quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nazaré terra de contrastes.

Portugal, é um país com paisagens dignas de qualquer postal ilustrado.
À medida que se aproxima o Verão, pelo menos no calendário, é natural que nas zonas de veraneio se comece a preparar "as barracas" e a repor os stocks, para a afluência de gente, que durante os meses de Junho a Setembro triplicam a população e dinamizam a economia local.
Nazaré é uma terra bonita de paisagens idílicas, com um mar insolente, num misto de calmo e bravo, que em dias de céu limpo, apresenta uma tonalidade estonteante! Uma terra com recantos únicos e de tradição histórico-cultural invejável, com tasquinhas e restaurantes, onde se come bem a um preço razoável. Lugar de  gente afável e divertida, que se esforça para receber com orgulho, quem a visita, quebrando todas barreiras linguísticas com a linguagem gestual, como é o caso das peixeiras, que têm o costume de "enfiar ", as tabuletas  de "aluga-se..." por quem lá passa de uma forma peculiar, como não se vê, em nenhum outro lugar.
Infelizmente a Nazaré não é apenas uma terra bonita.... 
É uma terra de becos e de ruas estreitas que, sem se perceber bem porquê, cheiram demasiado a águas domésticas e a peixe podre. Com uma inexplicável falta de "brio" para receber o turismo com requinte e dignidade, com uma visível escassez de infraestruturas, ao longo do imenso areal que compõe a sua praia, apesar de algumas melhorias notórias e com excepção do local onde é erguida, com mérito, a bandeira azul.
É a terra da Lenda de Dom. Fuas Roupinho, agora em concorrência directa com a  "Lenda da Onda Gigante", que levam muitos curiosos ao farol (que normalmente não está visitável, mas que poderia e deveria estar), por uma estrada apertada e sem estacionamento adequado, bermas, ou passagem para peões, onde é possível apreciar a vista fantástica sobre a Nazaré e o seu "Canhão", agora, simultaneamente com outra vista demasiado deprimente e desleal: a multidão em peregrinação ao local e o lixo e a poluição que advém dela.

Cuidar do património de todos, deveria ser, para cada um de nós, a única forma de ser e de estar na vida. 








1 comentário:

somaijum disse...

Nunca lá fui de verão. Gosto da Nazaré no outono, de tirar fotos lá do alto (do Sítio).
Já dormi numa dessas casas, num fim de semana daqueles ao acaso (1990). :-)

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