O tempo passa a uma velocidade feroz, mas que na maior parte das vezes é um incógnito silêncio de trepidação ocular, enquanto isso tique, taque, os ponteiros do relógio sentam-se tranquilamente à espera do jantar, sem ninguém para lhes servir um prato de minutos e segundos.
Extravagâncias! Já se viu, tão desnecessárias como ir a uma consulta de miminhos e ser mal atendido.
Ainda no outro dia falava dos professores, que não bastava tirar um curso, ou ter boas notas, que as pessoas com essas profissões deviam fazer primeiro um curso de vocação. Falei dos professores, (ver catirolas de 18 de Fevereiro, post "Aprender") agora falo dos médicos, por experiência própria e com motivo de comparação. Pela falta de tacto e de psicologia para lidar com os pacientes, pela falta de humildade e humanidade. Aliás, defendo mesmo em qualquer profissão, a importância do Q.E. (coeficiente emocional), face ao Q.I. (coeficiente de Inteligência), porque em qualquer empresa existem pessoas, que entre muitas coisas são movidas pelas emoções, e chegar até elas, é uma forma inteligente de se ser profissional, ou não?
"Hacer que los otros se sientan bien es parte del liderazgo" Daniel Goleman
E de falamos afinal?
Extravagâncias! Já se viu. Falamos de um arrumador a tentar arrumar carros num parque vazio e à espera que lhe paguem, porque arranjou um lugar nos 1000 que estavam vagos. Não é uma tara, não é uma embirração, mas recuso-me a pagar dinheiro por uma ocupação desocupada, alimentada pelo medo de nos estragarem o carro. Inconscientemente, o que nos fazem é um crime, porque estamos a ser coagidos a pagar algo, em troca do quê? No mínimo poderei justificar a presença útil de um arrumador quando os lugares estão cheios e ele arranja um…. Agora quando estão vazios, ou até quando o parque é a pagar…. É caso para dizer “Onde para a Policia”? Porque pactuamos com um acto criminoso? Não podemos.
"A intenção oculta do crime é já o próprio crime." (Juvenal).

Bom fim de semana, de preferência a ler numa praia ao sol, sem arrumadores por perto ou médicos snobes. Em plena extravagância intemporal, porque do nada também se tira algum prazer.
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