Aquele momento em que
te percebes que estás na “santa terrinha”. Compras uma rifa para ajudar alguém
e reparas que o primeiro prémio é um leitão vivo.
Ontem alguém me pediu para
comprar uma rifa, “para ajudar nas festas do santo da terra, em plena época
alta da Santa Terrinha”. E eu, como habitualmente, lá comprei. Dois euros pelo
número 10 e 11. Normalmente não costumo ligar muito ao prémio, até porque nunca
me sai nada. Mas desta vez… Não é que o primeiro prémio é um leitão vivo!
E se
me sair? Que raio vou eu fazer a um leitão vivo?
Transformá-lo em febras? Bem,
isso parece estar muito além das capacidades assassinas da Catirolas. Juntá-lo
aos meus gatos do quintal? Correria o risco de se tornar numa autêntica “gatilopocilga”
e lá se iam as flores do jardim, os meus canteiros de ervas aromáticas e de chá,
os meus morangos, os kiwis e até o duche solar não sei se sobreviveria a tanta
animação.
Dá-lo a alguém? Fica sempre a responsabilidade, sabe-se lá para que fim. Ainda se
não tivesse visto a pobre criatura com aqueles olhinhos de porquinho mal amado…
Bem talvez seja melhor não pensar muito e confiar nas estatísticas e nas
probabilidades. “Por favor que não me saia o Leitão”!
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Imagem: Internet |
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