Passamos por eles, ouvimos apregoar por aí, escondidos em tendas, ou casas que parecem tendas, ou em casas que em nada se parecem tendas. Nem todos se vestem dos pés à cabeça, deixam crescer os cabelos, as barbas e os filhos e os filhos dos filhos e nem todos filhos da mesma mãe e muito menos filhos da mãe. Nem todos vivem na clandestinidade, comercializam armas, empunham armas...e se tornam armas. Nem todos atropelam pessoas com o mesmo rigor que lhes atropelam os sentimentos.
O mundo há muito que deixou de ser o que era, não apenas pelo terrorismo, muito presente, mas por culpa da visibilidade dos nossos dias. Somos vaidosos, tudo exibimos, tudo mostramos. Podemos não ser terroristas mas somos repórteres da morte. Usamos fechaduras para segurar os nosso bens, mas não hesitamos em expor as nossas vidas.
Ainda não sei muito bem como vai ser, mas um blogue poderá ser uma transmissão de ideias e pensamentos diários.
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