São assim... tristes tão tristes, que as suas lágrimas parecem cachos de uvas pendurados na videira os olhos. Pobreza de casa, de trapos, de amor, ausência de pão. Vidas trazidas à praça pública em pequenos desacatos privados, raspas de promessas entoadas num timbre de voz invisível, para ninguém escutar. Gritos secos de bocas molhadas pelo vinagre da indiferença. Aí se vai ficando, cuspindo golfadas de dor no prato que se come, ainda que este se encontre ausente de comida. Ridículo?
Permanecer num lugar onde não se pertence, ou partir para outros horizontes que parecem infinitos labirintos de veredas domingueiras, onde o vazio é sempre o mesmo e até a indigência da guerra se reflecte nesse silêncio só, num colectivo de manhãs que têm o gosto de noites e de meses que aparentam anos e anos iguais. Quem sabe se amanhã o calendário nos surpreende e se não será finalmente dia de folga.
Ainda não sei muito bem como vai ser, mas um blogue poderá ser uma transmissão de ideias e pensamentos diários.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
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