quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sem crise

Por vezes tentamos seguir um caminho que achamos ser o correcto e não nos apercebemos que este nos leva para próximo do abismo, onde está uma corda, forte o suficiente para nos segurar.

Não vale a pena atirarmos a culpa para os políticos, eleitos democraticamente pela maioria. Eles não prestam é um facto, mas são os que temos.

É preciso encarar os problemas como etapas de crescimento. Ok. Provavelmente não vai ser possível fazer viagens de longo curso, mas apenas passeios pedestres por um Portugal tão bonito; provavelmente não se vai poder mudar de carro todos os anos, comprar uma peça de roupa nova todos os meses para depois deitar fora; provavelmente vai ser preciso cultivar alguns legumes nas rotundas das cidades, ou nos baldios dos campos; talvez as empresas tenham que fazer, realmente desta vez, ginástica mental envolvendo todos os trabalhadores para motivar a economia, ultrapassando aquela ideia de recorrer ao estado, sempre que há momentos de crise, e nem pensar nele em períodos de grande lucro... talvez algumas famílias tenham que voltar à velha televisão dos 4 canais, em detrimento daqueles outros tantos 100 que quase ninguém vê, e tenham que voltar a sentar-se à mesa, para jantar todos à mesma hora e tenham que voltar a conversar e a ser uma família novamente, sem as distracções da massificação televisiva.
Provavelmente outras coisas piores irão acontecer num quadro como este, mas outras coisas boas também…talvez a falta de dinheiro faça realmente sobressair o que as pessoas têm de melhor e que é facilmente esquecido por uma sociedade que apenas aprendeu a consumir:
- O seu sentido de humanidade.

6 comentários:

manjedoura disse...

há males que veem por bem.
Vamos a aprender a poupar.
Só espero é que os politicos aprendam a respeitar o dinheiro que é de todos.

L.O.L. disse...

É certo e sabido que o consumismo não traz a felicidade.

L.O.L. disse...

http://ocantinhodomestre.blogspot.com/2011/05/cumprimento-secreto.html

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


COMPARTIENDO ILUSION
CATIROLAS

CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...




ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE MEMORIAS DE AFRICA , CHAPLIN MONOCULO NOMBRE DE LA ROSA, ALBATROS GLADIATOR, ACEBO CUMBRES BORRASCOSAS, ENEMIGO A LAS PUERTAS, CACHORRO, FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER ,CHOCOLATE Y CREPUSCULO 1 Y2.

José
Ramón...

CoisasDaGaja disse...

"Talvez a falta de dinheiro faça realmente sobressair o que as pessoas têm de melhor e que é facilmente esquecido por uma sociedade que apenas aprendeu a consumir:
- O seu sentido de humanidade." Era bom se assim fosse. Mas acreditas mesmo nisso? Eu não. O problema não é do consumismo, mas sim das pessoas que o fazem e que se habituaram a que isso fosse a máxima das suas vidas.

Eu vivo razoavelmente bem, tenho um filho com 11 anos, e até hoje nunca me pediu nada de marca. Já fizemos 2 natais sem presentes, não porque não pudéssemos, mas para que ele aprenda a construir a vida dele baseado nesse sentido de humanidade que se perdeu. O Homem é, (como diz uma amiga minha) o verdadeiro flagelo do mundo!

A mudança começa em nós e na educação que damos aos nossos filhos :) Mas não acredito que quem se tenha habituado a uma vida de consumo e sem outros valores que não os materiais, vá agora despertar para a humanidade. Acho, infelizmente, que isso vai despertar sim mas o pior que há nas pessoas. A inveja, a frustração, a maldade.

Gostava que tivesses razão! :p

ps. Desculpa o testamento ;)

Beijo

Catarina Reis disse...

Pois coisas de Gaja... não fizeste um testamento e acho que o teu ponto de vista é bem real... claro que no fundo no fundo acredito que ainda existem boas pessoas... quero muito acreditar que sim. Obrigado pelo teu contributo. Um grande beijiho

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...