Ficam as recordações...
Beijinhos.
Paula Seixas
Catarina, esta época presta-se a estas belas recoradações. Não tenho dúvidas que estás muito certa no que dizes. beijos
Parece uma pintura.
E isso das caralhadas é uma habilidade de varios avós estou a ver.
Bonito.
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