quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Reflexão sobre a crise

Estou longe, a crise não me afecta. Não estou à procura de ajuda externa, procuro essencialmente força interna.
Acordo todos os dias incrédula com o que leio, com o que vejo, com o que se passa à minha volta e até dentro de mim, e não me refiro apenas ao roncar da barriga quando tenho fome. Não.
Vivo uma despreocupada preocupação.
Não olho para os conselhos do “professor barafunda” para ver como me vai correr o dia e não acredito na incapacidade desta multidão à procura de uma oportunidade para vencer na vida, no recrutamento e selecção de três segundos, tempo que demora a saber que o escolhido para o cargo, é o padrinho do afilhado, que afinal é o primo do tio, que neste momento está a estudar para ser Doutor de algo indefinido, mas sempre com alto valor, quando ainda à tanta terra por cultivar e casas por habitar e corações para curar.
Sem saber muito bem se realmente é preciso destruir para construir. Acredito nas pessoas, no capital humano, o único capaz de resolver os problemas criados um pouco por todos nós, não apenas pela classe política, porque é fácil atirar a culpa para o vizinho que faz muito barulho à noite, só porque não ouvimos o nosso próprio ruído e isso não é nada útil nem bonito.
Acredito na amizade em quaisquer circunstâncias, independente do tempo ou do espaço de uma relação e amo os animais, admiro a sua capacidade simplista de serem apenas aquilo que são. Leais e verdadeiros.


Imagens: Internet


3 comentários:

Tulipa disse...

Concordo contigo. Gostei do texto. kiss

siceramente disse...

Também acredito nas pessoas! Principalmente as portuguesas :D

Catarina Reis disse...

Gostei que tivesses gostado Tulipa.
Siceramente, que curioso eu também gosto principalmente dos portugueses, porque será?
Beijos aos dois.

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