Não estava a chover, mas o sol
também teimava em não aparecer. Maria, (nome fictício) 36 anos, estava sentada,
mal sentada com a postura incorrecta, segundo as normas de ergonomia do
trabalho. No meio de respostas e perguntas. “Será que correu tudo bem?” Entre
os emails, os escritos e as promessas, a vontade é sempre a mesma: Não é não
errar, porque errar faz parte da construção, da vida. É não querer falhar. Falhar
com as pessoas, a quem se dedica a maior parte do tempo. São esses sentimentos
que a deixam com o nervosismo à flor da pele, o coração a acelerar e uma angústia
como nome e prognóstico. Quem sofre por antecipação sofre a dobrar e este
sofrimento em casos extremos pode levar ao colapso. Essa ansiedade largamente
diagnosticada e acompanhada é curável, na cura... venham os ansiolíticos de paciência, de
compreensão, amizade e com a germinação de uma relação honesta, com os outros e
principalmente consigo mesma.
Às vezes revejo-me na Maria, muitas vezes, talvez
demasiadas até. Nesse encontro e vontade de fazer bem, o bem em todos os campos,
mares e serras da minha vida. Nem sempre sou capaz… não sou de longe nem melhor
nem pior, mas pelo menos sei que tentei.
Se consegui? Se consigo?
Não sei. Só sei que volto sempre. "Volte Sempre", há quem diga! Mesmo que muitas vezes não me apeteça.…eu volto, claro que sim. Como não poderia?! Afinal é nesse amar que me
sinto viva.
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Foto: Catirolas com a Pipinha |
2 comentários:
Belo texto Catarina! Bjinho
Obrigada pela visita e pelas palavras Magnólia. Beijinho
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