Momentos de outono em que sou invadida pelo recordar do cheiro a castanhas, "quentinhas e boas" da Rua Augusta, pelos almoços em jeito de tertúlia da "má língua" na Gulbenkian, ou das ginginhas ao final da tarde em copos de vidro mal lavados. Há dias em que me faz falta a confusão do fecho de qualquer coisa grande. Da gente que usa gravata durante semana e que se veste de modo casual à sexta-feira; de um "after work" no Pavilhão Chinês e de sentir o cheiro a maresia misturado com o óleo dos barcos que atravessam o Tejo. Tenho saudades das conversas banais no "Pulo da Cerca" e de comer um gelado "numa praia sem vento", mas o que é mais verdade é que sinto falta daquelas pessoas com quem tive uma relação grande parte da minha vida, gente citadina mas simples, puras e genuínas, que sabem como eu sou, do que gosto e como estou naquele dia, com um simples olhar. Amigos de sempre e para sempre... que apesar de estarem perto estão demasiado longe para neste momento conseguir abraçar.
Ainda não sei muito bem como vai ser, mas um blogue poderá ser uma transmissão de ideias e pensamentos diários.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
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1 comentário:
Um texto actual e espontâneo como são as amizades do agora.
Muitas coisas acontecem por força das correntes sociológicas.
Acontece dar mais importância a uma amizade distante e virtual do que a alguém próximo de nós e a precisar do nosso olhar e da nossa mão.
A tecnologia também nos torna ausentes.
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