Pára! Escuta e desolha! Sim de-so-lha, “fracturando a palavra”,
primeiro de dentro para fora, depois de fora para dentro, com ou sem óculos. “Aquilo
que se vê depende e muito do que se sente, não apenas do que seremos capaz de
sentir, mas do que aceitamos realmente sentir. Será?”
Coincidência nos afectos, os amores também já por ali não
moram não, nem os autocarros, ou as camionetas, muito menos as carroças e os
carroceis, “talvez estes últimos ainda balancem em dias de festa e provoquem ali
qualquer ignição”. Na generalidade e chamando os bois pelos nomes, já nenhum
boi por ali se digna a parar. Por esta altura e esquecendo esse retrato, que
deixa a nu todas as fragilidades ventriculares, resta a lembrança: um penico de
dias vividos intensamente pela herança de alguém minguado de dotes físicos, mas
muito atraente na intelectualidade do seu ser, onde sobressai essa estranha mas
perfeita forma de amar “se é que existe perfeição”, um amor que tudo nega mas
que tudo aceita.
Só há um caminho para
a vida… a vida.
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Foto: Catirolas |
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