quinta-feira, 6 de junho de 2013

E se subitamente começassem a chover cartas?

Enganam-se aqueles que achavam que hoje, dedicaria páginas e páginas de escrita, a instruir o Sr. Primeiro Ministro, (que afirma: "não ter medo dos portugueses"), que medo é uma coisa totalmente diferente de respeito.
Respeitar aqueles que confiaram nele para chefe do governo é tudo o que os portugueses queriam.

Sobre os encerramentos dos serviços às populações, incluindo os postos dos CTT, a visionária Catirolas já em Novembro de 2011, tinha dedicado um texto a este assunto que poderão reler aqui:
Por isso, e depois de ter visto nos últimos dia, os protestos das populações e constatar "In loco" o encerramento do posto de correio na "santa terrinha", tendo ficado agora o mais próximo, a 5Km, só me resta acrescentar,  que  o maior protesto que todos poderíamos fazer era, esquecermos os SMS e as Redes Sociais e começarmos a enviar cartas uns aos outros.  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Poluição visual

As próximas eleições autárquicas, segundo o calendário eleitoral, estão marcadas para o dia 11 de Outubro. 
Com tantas rotações de cadeira, devido a excesso de mandatos, é natural que os candidatos se queiram dar a conhecer junto das populações, na tão aclamada "caça ao voto", e até acho bem que o façam, mas com acções de campanha concertadas, sobre os objectivos e os projectos para cada município, ainda que na maioria, e depois de eleitos, sejam esquecidas, sendo substituídas por outras, onde outros interesses, falam mais alto.
Mas de tudo isto, o que acho verdadeiramente doloroso, não só aqui na "Santa Terrinha", onde a paisagem ainda é um postal ilustrado ao vivo e real, mas por todo o Portugal fora, é o excesso de outdoors, de painéis luminosos, de cartazes e faixas, com a fotografia dos candidatos, esbanjando charme politico. 
Uma poluição desmedida, desnecessária e pouco útil, que deveria ser proibida, tal não é o desconforto visual que provoca e os danos que acarreta para a saúde, uma vez que está cientificamente provado que os elementos que compõem harmoniosamente o "espaço urbano" são um importante contributo para a tranquilidade psíquica.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pelos direitos das ervas daninhas

Os incêndios são uma praga em Portugal, não por culpa dos incendiários, pelas altas temperaturas, ou até  por falta de meios de combate aos incêndios, mas por falta de respeito, de civismo e de cultura de preservação florestal. 
Este ano, mais do que nunca e devido ao tempo que se tem feito sentir, vai ser um ano muito complicado para os bombeiros, mal comece a época dos incêndios. O mato cresceu desalmadamente e muitos dos corta-fogos, ainda estão obstruídos pelas árvores de grande porte que caíram, na última tempestade de Fevereiro.
Os proprietários no qual se incluí o estado, não limpam os terrenos, onde as árvores de grande porte coabitam com ervas de toda a espécie, que crescem livremente juntamente com lixo alheio, sem qualquer oposição. 
No bairro onde habito, existem donos de pequenos quintais virados para a rua, que são numa escala reduzida, reflexo disso:  Proprietários de quintais, onde a erva cresce de tal forma, que chega a tapar a vista da casa dos que lá habitam, sem que os mesmos se importem com isso. 
Cidadãos profundamente sensibilizados e empenhados em defender a causa dos direitos das ervas daninhas e da manta morta. 
 
 
 

sábado, 1 de junho de 2013

Vamos ajudar

Este fim-de-semana vou dedicar, com muita alegria, mais uma vez, através de um banco de voluntariado ao qual pertenço, aqui na zona onde resido, umas horas ao banco alimentar contra a fome. 
Por mais ou menos injustiças que existam, é importante continuar a acreditar no amor das pessoas, para cuidar de outras pessoas, porque só aí reside todo o sentido da humanidade.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

o mito da fatura

O governo prepara-se para incluir no orçamento rectificativo, uma alteração de 5% para 15%,  à dedução no Irs no Iva gasto em aquisições e prestações de serviço em algumas actividades.
Este beneficio fiscal, não deveria ser apenas, para algumas actividades e sim para todas, como as compras nos hipermercados. 
Embora seja um principio,a economia paralela, não se combate apenas com "micro intenções" ou com autoritarismos. Combate-se com atitudes que provem, que aquele é o caminho correcto, gerando um clima de confiança nos contribuintes. Porque é difícil mudar mentalidades, e enquanto continuar a existir, por parte das empresas e da população em geral, o "mito da factura", ainda mais numa época de dificuldades económicas em que o que todos querem, é no imediato, pagar menos, ainda que a longo prazo, esta invasão fiscal signifique mais despesa para todos os contribuintes, logo pagar mais, não há medidas que resolvam o problema.





Passeio de Pasteleiras

Alcobaça é uma terra com uma forte ligação histórica e cultural, mas também uma terra de encanto e de  muito romantismo, por onde vale a pena passear.
No fim-de-semana passado, esta terra singela e formosa, foi também "palco" para um passeio de bicicletas antigas, com ciclistas a rigor trajando roupas do fundo das arcas das avós. 
Numa iniciativa levada a cabo pela Associação dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, inserido nas comemorações dos 125 anos de existência. Foi uma manhã de Domingo de exercício, convívio e de muita beleza à mistura, numa actividade que tem cada vez mais adeptos e onde é possível ver pessoas de todas as idades e gerações.

Foto CM brindes




terça-feira, 28 de maio de 2013

E subitamente o discurso mudou...

E subitamente o discurso mudou...
Não sei se é já o síndroma da fobia autárquica, a tomar conta da agenda politica; se foi um raio que atingiu inexplicavelmente a linha de pensamento dos governantes, ou se finalmente, existem realmente medidas concretas, não apenas discursos e utopias para mudar o rumo da economia portuguesa. Porque, depois das medidas de austeridade, depois do "enorme aumento de impostos", e de toda uma série de "artimanhas" e "jigajogas" de imposições, que na realidade e na prática, em nada beneficiaram o pais e que também não cortaram assim tanto, nas tais "gorduras do estado", apenas nas magrezas dos contribuintes e nas famílias que já não têm muito mais para dar, para além da fome. Onde não existe realmente uma "economia crescente e em movimento", onde não existe trabalho e quando acontece, aparece como uma luta desigual, onde se procura contratar, com o menor custo possível, mão-de-obra qualificada, a preço de saldos. 
Não sei, mas depois de tudo isto e muito mais... vir dizer que o que importa são finalmente as pessoas e o capital humano... parece bom demais para ser verdade.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Tudo deve mudar para que tudo fique como está.

António Passos Coelho, pai de Pedro Passos Coelho, ontem em declarações ao jornal "i", veio dizer que o filho está farto das suas funções, "morto para se ver livre disto" e desejoso de regressar à sua vida normal. 
O médico reformado, vai ainda mais longe nas suas declarações, afirmando que a "família vai fazer uma festa", quando o filho largar o poder.

É curioso como todos se queixam da politica, que dá demasiada exposição mediática, que é uma enorme dor de cabeça, que não existe nenhuma vantagem, mas mais cedo ou mais tarde, todos lutam para ocupar a cadeira do poder. 
Como cidadã portuguesa votante e sem entrar em qualquer simpatias partidárias, não me parece nada correcto ouvir o pai do primeiro-ministro, dizer estas coisas em público, mesmo que sejam reais.
A verdade é que, e apesar de sabermos que na maioria dos casos, uma mudança de cadeira,  independentemente da cor politica, significa apenas mais do mesmo. Quando o sr. primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho,  sair do governo, por vontade própria ou não, quem vai fazer a festa são os portugueses. 


Tudo deve mudar para que tudo fique como está.
Giuseppe Tomasi di Lampedusa

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nazaré terra de contrastes.

Portugal, é um país com paisagens dignas de qualquer postal ilustrado.
À medida que se aproxima o Verão, pelo menos no calendário, é natural que nas zonas de veraneio se comece a preparar "as barracas" e a repor os stocks, para a afluência de gente, que durante os meses de Junho a Setembro triplicam a população e dinamizam a economia local.
Nazaré é uma terra bonita de paisagens idílicas, com um mar insolente, num misto de calmo e bravo, que em dias de céu limpo, apresenta uma tonalidade estonteante! Uma terra com recantos únicos e de tradição histórico-cultural invejável, com tasquinhas e restaurantes, onde se come bem a um preço razoável. Lugar de  gente afável e divertida, que se esforça para receber com orgulho, quem a visita, quebrando todas barreiras linguísticas com a linguagem gestual, como é o caso das peixeiras, que têm o costume de "enfiar ", as tabuletas  de "aluga-se..." por quem lá passa de uma forma peculiar, como não se vê, em nenhum outro lugar.
Infelizmente a Nazaré não é apenas uma terra bonita.... 
É uma terra de becos e de ruas estreitas que, sem se perceber bem porquê, cheiram demasiado a águas domésticas e a peixe podre. Com uma inexplicável falta de "brio" para receber o turismo com requinte e dignidade, com uma visível escassez de infraestruturas, ao longo do imenso areal que compõe a sua praia, apesar de algumas melhorias notórias e com excepção do local onde é erguida, com mérito, a bandeira azul.
É a terra da Lenda de Dom. Fuas Roupinho, agora em concorrência directa com a  "Lenda da Onda Gigante", que levam muitos curiosos ao farol (que normalmente não está visitável, mas que poderia e deveria estar), por uma estrada apertada e sem estacionamento adequado, bermas, ou passagem para peões, onde é possível apreciar a vista fantástica sobre a Nazaré e o seu "Canhão", agora, simultaneamente com outra vista demasiado deprimente e desleal: a multidão em peregrinação ao local e o lixo e a poluição que advém dela.

Cuidar do património de todos, deveria ser, para cada um de nós, a única forma de ser e de estar na vida. 








terça-feira, 21 de maio de 2013

Papás Online

É curioso que não tendo a escrita como um modo de vida, ela é certamente para mim, um estilo de vida.

Já repararam que actualmente ser professor é uma profissão de alto risco, não pelo comportamento dos alunos, mas essencialmente pelo comportamento, "demasiado zeloso" de alguns pais, que chega, em alguns casos a roçar o ridículo. Porque estar diariamente "online" com a escola e com os filhos, não significa estar efectivamente presente na vida... e isso é que é realmente importante.




segunda-feira, 20 de maio de 2013

Melancolia de segunda-feira

Sabem o que por vezes me faz ficar melancólica numa segunda-feira de manhã?
É saber que mesmo em dia de feira, com todas as pessoas que visitam a cidade, para comprar o que precisam, a "Santa Terrinha", nunca terá a adrenalina, o barulho, o cheiro, a luz e a agitação de uma qualquer manhã de Lisboa...e disso por vezes tenho muitas saudades.

Publicação em destaque

Outono

Incrível!! Ainda ontem o cair da noite banhava lentamente (a passo de caracol) os nenúfares que boiavam no charco verde de águas cálidas, ...