terça-feira, 15 de abril de 2014

Os campos de concentração da saúde

No outro dia vivi uma experiência na terceira pessoa, porque se fosse na primeira, não sei se tinha aguentado, absolutamente de outro mundo, que entre hospitais públicos e viagens de vários quilómetros, o problema de uma espinha espetada na garganta, ficou resolvido em 10h00, removida sem anestesia com uns tubos enfiados garganta abaixo. 
Desde que houve um aumento das taxas moderadoras, os portugueses estão a optar pelas urgências dos hospitais privados em detrimento dos hospitais públicos, o tempo de espera e a qualidade do serviço estão na origem dessa opção.
O Ministro da Saúde acha normal, uma concorrência saudável. 
Qual concorrência? Se o atendimento, a qualidade do serviço e o tempo de espera  não têm comparação. 
Não há sistemas perfeitos é verdade, mas aspirar a perfeição deveria ser uma máxima, ainda mais quando se trata de pessoas, de vidas humanas... uma população a caminho do extermínio e da extinção, num campo de concentração moderno a que deram nome de Urgências.

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Caminhamos para a destruição do nosso sistema de saúde pública.
É preciso poupar e as poupanças recaem naqueles que menos podem e mais sofrem.
É vergonhoso ver que cortam na educação e na saúde mas não cortam nos vencimentos dos magistrados nem nas mordomias da Assembleia da República.
Ainda não apareceu nenhum político a pedir a abolição do bar e refeitório da Assembleia onde se gastam fortunas fabulosas e que todos escondem.

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