Ainda não sei muito bem como vai ser, mas um blogue poderá ser uma transmissão de ideias e pensamentos diários.
terça-feira, 28 de março de 2017
segunda-feira, 27 de março de 2017
Permissão
Porque as segundas também podem parecer terceiras mal metidas, mesmo naquele ponto onde o ponto de embraiagem roça para o obsceno, nesse segundo que pode durar uma eternidade de reflexão inflectida num universo invertido, paralelo a essa mala onde cabe um minuto de ensaio sobre a vida, mas nada sobre a morte, teorizando sobre o tempo que faz, apesar do tempo que não faz mas que devia fazer, como se o homem mandasse no tempo, e manda!
Voltando então ao problema mecânico, e ás segundas que parecem sextas, pela velocidade da vida, que não esperou passar mais devagar, nesse lugar onde as horas parecem durar segundos, os anos meses, os meses dias e a vida uma falsa eternidade, nesse quintal que me faz correr sem saber o que vou encontrar, tirando o céu que não existe, ou o chão que os meus passos insiste carregar, onde os aromas marítimos se confundem com "quentes e boas" e o coração é esse insigne espaço onde a mais pesada das criaturas pode levitar. Será que posso esperar pela próxima segunda para acordar?
domingo, 26 de março de 2017
O apagão da Catirolas
Há dias em que as palavras não parecem fazer qualquer sentido, nesse jogo do gato e do rato (em que o rato é que apanha o gato), numa noite de prime time, onde o que fazes é sempre mau, mas o que não fazes é igualmente aterrador. Já houve tempos em que acreditava nas formigas nocturnas, nos seus gestos, na sua boa vontade. Tempos em que a casualidade era tão real, como escrever este post em Trikini, com uma touca na cabeça e chinelos no dedo, num dia semelhante ao de hoje, sem grandes gestos e num silêncio de palavras desconfortantes, em que faz falta tanta coisa, mas ainda mais essa taça de chá de folhas verdes, e muito mais esse amigo, que coloca a água ao lume e nos aconchega, sem questionar.
Por vezes sinto falta de olhar para trás e de ficar por lá algum tempo. Saudades de ouvir musicas de antigamente, ainda que numa versão espanhola, depois da portuguesa ter sido censurada, escrutinada e amplamente criticada...Aglutinada por esse conjunto de actos, que confundimos muitas vezes por "valores", mas que parecem ser, cada vez mais, uma modernice da nossa era, vou então ouvir essa música e suspender a actividade eléctrica, ou se preferirem, desligar!
Por vezes sinto falta de olhar para trás e de ficar por lá algum tempo. Saudades de ouvir musicas de antigamente, ainda que numa versão espanhola, depois da portuguesa ter sido censurada, escrutinada e amplamente criticada...Aglutinada por esse conjunto de actos, que confundimos muitas vezes por "valores", mas que parecem ser, cada vez mais, uma modernice da nossa era, vou então ouvir essa música e suspender a actividade eléctrica, ou se preferirem, desligar!
quarta-feira, 22 de março de 2017
Parar, escutar... ficar ou partir
Nas catirolices de hoje pensei em escrever uma autobiografia,
já que está tanto na moda, mas depois ponderei…Oh Catirolas tu não és expresidente de coisa alguma, na verdade não és coisa alguma, por isso deixa-te
disso e faz o que fazes pior, mas tão bem….
Às vezes basta parar e escutar! O eco da cidadania, o
cantarolar da critica… a voz daqueles a quem todos dão razão, sem questionar. Nessa sabedoria cega, que me faz ter medo do mundo.
Depois há que correr,
correr bem e depressa, sem fazer aquecimento, preparação, descalça,…
assim me sinto e me vejo por estes dias, onde dar o melhor de
consciência e coração, já não basta. Não há caminho que nos leve à nascente se
não tivermos o mapa da intuição no bolso dessas calças de ganga, que
miraculosamente ainda nos serve (o bolso não as calças). O modo como governamos e somos governados, no
dia a dia, sem qualquer conotação politica ou ideológica, faz-me pensar na
vida.
Nas linhas das mãos e nos traços dos pés, vagueiam vagões de
comboios a vapor, desses tempos em que era impossível descarrilar e há tanta
coisa que gostava de mudar… mudar em mim, nos gestos, nas palavras, no absurdo…
mas mudar o quê? Se as linhas se mantém
apesar dos comboios agora serem outros, ou não existirem comboios sequer. Fazer
de consciência e de coração, oferecer o
melhor de nós, para nós e para os outros, é hoje, quer se acredite ou não, uma
quimera e a grande diferença entre o ficar e o partir e eu não sei bem porque ainda estou por aqui.Às vezes basta parar e
escutar!
segunda-feira, 20 de março de 2017
Dia de conhecer os pais
O mais curioso, o mais enigmático, o mais pitoresco,..., o mais curtido de mais um Dia do Pai é que graças ao mundo virtual, não só fiquei a saber como muitos partilharam os seus dias, as lembranças que ofereceram, ou as memórias que revisitaram, como conheci o rostos de muitos pais até então desconhecidos para mim... e isso tem muito de ternura e um gosto de Primavera.
segunda-feira, 13 de março de 2017
Aquilo que juntamos, nós somos
Somos aquilo que juntamos, a frase parece demasiado feita para ser real, mas o que está para lá do que se lê nas linhas parece, parece-me, não com demasiada ironia, que há por aí uma forte obsessão de "conquista". E há tanta coisa que se perde.
A julgar por tantas atitudes e vontades parece, parece-me que o conta, não é bem a qualidade, o que importa, não é exactamente a forma ou o conteúdo, mas sim a velocidade com que se produz e mais importante, se mostra ao mundo primeiro. Será possível desbravar outros territórios? Podemos ao menos respirar um pouco?
Longe de uma memória colectiva e num entendimento mais perto da loucura do que de um sofismo., somos garantidamente..., não no sentido físico das palavras, como o entrelaçar de duas mãos, ou, no sentido poético, de um belo versar de palavras, aquilo que juntamos.
Quando conseguimos olhar para além da comida que nos servem à mesa, percebendo quem colocou a semente na terra, colheu, descascou, cozinhou, serviu à mesa e ainda teve tempo para limpar a cozinha..., um ilustre desconhecido a dar o máximo ganhando o mínimo num restaurante estrelado. Quando nos importamos, somos garantidamente aquilo que juntamos e aquilo que juntamos é amor.
A julgar por tantas atitudes e vontades parece, parece-me que o conta, não é bem a qualidade, o que importa, não é exactamente a forma ou o conteúdo, mas sim a velocidade com que se produz e mais importante, se mostra ao mundo primeiro. Será possível desbravar outros territórios? Podemos ao menos respirar um pouco?
Longe de uma memória colectiva e num entendimento mais perto da loucura do que de um sofismo., somos garantidamente..., não no sentido físico das palavras, como o entrelaçar de duas mãos, ou, no sentido poético, de um belo versar de palavras, aquilo que juntamos.
Quando conseguimos olhar para além da comida que nos servem à mesa, percebendo quem colocou a semente na terra, colheu, descascou, cozinhou, serviu à mesa e ainda teve tempo para limpar a cozinha..., um ilustre desconhecido a dar o máximo ganhando o mínimo num restaurante estrelado. Quando nos importamos, somos garantidamente aquilo que juntamos e aquilo que juntamos é amor.
quinta-feira, 9 de março de 2017
Leituras Motivacionais / "Mutilacionais"
No outro dia dei por mim na biblioteca, que habita no piso abaixo do chão da minha casa, a folhear (diferente de desfolhar, tantas vezes erradamente usada no nosso vocabulário), livros que ensinam a ser rico depressa, (não confundir com procedimentos de algumas figuras, no sentido figurativo e idealmente tóxico da palavra), que nos direccionam por caminhos curtos de ascensão rápida, que nos instruem a ser bons, o máximo, os melhores, The Best e tantas outras preciosidades, que não convém revelar, pois não queremos fazer diminuir os hábitos de leitura, pelo menos não deste blogue. Mas alguém o lê?!! Sem querer generalizar e admitindo que se os tenho na biblioteca, é porque provavelmente existe um lugar para eles, e que naturalmente isso me obriga a reflectir...Cá vai disto: Os livros de auto motivação ensinam-nos a saber aproveitar as oportunidades, mas o que os livros de auto motivação não nos ensinam é que as oportunidades não nos caem no colo, que é preciso criar oportunidades para que elas realmente surjam e para que isso aconteça e sem nos darmos conta estamos a ler livros de AUTO MUTILAÇÃO|
quarta-feira, 8 de março de 2017
Dia da Mulher - Aqui vai disto com humor
Ler a receita e não segui-la, amassar a massa, fazer o bolo e comê-lo numa só dentada, sem ter medo de ficar engasgado e de cuspir as migalhas para o mundo em forma de palavras... aqui vai disto...
As mulheres actuais lutam pelo sofá da sala, por carros com maior cilindrada, pelo direito ao orgasmo, pela sua masculina feminilidade…
Para assinalar esta data o "Catirolas" escolheu cinco das mulheres mais influentes de Portugal.
As nossas mães, pelo carinho de estarem sempre presentes.
As nossas avós, pela sabedoria, por nos guardarem os ovos caseiros e queijinhos de cabra, e nos matarem de beijos sempre quando as vamos visitar.
As nossas amigas, pelo companheirismo e cumplicidade, por nos darem a roupas que já não lhes serve, por nos dizerem que estamos mais magras e belas, (mesmo que não seja verdade).
As outras mulheres do mundo laboral, por nos fazerem manter os níveis elevados de desempenho e rigor, e nos despertam a ambição e por fim...
As EX dos nossos homens, por lhes terem dado motivo de comparação e por lhes terem ensinado que este amor, é algo que só nós lhes podemos dar.
No dia 8 de Março comemora-se o dia das Nações Unidas para os direitos da Mulher. A data foi adoptada em 1975, e visa lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas ainda estão sujeitas por este mundo.
As mulheres actuais lutam pelo sofá da sala, por carros com maior cilindrada, pelo direito ao orgasmo, pela sua masculina feminilidade…
Para assinalar esta data o "Catirolas" escolheu cinco das mulheres mais influentes de Portugal.
As nossas mães, pelo carinho de estarem sempre presentes.
As nossas avós, pela sabedoria, por nos guardarem os ovos caseiros e queijinhos de cabra, e nos matarem de beijos sempre quando as vamos visitar.
As nossas amigas, pelo companheirismo e cumplicidade, por nos darem a roupas que já não lhes serve, por nos dizerem que estamos mais magras e belas, (mesmo que não seja verdade).
As outras mulheres do mundo laboral, por nos fazerem manter os níveis elevados de desempenho e rigor, e nos despertam a ambição e por fim...
As EX dos nossos homens, por lhes terem dado motivo de comparação e por lhes terem ensinado que este amor, é algo que só nós lhes podemos dar.
No dia 8 de Março comemora-se o dia das Nações Unidas para os direitos da Mulher. A data foi adoptada em 1975, e visa lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas ainda estão sujeitas por este mundo.
Este dia tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos.
Actualmente essa luta continua a existir, luta diária contra o “machismo” económico, politico e social, que ainda está muito enraizado no "homem", como ser humano, independentemente do sexo, ainda que com uma melhoria significativa.
domingo, 5 de março de 2017
Humor negro
Amanhã é segunda
feira, a primeira depois do Carnaval.
Agora que já despimos
as máscaras, ou em muitos casos, as voltámos a vestir.
Concordem ou não...
vale a pena refletir.
Ninguém é completamente inútil... pelo menos serve de mau exemplo.
Errar é humano, mas achar de quem é a culpa parece ser mais humano ainda.
O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.
Quem sabe, sabe e quem não sabe é provavelmente chefe de alguma coisa.
Deixar a bebida é
bom, mas é bom lembrar também onde a deixou.
Existe um mundo melhor, mas é caríssimo.
Existe um mundo melhor, mas é caríssimo.
Existem três
palavras que abrem e fecham muitas portas. Puxe, Empurre e (des)honestidade.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Bate-me todos os dias mas ama-me uma vez por ano.
Considerações sobre o dia dos namorados.
Bate-me todos os dias mas ama-me uma vez por ano!!!
O amor não necessita de dias específicos, quando se gosta, gosta-se todos os dias. Não vale a pena celebrar o amor num dia, quando se passa o resto do ano com intenções e acções que em nada o dignificam e não é um presente ou uma saída, naquele que é para mim, um dos piores dias do ano para comemorar o que quer que seja a dois, onde tudo é melancolicamente meloso, onde os restaurantes estão atulhados de pares, e tudo parece fútil, demasiado comercial e desinteressante, que vai colmatar uma ausência de vários dias, meses, anos de vazio, de indiferença...
Um romantismo que nada tem de genuíno e único, como o amor deve ser.
Se sou romântica? Sou.
De tal forma que comemoro o dia dos namorados todos os dias, seja 14, 21, ou 31 de fevereiro, com aqueles que residem no meu coração, longe ou perto, com aquilo que me ensinaram e que ainda estou a aprender sobre o amor e o verbo amar.
| Foto: Catirolas a celebrar o dia dos namorados fora do dia dos namorados |
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
A Ladeira
Ladeira após ladeira sem olhar para trás, sem pressentir o sol que tapava momentaneamente a lua como se quisesse deixar uma mensagem, levantou-se um ar... talvez o vento.
Desculpem esta ausência, obrigada por ainda estarem aí.
Todos os dias sentimos dúvidas e pregamos certezas.
É preciso muita coragem para enfrentar as imperfeições e as desilusões.
Porque somos tantas coisas diferentes em tão pouco espaço de tempo? De madrugada somos zombies, de manhã profissionais (in)competentes, ao crepúsculo queremos chegar a casa para sermos amantes e cuidar dos nossos filhos, um pouco antes de voltarmos a ser zombies novamente.
Porque não somos tantas coisas diferentes em tão pouco espaço de tempo? Avaliados diariamente com inveja, crítica, carinho ou curiosidade mórbida, vítimas e criminosos de um constante big brother, que pode ou não atingir-nos. Felizmente, a maior parte das vezes, tudo isso faz parte da nossa cadeia alimentar, onde podemos comer e vomitar a seguir, ou então optar simplesmente por fazer dieta, a diferença está naquilo que damos importância e que nos pode ou não realmente afetar. Aconteça o que acontecer, seguir em frente é sempre opção, seguir caminho sem esquecer que os "pés" também podem pedir desculpa e dizer obrigado. Desculpem esta ausência, obrigada por ainda estarem aí.
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